• Este grupo é para que os amantes e maragogipanos possam discutir a Cultura, Política, o Cotidiano, a História e a vida na cidade de Maragogipe. "Dubito, ergo cogito, ergo sum"

  • O blog Ecos da HIstória é um difusor da História de Maragogipe, além de questionador de ideias do senso comum e transmissor dos conteúdos históricos! Sinta-se na história.

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terça-feira, 30 de junho de 2015


Distante de Salvador 155 km, a cidade de Maragogipe – Recôncavo baiano – recebeu na manhã deste sábado (27/08), o projeto Rota da Independência, organizado da Fundação Pedro Calmon / Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, em celebração ao 02 de Julho. Na Rota, a cidade recebeu a segunda “Aula Pública” ministrada pelo historiador Manoel Passos Pereira. A atividade ocorreu na Casa de Cultura Maragogipe, no centro da cidade, sendo assistida por cerca de 70 pessoas, dentre estudantes e moradores. Na mesa de abertura, além do palestrante, estavam presentes, o historiador Benedito Jorge e a diretora do Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação que coordena as Aulas Públicas, Jacira Primo, além de Enea Rangel, gerente de ensino de Maragogipe. 


Neste dia, a diretoria do Livro e da Leitura (DLL), também unidade da Fundação, doou 80 títulos de autores baianos para a biblioteca municipal Odilardo Uzeda Rodrigues. Antes da palestra, houve apresentação do grupo “Rouxinol de Poesia”, no qual crianças recitaram poesias de autores baianos e de renomados poetas do cenário nacional, intercaladas com músicas do universo popular. Além da Aula Pública, a cidade recebeu a Feira de Livros e Biblioteca Móveis, promovendo atividades culturais como comercialização livros de autores baianos com preços a partir de R$5 e atividades de estímulo à leitura.


Em sua palestra, Manoel Passos ressaltou que a luta iniciou-se após a Revolução do Porto ser deflagrada em 1820, e citou que a participação das vilas foi decisiva neste período. “A participação das vilas no processo de luta, quando Salvador encontrava-se sitiada pelos portugueses, foi de fundamental importância, enquanto as vilas do Recôncavo baiano se esquentavam na organização de batalhões patrióticos para enfrentar aqueles que dominavam Salvador. Todas as vilas participaram das lutas, como Santo Amaro, Cachoeira, Maragogipe, São Francisco do Conde, Nazaré e Jaguaripe, e algumas do sertão, como Caetité, por exemplo,”, frisou Passos. Durante a aula, Pereira esclareceu também quem foram Antônio Rebouças e Fernando Sá importantes personalidades centrais do local. “O maragojipano Antônio Rebouças foi um jurisconsulto e exerceu a função de secretário do governo provisório, que tinha como sede a Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, enquanto que Fernando foi um historiador de Maragojipe, que interpretou e retratou este episódio com uma ótica regional ímpar”, finalizou Manoel.

Comemoração da Independência – O professor Benedito Jorge fez um panorama de como vem acontecendo a solenidade de 2 de Julho em Maragogipe. “Após a missa, há o hasteamento da bandeira, depois ocorre uma pequena passeata com as filarmônicas locais até a Praça 2 de Julho”. Conforme Jorge, este modelo deveria ser revisto. “No meu entendimento, didaticamente, isso não funciona para os estudantes, pois deveria haver uma parada estudantil, apresentações de trabalhos escolares, poesia, música e também pequenos brindes para estimular as crianças, ou seja, assim iria estimular o 2 de Julho, bem como estaríamos plantando sementes na cabeça dessas crianças”, sugeriu Benedito. 

O historiador Zevaldo Sousa, também presente na aula, avalia que, muitas vezes, a data passa despercebida na cidade. “Falta mais consideração com a cidade nos festejos do 2 de Julho, porque, no sentido simbólico, a cidade de Cachoeira é heroica, Santo Amaro é leal, Maragogipe é patriótica, ou seja, historicamente, significa que os festejos deveriam ser mais significativos”, disse Sousa.

A Rota, que iniciou em Cachoeira em 25 de junho, passou por São Félix no dia 26 e segue para Santo Amaro (28/06). Na próxima segunda (29/07), estará em São Francisco do Conde e será encerrada em Caetité (01/07).

Fonte: Fundação Pedro Calmon

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 320/08, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Federal de Educação Integral de Qualidade para Todos e a Carreira Nacional do Magistério da Educação de Base, foi aprovado em decisão final, nesta terça-feira (23), pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, a iniciativa segue direto para análise da Câmara dos Deputados.

— Esse é um debate necessário de ser travado com o Poder Executivo. Temos a possibilidade de construir a educação com escolas igualitárias, de não termos escolas no Maranhão ou no Piauí diferentes das que temos em São Paulo ou no Rio de Janeiro — considerou o relator, senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), ao defender parecer pela aprovação, com emendas, do projeto em debate.

Para afastar o risco de a proposta ser vetada pelo governo, Randolfe optou por manter emenda aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania que confere caráter autorizativo ao dispositivo de criação da carreira nacional do magistério. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) acredita que essa emenda pode resolver a questão da inconstitucionalidade, mas não livra o projeto de “injuridicidade”.

— A injuridicidade é incontornável. O Poder Executivo não carece de nossa autorização para criar a carreira nacional do magistério. Uma lei ordinária não pode dar ao Executivo o que ele já tem e que utiliza ou não segundo a sua discricionariedade — argumentou Aloysio, que admitiu respeitar a proposta de Cristovam, mas decidiu votar contra por também rejeitá-la quanto ao mérito.

Carta

Na tentativa de obter apoio, Cristovam tratou de enviar uma carta a cada membro da Comissão de Educação com ponderações em defesa do PLS 320/2008.

— Não se trata de federalização, mas de adoção de escolas estaduais, distritais e municipais pelo governo federal. O Legislativo tem que provocar o governo a se manifestar sobre o assunto. O piso salarial dos professores saiu daqui e o governo federal aceitou — comentou Cristovam.

Na avaliação do senador Lasier Martins (PDT-RS), o projeto e a carta de Cristovam são “um libelo contra a educação que nós vivemos”.

— No Brasil, a escola é o berço da desigualdade. Há escolas públicas em municípios tão pobres que o custo anual de cada aluno é pouco maior que R$ 2,5 mil. Já outras escolas públicas chegam a gastar R$ 16 mil ao ano por aluno. Está na hora de provocar o governo a atacar essa imoralidade — reivindicou Lasier.

Pátria Educadora

Ao comandar a reunião da CE nesta terça-feira (23), a senadora Ana Amélia (PP-RS) registrou seu apoio ao PLS 320/2008 não só pela condição de “municipalista”, mas também por considerar que a melhoria do ensino brasileiro “é um debate necessário ao país”.

Apesar de avaliar a proposta de Cristovam como um “passo tímido”, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) disse ver nele “a força de ser um exemplo e de estimular o debate na área”.

Os senadores Gladson Cameli (PP-AC), Telmário Mota (PDT-RR), Simone Tebet (PMDB-MS), Hélio José (PSD-DF), Wilder Morais (DEM-GO), Dalírio Beber (PSDB-SC), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO) também manifestaram apoio à proposta e destacaram a oportunidade de abrir o debate sobre a federalização da educação básica e a criação da carreira nacional do magistério no momento em que o governo federal levanta a bandeira do programa Pátria Educadora.

Requerimento

Ao final da reunião, a CE aprovou requerimento do presidente da comissão, senador Romário (PSB-RJ), no sentido de que a CCJ se manifeste sobre a constitucionalidade de projetos de lei de natureza autorizativa, como o PLS 320/2008. Enquanto a CCJ não liberar um parecer sobre o assunto, a CE deverá suspender a votação de todas as propostas autorizativas em tramitação no colegiado.

Fonte: Simone Franco - Agência Senado

O papel de uma Ouvidoria é ser a ponte entre a população e uma instituição. Trata-se de um serviço aberto ao público para escutar as reivindicações, sugestões, denúncias e elogios referentes à empresa. O diálogo direto entre a Enseada e seus públicos vem sendo ampliado através das quatro novas urnas do “Fala Navegante”, que foram implantadas em Salinas da Margarida Sede, Conceição de Salinas, Maragogipe Sede e São Roque. Dentro do estaleiro e no Centro de Referência, na comunidade de Enseada do Paraguaçu, também existem urnas do programa.

Esse meio de relacionamento com o estaleiro faz parte do Programa de Comunicação Social do Plano Básico Ambiental (PBA). Entre janeiro de 2013 e maio de 2015 foram recebidas pelas urnas do Fala Navegante 228 manifestações das comunidades e 191 de integrantes. “O programa é mais um mecanismo de comunicação entre Enseada e comunidades, destacando-se neste a possibilidade de as pessoas manifestarem-se continuamente, inclusive de forma anônima. O teor das manifestações nos leva a refletir sobre pontos de melhoria em nossas ações, visando fortalecer uma relação de transparência e confiança com as comunidades das áreas de influência do empreendimento”, afirmou Sandra Costa, coordenadora de Responsabilidade Social na Enseada.

Outra forma de interação da Enseada são as mensagens recebidas através do blog Navegando Juntos, que de novembro de 2013 a maio de 2015 recebeu 302 mensagens.

Por Hélio Ondiária – Leitor.

Estaleiro Político
No que pese a dura realidade das repercussões negativas oriundas da avalanche de desvio de dinheiro na estatal Petrobras, tendo como consequência a gravíssima paralisação das obras de construção civil do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, no Município de Maragogipe, o que resultou no desemprego direto/indireto de milhares de trabalhadores, naquela região, sem falar da séria questão social pejorativa que o fato concretizou, um bando dos ditos políticos pegaram onda nessa questão, proferindo, aos berros, discursos inflamados, que dizem ser em defesa da manutenção funcional do Estaleiro e, em defesa da sociedade baiana.

Entretanto, a atuação teatral da turma do estaleiro político não tem dado resultado positivo quanto ao objetivo de ressuscitar o Enseada, o que denota a incapacidade politica dos surfistas políticos de plantão, mas porque será?

Por Hélio Ondiária – Leitor.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Por Adary Oliveira

Passados os primeiros momentos da tempestade causada pela turbulência do Petrolão, o céu começa a clarear e dar esperanças de que a bonança está por chegar nos mares da Bahia. A indústria de construção e reparo naval parece estar buscando sustentação não só nas águas calmas, abrigadas e profundas da Baía de Todos os Santos, mas também no amparo de legislação montada para viabilizar projetos da Petrobras e que agora socorre empresas que acreditaram no potencial do setor e nas vantagens comparativas que a natureza depositou no Recôncavo Baiano.

Os dois principais projetos puxadores da indústria naval na Bahia, estaleiro Unidade Paraguaçu – BA, na localidade conhecida como Enseada do Paraguaçu, e o canteiro de obras São Roque do Paraguaçu, construído em 1976 pela Petrobras, ambos em Maragogipe, estão sendo construídos e ampliados, respectivamente, por uma nova empresa, Enseada Indústria Naval S.A.

Nas duas unidades, que estão em fase adiantada de montagem, poderão ser fabricadas sondas de perfuração offshore, módulos, topsides para navios-sonda, plataformas de produção, navios de apoio, FPSO e jaquetas, além de sitio de docagem para reparo naval. São sócios da Enseada a japonesa Kawasaki Heavy Industries, com 30% do total, e a brasileira Enseada Indústria Naval Participações S.A. Esta última controlada pelas brasileiras-baianas Odebrecht (50%), OAS (25%) e UTC 25%).

O fato do setor naval estar aquecido e atravessar momento de forte demanda por equipamentos de exploração e produção de petróleo e gás, aliado à existência de condições locacionais e fiscais favoráveis ao investimento, além da presença da experiente Kawasaki na sociedade, tornam o projeto altamente atrativo, superando os percalços advindos do envolvimento das três brasileiras na operação Lava Jato. A carteira de encomendas de US$ 6,5 bilhões para a construção de seis sondas de perfuração para o pré-sal e a construção do estaleiro, que no pico de admissões atingirá 15 mil empregos diretos e indiretos, ficou ameaçada quando a contratante intermediária, a Sete Brasil, que está prestes a ser substituída nos projetos da Bahia pela Kawasaki, viu fazer água em suas fontes de recursos com a suspensão dos US$ 10 bilhões prometidos pelo BNDES.

Contudo, pelo menos três fatores agem como protetores do projeto e certamente serão objeto de negociações da Kawasaki com empresários locais e com o governo. O primeiro deles é o uso do Repetro. Regulado pela Lei nº 9.826/99 permite que se realize exportações com a saída ficta do território nacional, ou seja, o bem não precisa sair do território nacional. O produto é pago em moeda estrangeira a empresa com sede no exterior, sendo considerado exportado para os fins fiscais. Assim, a Enseada poderá fazer a exportação ficta das sondas para a Kawasaki no Japão sem que elas saiam daqui. Em seguida, a Kawasaki poderá alugar o equipamento para que a Petrobras possa usá-lo no pré-sal.

Como na exportação ficta não há incidência de impostos e o aluguel é realizado sob admissão temporária, quase nada se paga de tributos. Apenas, para citar um dos tributos, o ICMS que seria cobrado pelo estado da Bahia, de 17% por dentro e 20,48% por fora, resultaria na colaboração do governo de valor equivalente a uma plataforma para cada cinco fabricadas pela Enseada. O município de Maragogipe ficaria fora dessa isenção e cobraria os impostos municipais.

O segundo fator, que reduz substancialmente o custo de fabricação, é derivado do fato de a Enseada poder trazer componentes fabricados pela Kawasaki, ou por seus parceiros no exterior, com a isenção de impostos concedidos pelo regime drawback, já que o componente importado vai ser usado na fabricação de um bem final que posteriormente vai ser exportado. Vale salientar que esses componentes não são fabricados no Brasil e são os mais caros, por incorporarem tecnologias mais sofisticadas.

O terceiro fator protetor, igualmente importante, é o emprego de profissionais locais, tradicionalmente de menor remuneração, na confecção das partes mais intensivas em mão de obra e menos intensivas em tecnologia. Tenho convicção de que, apesar das concessões feitas parte a parte, não se poderia ingressar no curto prazo no sofisticado e altamente competitivo mundo dos negócios da construção de grandes plataformas e embarcações, por outro caminho.

Cabe à Enseada elaborar programa bem feito e disciplinado de absorção de tecnologia e, juntamente com o governo, encontrar uma via que assegure crescente elevação do conteúdo nacional dos bens aqui produzidos. Que a Kawasaki seja bem-vinda e que fortaleça, ainda mais, a amizade existente entre brasileiros e japoneses que habitam pontos diametralmente opostos do planeta.

Adary Oliveira

Doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, Espanha
E-mail: adary347@gmail.com

Por Gilson Jorge (A Tarde)

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que completa 10 anos de fundação no próximo dia 29 de julho, está ajudando a dinamizar o mercado imobiliário nas cinco cidades da região em que está presente. A chegada de professores e estudantes, além de gente que chegou para trabalhar em grandes obras, como o Gasoduto do Nordeste e o estaleiro Enseada Indústria Naval, em Maragogipe, tem mudado a paisagem em algumas cidades. O aluguel, em alguns lugares, valorizou-se em 60%, fora os casos em que o preço foge de qualquer lógica econômica.

Em Santo Antônio de Jesus, considerada "capital" do Recôncavo", há 16 empreendimentos imobiliários em construção, entre loteamentos e condomínios, sendo comercializados pela corretora Mário Assis, pioneira da cidade. A crise econômica esfriou momentaneamente o apetite por compras, mas o mercado de aluguel continua aquecido.

"Quem vem como professor ou estudante normalmente só parte para comprar algo depois de três ou quatro anos, quando tem certeza de que vai ficar por mais tempo", avalia o corretor de imóveis Mário Assis, um dos pioneiros do setor e dono de uma das maiores corretoras da cidade.

Assis destaca que o comércio tradicionalmente pujante de Santo Antônio de Jesus já havia criado uma elite econômica que, muitas vezes, prefere investir em imóveis em Salvador e em outras capitais brasileiras. Mas a chegada do campus da UFRB e a construção de um estaleiro em Maragogipe trouxeram um novo fôlego ao mercado imobiliário local.

Com uma nova classe média surgida na última década, Santo Antônio de Jesus ganhou projetos de prédios de 12 andares, como o Torre Inglesa, e já possível ver anúncios de apartamentos na cidade por R$ 370 mil. "Mas o que tem se destacado por aqui é a oferta de loteamentos e condomínios", afirma Mário Assis. Sua corretora comercializa atualmente unidades em 16 empreendimentos imobiliários no município, desde projetos de alto padrão a conjuntos do Minha Casa, Minha Vida.

Lançado em 2014, o Arvoredo Castanheira é um condomínio fechado com academia de ginástica, piscina com raia para prática esportiva, espaço gourmet, brinquedoteca e áreas de lazer para idosos. O lote custou R$ 130 mil.

Parte desse movimento se deve à instalação da Enseada Indústria Naval (antigo Estaleiro Enseada do Paraguaçu), que levou milhares de profissionais para Maragojipe, a 79 quilômetros de Santo Antônio de Jesus, que herdou parte considerável das intenções de compra e construção de imóveis. "O movimento de venda caiu muito depois da crise, mas fui informado de que a situação vai se normalizar em fevereiro", disse Assis.

A Enseada Indústria Naval tem como sócias majoritárias a Odebrecht, a OAS e a UTC, empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, além da empresa japonesa Kawasaki.

Prédios verticais

Em Cruz das Almas, que abriga a reitoria da UFRB, a presença de imóveis de melhor padrão de construção desde 1975, quando foi inaugurada a Embrapa Mandioca e Fruticultura, que conta com um quadro fixo de 227 funcionários, sendo 70 pesquisadores de alto nível.

"A chegada da universidade ajudou a movimentar o mercado e hoje a cidade já tem até prédios verticais", assinala o corretor de imóveis Crispim Almeida, o primeiro a se estabelecer no ramo em Cruz das Almas e que, com o desenvolvimento do município, já vê jovens que foram seus estagiários atuarem como concorrentes no mercado. "Na verdade, somos parceiros", brinca Almeida.

Mesmo em cidades menos prósperas a pressão exercida pela chegada de instituições de ensino ou grandes empresas ajudaram a levar os preços de aluguel para patamares raros em uma cidade do interior da Bahia. Em Santo Amaro, que vai receber um núcleo de pesquisadores para averiguar os efeitos da contaminação ambiental por uma fábrica de chumbo, não é difícil ver proprietários pedindo R$ 1.200 pelo aluguel de uma casa de dois quartos com piscina. Uma tendência que, segundo fontes do mercado, foi inaugurada quando a Petrobras se instalou na região para construir o Gasoduto Sudeste Nordeste (Gasene), que cruza o Recôncavo a caminho de Catu.

Santo Amaro também tem sido procurada como moradia por estudantes de países como Moçambique e Angola que se matriculam no campus de São Francisco do Conde da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Em Cachoeira, a presença de tanta gente de fora depois da chegada da universidade levantou a discussão sobre a elitização da cidade histórica. Mas para os moradores de uma cidade que não oferece muitos postos de trabalho alugar a casa acaba sendo uma fonte de renda bem-vinda.

"As cidades que se tornam polos educacionais e de serviços de saúde se transformam em bons mercados imobiliários. É o que está acontecendo no Recôncavo", afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon), Carlos Henrique Passos.

Fonte: A Tarde


A festa em homenagem a São Pedro, na rua da Enseada, em Maragogipe é muito requisitada e inspiradora. Hoje, poderíamos descrever o quão bela é esta festa, mas resolvi replicar dois breves textos de uma pessoa especial que merecem permanecer na história pois conta tudo em tão poucas linhas. Confira, a Festa de São Pedro na palavras poéticas de Rosa Maria Vieira de Melo:


No "dia 28 de junho, véspera de São Pedro.
Em Maragogipe a rua da Enseada está em festa. É lá que fica a Igrejinha dedicada ao santo desde os idos de 1800.


Último dia do tríduo, a igreja ficou repleta de gente, ficou toda iluminada e embandeirada para homenagear o patrono da rua.
Depois da reza um mingau.



 Depois a guerra de espadas... só para os fortes... e eu atrás da janela, não consigo ver nada..."


"Hoje se encerram as comemorações pelo dia de São Pedro.
E a Enseada continua em festa.


De tarde a missa, seguida pela procissão, que percorreu o bairro, encerrando sob uma chuva fina e persistente.


Muitos fogos, música e alegria... na Enseada, a festa continua... mesmo com chuva..."

Texto e foto: Rosa Maria Vieira de Melo

Hoje é 29 de junho. É o dia do santo que tem as chaves do paraíso, que pode abrir portas e novos caminhos. Basta pedir e acreditar. De quem estamos falando? São Pedro, sem dúvida.

Seu nome anterior era Simão, o pescador. Foi mudado por Jesus Cristo ao receber a incumbência de fundar a igreja e reunir os fiéis depois de sua morte.

"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificareis minha igreja" foi o recado. Por isso, o apóstolo foi chamado de "pescador de homens", tornou-se o primeiro papa e morreu em 29 de junho. Depois de sua morte, São Pedro, segundo os católicos, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no paraíso, é necessário que o santo abra as portas.

Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las, dizendo: "é a barriga de São Pedro que está roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar".

São Pedro é um santo poderoso, capaz de abrir os nossos caminhos, seja para o paraíso ou para aquilo que almejamos no mundo terreno. Quem tem fé nele pode pedir sua ajuda para alcançar o objetivo pelas suas orações. Mas, além disso, faça sua parte. Mexa-se.

Fonte: Terra

sábado, 27 de junho de 2015

A Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), iniciou da Rota da Independência que estava em Maragogipe, neste sábado, dia 27 de junho. A cidade recebeu uma sequência de atividades culturais que são de extrema importância para o entendimento da História do Dois de Julho na luta pela Independência da Bahia e do Brasil.


Neste sábado, um ônibus da Feira Móvel, iniciativa da Diretoria do Livro e Leitura (DLL) da Fundação Pedro Calmon, distribuiu kit-livros e comercializa obras de autores baianos com preços a partir de R$ 5. 

A aula pública destinada ao município de Maragogipe contou com a presença do prof. Manuel Passos (FUNCEB) que falou sobre as Guerras de Independência: de Antonio Rebouças a Fernando Sá. O professor Benedito Jorge Carneiro de Carvalho também falou sobre a importância do 02 de julho para a comunidade maragogipana e arrancou aplausos do público pela emoção que de suas palavras.  A Fundação Pedro Calmon também recebeu uma provocação por parte da comunidade maragogipana que solicitou o relançamento dos livros de Osvaldo Sá.

A programação incluiu ainda apresentações poéticas das crianças do Grupo Rouxinol de Poesia (Cachoeira), além da Biblioteca Móvel, com atividades de leitura, sorteio de kits livro, contação de histórias temáticas, e o Tabuleiro Virtual 2 de Julho, jogo lúdico educativo que testa o conhecimento do público sobre a data histórica.

Abertas ao público, as atividades são voltadas para estudantes, pesquisadores, professores e todos interessados pela memória e história da Bahia. Serão mais de 190 quilômetros de Rota da Independência, mais de 20 formações - entre aulas públicas itinerantes e palestras -, em municípios do interior e diversos bairros de Salvador. Mais de um mil exemplares de cerca de 100 títulos, entre publicações editadas pela fundação e apoiadas por meio de editais, serão comercializados.

Aulas
As aulas públicas levam historiadores aos principais pontos onde ocorreram batalhas pela Independência da Bahia no município e em Cachoeira.

As atividades em Salvador começam na segunda (29), com palestras, aula pública, apresentação do novo site da Biblioteca Virtual 2 de Julho e lançamento de publicações históricas, além de Feira de Livros na praça do Campo Grande. No dia 1º de julho, em Caetité, onde também ocorreram batalhas entre brasileiros e portugueses em 1823, o historiador Argemiro Ribeiro vai falar sobre a independência para o público.

Na terça (30), a aula pública ‘De Pirajá ao Campo Grande’ acontece em uma van, com o historiador Sérgio Guerra Filho. A iniciativa leva o público aos pontos na capital onde ocorreram batalhas pela independência. Após sair do Largo de Pirajá, a aula segue para pontos como o Largo da Lapinha e a Praça Municipal.

Já no dia 5 de julho, a partir das 9h, na praça do Campo Grande, a aula pública será com o historiador Marcelo Siquara, que vai falar sobre o Campo Grande nas batalhas pela Independência. A programação completa está disponível no site da Fundação Pedro Calmon.

Com o objetivo de melhorar as condições de tráfego entre os municípios de Maragogipe e São Félix, o deputado Pastor Sargento Isidório (PSC) apresentou na Assembleia Legislativa indicação endereçada ao governador Rui Costa solicitando que viabilize uma obra que vai possibilitar maior fluidez, segurança e conforto, diminuindo o sofrimento, assaltos e riscos de acidentes para os usuários. Isidório afirmou que o trecho encontra-se em estado precário, apresentando declives, ondulações e buracos em toda sua extensão, causando dores lombares nos motoristas e motociclistas, principalmente aqueles que utilizam diariamente seus veículos como meio de subsistência, a exemplo de taxistas, moto taxistas, rodoviários e caminhoneiro “Sem contar o grande prejuízo causado por quebra e desgastes de peças e pneus, como também o risco de assaltos”, disse O deputado afirmou que a diminuição de velocidade por conta da mal conservação dessa estrada prejudica diariamente as pessoas que têm compromissos agendados, como viagens, audiências, entrevistas de emprego, consultas médicas e dentárias, serviços de emergência como Samu. “A obra vai beneficiar também àqueles que precisam chegar em seus locais de trabalho e estudo, principalmente através do serviço público de transporte”, completou.

Fonte: Alba

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