• Este grupo é para que os amantes e maragogipanos possam discutir a Cultura, Política, o Cotidiano, a História e a vida na cidade de Maragogipe. "Dubito, ergo cogito, ergo sum"

  • O blog Ecos da HIstória é um difusor da História de Maragogipe, além de questionador de ideias do senso comum e transmissor dos conteúdos históricos! Sinta-se na história.

  • Neste Canal do Youtube você pode acompanhar os vídeos produzidos por Zevaldo Sousa, além de outros clássicos da prudução cultural ligada a historia de Maragogipe.

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  • Nesta página especial, o leitor poderá entrar em contato com a administração do blog, com colunistas, emitir opiniões, tirar dúvidas, questionar e enviar suas cartas e fotos.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Nesta manhã do dia 26 de novembro, quando a Polícia Federal iniciou a Operação Barbarossa e iniciou uma série de cinco mandados de busca, quatro conduções coercitivas e um afastamento da função pública e bloqueio das contas bancárias. Uma série de perguntas circulou nas mentes dos maragogipanos.

Polícia Federal em Maragogipe. Foto Carlos Gomes.
O quê está acontecendo? Por quê a Polícia Federal está no município de Maragogipe?
Num primeiro momento, as pessoas pensaram diversos casos. Como se Maragogipe fosse a terra da contravenção. Mas o negócio não era tão simples. A fraude em benefícios previdenciários está sendo o assunto do momento numa terra em que nos últimos anos está sendo vista em toda a Bahia como a terra da corrupção e da violência. Triste título que não gosto de citar.

Por quê esta acontecendo tudo isto em Maragogipe?
"Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." I Timóteo 6: 10

Muitos de nós sabemos que o progresso traz o dinheiro e com ele a ganância, a usura, a corrupção, a violência, as desgraças que não desejamos que aconteça com a nossa família e com nossos amigos. Talvez, o maragogipano não pensou nisso quando deveria medir os dois lados da moeda - Benefícios e malefícios de progresso neocapitalista -, agora, penamos. E a nossa terra está presente nas redes sociais, na mídia televisiva e radiofônica com uma intensidade tão grande que ficamos tristes em relatar tudo o que está acontecendo nesta terra. 

As pessoas estão cada vez mais gananciosas e estão esquecendo ensinamentos básicos: "Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque Ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei." Hebreus 13: 5

Especulações?!?!
Uma das coisas que prefiro evitar são as especulações. Estas têm o dom de destruir a vida de uma pessoa da noite para o dia, ou melhor, em questões de minutos. Pois quando o comentário maldoso sobre uma pessoa começa a circular na cidade, segue rápido como rastilho de pólvora. Logo, antes de tudo há necessidade de muita reflexão para sabermos o que realmente está acontecendo neste momento tão movimentado do município de Maragogipe.

Outras perguntas circulam nas mentes dos maragogipanos e nas redes sociais reais e virtuais. Cada um tem a sua versão.

Para saber mais um pouco sobre este caso: Leia a matéria: Operação Barbarossa: PF desarticula esquema de fraudes em benefícios previdenciários em Maragogipe

Salvador/BA – A Polícia Federal deflagrou hoje, 26, a Operação Barbarossa, para desarticular uma quadrilha que fraudava benefícios previdenciários do tipo Pensão por Morte, em Maragogipe/BA. O prejuízo inicialmente identificado aproxima-se de R$ 2,7 milhões.

A Polícia Federal cumpriu cinco mandados de busca, quatro conduções coercitivas e um afastamento da função pública e bloqueio das contas bancárias. A operação foi conduzida por uma Força-Tarefa Previdenciária, integrada pela Polícia Federal, pelo Ministério da Previdência Social e pelo Ministério Público Federal. Participaram da ação 25 policiais federais e sete servidores da Previdência social.

Investigações apontaram que o grupo criminoso vinha atuando desde 2006 e era formado por uma servidora da Previdência Social de Maragogipe e seus parentes. O modus operandi da quadrilha consistia na inserção de pessoas fictícias no Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS; a grande maioria na categoria de trabalhadores rurais ou segurados especiais, com a finalidade de obter benefício.

Para dar materialidade aos golpes, a quadrilha utilizava números de CPF e de identidade de pessoas já falecidas, informando data retroativa do óbito com até sete anos anteriores à data da entrada do requerimento (DER). Tal fato ocasionava geração de valores atrasados a receber. No ato da habilitação dos benefícios, a servidora e seus familiares eram cadastrados como Representantes Legais - Administradores Provisórios.

Os envolvidos serão indiciados, na medida de suas participações, pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa, com penas que podem chegar a nove anos de reclusão.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A leitora Marilena nos enviou nota relatando sobre o péssimo estado de conservação dos ônibus escolares que estão rodando no município de Maragogipe. Segue relato:


Os ônibus escolares estão em péssimo estado de conservação, inclusive, com janelas quebradas. A sujeira é permanente onde se observa muito lixo, além da poeira ser muito grande. Solicitamos que a Prefeitura de Maragogipe, assim como os vereadores fiscalizem e exijam a manutenção dos ônibus escolares.

Acontece nesta quarta-feira, 26 de novembro, mais um Júri Popular na Comarca de Maragogipe. O réu Rogério Souza Lima, conhecido como “Capacete”, é acusado da prática de homicídio contra sua então companheira, Sra. Gislene de Jesus Silva, crime ocorrido em 03 de janeiro de 2008, no interior de uma barraca localizada em um parque de diversões, no distrito de Coqueiros, neste Município.

O Júri será presidido pela Dra. Camila Soares Santana, Juíza de Direito 3ª Substituta da Vara Criminal de Maragojipe e terá como representante do Ministério Público a Dra. Neide Reimão Reis, Promotora de Justiça da Comarca de Maragogipe. O Júri está marcado para iniciar às 08h30, com o sorteio de sete jurados que irão compor o Tribunal.

Fonte: Maragogipe24h
Cobramos e a resposta foi imediata. Isso é importante para a discussão de uma sociedade mais justa. Agora, vamos aguardar mais informações sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico. Todos devem colaborar no processo de construção.

Leia matéria publicada no site da Prefeitura de Maragogipe, no dia 24 de novembro:


A Prefeitura de Maragogipe realizou, na manhã da última sexta-feira (21), no Gabinete da secretária Municipal de Planejamento, Ruth Márcia Ferreira, a primeira reunião com a CKM, empresa responsável pela elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB).

A reunião foi realizada com o engenheiro coordenador da CKM, Altair Ferreira Moreira e a coordenadora de negócios da empresa, Meiriane Lima, com a participação de representantes das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social, Saúde e de Serviços Públicos, Transporte e Meio Ambiente e teve o objetivo de informar sobre a importância da criação dos Comitês de Coordenação e Execução, que serão imprescindíveis para a formação dos grupos de trabalho contemplando vários atores sociais intervenientes para a operacionalização do Plano. Além disso, durante a reunião, foi apresentado o Termo de Referência, documento que norteará todo o trabalho a ser realizado no município.

A realização do Plano Municipal de Saneamento Básico representa um avanço significativo na construção de instrumentos de gestão de abastecimento público, coleta, afastamento e tratamento de esgoto, serviços de destinação dos resíduos sólidos e drenagem das águas superficiais, pois dá inicio a fase de ordenamento do gerenciamento desses serviços de forma a estabelecer e equacionar objetivos, metas e investimentos necessários, com vistas a universalizar o acesso da população aos serviços de saneamento, com parcimônia, dirimindo conflitos de interesse dentro do município.

Segundo a secretária Municipal de Planejamento, Ruth Márcia Ferreira, “o Plano de Saneamento Básico não é um Plano de Governo Municipal, mas um compromisso da sociedade em termos de escolha de cenários futuros. O Plano Municipal de Saneamento Básico é um instrumento de planejamento que vai auxiliar os municípios a identificar os problemas do setor, diagnosticar demandas de expansão e melhorar a qualidade dos serviços, estudando alternativas de solução, reforçando a ideia de planejamento sustentável, tanto do ponto de vista da saúde e do meio ambiente como do ponto de vista financeiro”.

A construção do Plano Municipal de Saneamento Básico requer a formatação de um modelo de planejamento participativo e de caráter permanente e pressupõe uma tomada de consciência individual dos cidadãos sobre o papel ambiental, social, econômico e político que desempenham em sua comunidade, onde todas as fases da elaboração do PMSB, bem como as etapas seguintes de implantação e revisão, prevêem a inserção das perspectivas e aspirações da sociedade, seus interesses múltiplos e a apreciação da efetiva realidade local para o setor de saneamento.

Fonte: Ascom / Maragogipe

O município de Maragogipe firma parceria com o programa A TARDE Educação, visando a ampliar ferramentas didáticas no município tendo o jornal como protagonista. O programa, que trabalha com a linha da educomunicação, propõe disseminar novas formas de utilizar o jornal dentro das salas de aula, incentivando a leitura e a escrita dos alunos.

Para o secretário da educação Adilton Ferreira, levar o jornal à sala de aula é levá­lo também às família dos alunos e despertar nos estudantes a consciência da importância do veículo para se manter informado.

"É muito importante que eles tenham a cultura de folhear as páginas dos jornais e entender que, o que está escrito faz parte do cotidiano deles. É um veículo que muitos pais desconhecem, às vezes porque não sabem ler ou não tiveram acesso. Agora seus filhos passarão a ter acesso a partir desta parceria. O A TARDE Educação para mim é uma maneira que encontramos de seduzir esses novos leitores", afirma.

sábado, 22 de novembro de 2014

Sob o título "Sem planos de saneamento básico, dinheiro de municípios vai pelo ralo", o Correio da Bahia transmitiu, no dia 17 de novembro, uma notícia importantíssima para que toda a população maragogipana fique ciente do que está acontecendo com o Planejamento de Saneamento Básico Municipal que já deveria estar pelo menos, em processo de finalização e até agora, não sabemos em que etapa do processo nós estamos, mas temos consciência de que necessitamos começar... ter persistência para solucionar nossos erros e cumprir mais esta tarefa que precisa da urgência urgentíssima (bastante solicitada na Câmara Municipal de Maragogipe).


Já falamos sobre este assunto em outro momento:
Município de Maragogipe recebe 288 mil reais para elaboração do plano municipal de saneamento básico (Janeiro de 2014)

Vamos buscar informações sobre este assunto nos Diários Oficiais e em breve traremos mais notícias.

Veja a reportagem do Correio da Bahia:
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) destinou mais de R$ 7 milhões para que 30 municípios baianos com até 50 mil habitantes elaborassem seus planos municipais de saneamento básico. Na lista das cidades com atrasos na implantação dos projetos, estão Amélia Rodrigues, Andorinha, Belo Campo, Boa Nova, Buerarema, Canavieiras, Cansanção, Ciapra, Coaraci, Conde, Ibiassuce, Ibicoara, Itacaré, Itaju do Colônia, Itororó, Ituberá, Jandaíra, Maragogipe, Pau Brasil, Pintadas, Piraí do Norte, Planalto, Poções, Riacho de Santana, Rio do Antonio, Rio de Contas, Una e Uruçuca.

Os convênios foram assinados entre 2009 e 2012, mas até agora só Camacã conseguiu concluir todas as etapas. Sem esgotamento sanitário, Firmino Alves depende apenas da aprovação na Câmara Municipal. Os outros 28 até agora não finalizaram seus projetos.

A Funasa também selecionou outros três municípios, mas nenhum deles atendeu às exigências e ficaram de fora do programa. Ou seja, dinheiro tem, mas faltam às prefeituras fazer a sua parte.

O governo federal prorrogou até dezembro de 2015 o prazo para que todas as cidades do país tenham seus planos. Quem não apresentar os projetos não poderá receber recursos para obras de saneamento básico. Essa é uma exigência do Plano Nacional de Saneamento Básico, nova lei que prevê como meta a cobertura de 92% de esgotamento sanitário em todo o País - hoje é de apenas 48%.

A Funasa estimou que o prazo para que municípios baianos entregassem seus planos seria de oito meses para municípios com até 20 mil habitantes e dez meses para municípios acima de 20 mil habitantes. 

Só que, cinco anos após os primeiros convênios, nenhum deles cumpriu o combinado, nem mesmo os que já estão com os planos prontos.

Despesas divididas

O Consórcio Intermunicipal da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi reúne cinco dos 30 municípios: Ituberá, Piraí do Norte, Nilo Peçanha, Igrapiúna e Ibirapitanga. Os dois primeiros, inicialmente, pleitearam a verba individualmente, em 2010.

Só em 2012 que o consórcio fez o convênio para realização do plano nas cidades vizinhas. Aí veio o impasse. O diretor executivo do consórcio, Francisco Pereira, explica que, por conta da proximidade, os municípios decidiram se unir ao consórcio para reduzir custos.

“Precisamos brigar com a Funasa para incluirmos Piraí e Ituberá. Essa foi a parte mais trabalhosa. A publicação do aditivo só terminou em abril”. O edital para contratação de empresa para realizar o plano foi lançado em abril e a licitação foi concluída em junho.

A meta é concluir o documento em 2015. Somando as verbas, o consórcio conta com R$ 747 mil. “É suficiente, porque se tem um elemento aglutinador que é o consórcio, que potencializa o recurso”, destaca, acrescentando que a proximidade dos municípios permite que uma única equipe trabalhe nos cinco. E, em caso de reunião, gestores se desloquem a um só local.

Outra cidade que fez o convênio desde 2009 e até agora não concluiu o plano é Amélia Rodrigues. Segundo informações da Funasa, foram empenhados R$ 102.100 para a cidade.

Procurada pelo CORREIO, por meio de nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que, segundo informações da Secretaria de Obras de Amélia Rodrigues, o município foi contemplado com R$ 100 mil, mas houve repasse de apenas R$ 50 mil.

Eles alegam que não houve renovação do contrato com a empresa selecionada para elaborar o plano e que o município fez uma nova licitação para dar continuidade ao projeto.

Quase lá

Enquanto alguns municípios não tem previsão de concluir seus projetos, o gerente de Convênios e Contratos de Firmino Alves, no sul da Bahia, Fábio Guilherme Soares dos Santos, está em contagem regressiva para o plano virar lei na cidade.

O município firmou o convênio com a Funasa de R$ 250.367,15, em 2012, mas o projeto só começou a ser tocado em 2013, com a nova gestão municipal.

0% de saneamento

“Quando assumimos, percebemos que tinha recurso liberado e abraçamos a proposta”, diz. O processo licitatório começou em fevereiro de 2013 e foi concluído em junho do mesmo ano. A vencedora foi a empresa paulista 3 A Projetos Ambientais.

“Foi a que conseguiu oferecer um menor custo, atendendo aos termos de referência”, informou Fábio. Segundo ele, o mais difícil foi identificar os problemas de saneamento do município.

“Achávamos que tínhamos saneamento básico, quando na verdade a cidade estava toda irregular. Após a identificação dos problemas, começamos a construir nossa proposta para o governo federal”, disse, informando ainda que a cobertura de esgotamento na cidade de 5.383 habitante é de 0%.

Fogos de artifício

“O esgoto deveria ser canalizado e direcionado para uma estação de tratamento, mas é jpgado em um rio. Não temos esgotamento”, constata. Uma das maiores dificuldades na construção do plano foi garantir a participação popular.

Na primeira mobilização, a prefeitura usou até fogos de artifício para a convocação. “Todo mundo foi à praça saber o motivo”, disse. E, durante as discussões em torno do plano, a prefeitura tomou conhecimento de um foco de esquistossomose na cidade.

“Hoje temos um olhar diferente sobre o saneamento e traçamos ações de curto, médio e longo prazo”, conta Fabio. Enquanto Firmino Alves aguarda a aprovação na Câmara Municipal, Camacã já fez o dever de casa completo e ostenta o título de primeiro município baiano a ter o plano municipal de saneamento.

Com uma população de 31.430 habitantes, começaram a elaborar o plano em agosto de 2012, concluíram em 2013 e, no final do mesmo ano, o documento foi transformado em lei.

Segundo a integrante do comitê de coordenação e execução do plano, Amélia Martins Larcher, foram três etapas para elaboração: mobilização, diagnóstico, prognóstico e, por último, a apresentação do relatório. O plano custou R$ 267 mil.

Enquanto a dificuldade para muitos municípios é a falta de recursos, Amélia Larcher diz que o maior desafio foi garantir a participação social. O município divulgou pela internet, carro de som, anunciou na rádio e ainda teve o corpo a corpo.

Mesmo assim, não foi fácil. “Como a cidade é pequena, muitas vezes, em dia de audiência pública, falecia uma pessoa querida e ninguém ia. Os conflitos entre índios e fazendeiros também era outro obstáculo”, conta.

Municípios não têm técnicos para elaborar plano

Um dos grandes entraves enfrentados pelos municípios é a falta de pessoal qualificado para elaboração dos planos de saneamento básico, o que torna obrigatória a contratação de consultoria.

“A principal dificuldade é que eles fazem as licitações, mas não fazem termos de referência que exijam uma qualificação mínima. Acabam vencendo empresas que não têm nenhuma experiência na elaboração de planos de saneamento”, ressalta a engenheira da Funasa, Luiza Berndt, acrescentando que há na Bahia poucas empresas com corpo técnico capacitado para fazer esses planos.

O chefe de gabinete do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e coordenador do Sanear Bahia - programa realizado pela Funasa e o Crea para ajudar município na elaboração de seus planos - , Herbert Oliveira, também chama a atenção para o problema dos municípios pequenos que não têm quadro técnico.

“Não tem engenheiro civil, ambiental, não tem sociólogo, não tem urbanista. Não tem um quadro qualificado para elaborar um documento com essa magnitude, que é um documento complexo. Nem os grandes, nem os pequenos. Os grandes até que têm quadro, mas não com essa finalidade”, destaca Oliveira, que é doutor em engenharia e professor da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Um levantamento realizado pelo Crea mostra que 70% dos engenheiros registrados no conselho estão centrados na Região Metropolitana de Salvador.

“Da parte civil, sanitária, ambiental, de uns 373 municípios menores, nós só temos 500 engenheiros de um total de 8 mil do estado”, informa Herbert Oliveira. Na avaliação dele, embora a Funasa tenha colocado como teto o valor de R$ 250 mil para os municípios elaborarem os planos, o custo não sairia por menos de R$ 600 mil por município.

“A Funasa define que você tem que ter engenheiro civil, sanitarista, ambiental, urbanista, tem que ter sociólogo, agente social. Como você vai remunerar oito profissionais no ano com R$ 250 mil?”, avalia.

Diante desse cenário e do alto custo que é manter uma equipe multidisciplinar, uma saída é a criação de consórcios. Quem atesta isso é o diretor executivo do Consórcio Intermunicipal da APA do Pratigi, Francisco Pereira.

“Como os municípios ficam próximos, marcamos uma só reunião, e conseguimos resolver tudo de uma vez só”, pontua. Outro argumento que ele usa é em relação aos custos. “Se os municípios recebessem os recursos isoladamente, não sei se seria suficiente”, avalia.

Recursos dependem de cumprimento de etapas

Para evitar colocar dinheiro em um projeto que poderia não vingar, a Funasa estabeleceu que os recursos seriam empenhados e liberados em duas parcelas, de acordo com o cumprimento de exigências previstas no termo de referência.

“A primeira parcela só era repassada quando a gente aprovava a documentação técnica. No caso dos três municípios com convênio cancelado, não houve nem a liberação da primeira parcela porque eles não conseguiram concluir esses documentos”, explica a engenheira Luiza Berndt.

Outro aspecto que ela chama a atenção é o descaso das prefeituras. “A elaboração do plano não depende só da empresa contratada. Cabe a eles o trabalho técnico”, diz.

Só que tem a mobilização social. “Há diversas etapas que têm que ter a participação da sociedade. É aí que entra o município para fazer a mobilização. E muitas vezes eles falham”, aponta.

O plano nacional prevê alcançar, nos próximos 20 anos, 99% de cobertura no abastecimento de água potável, sendo 100% na área urbana, e de 92% no esgotamento sanitário, sendo 93% na área urbana.

Em resíduos sólidos, prevê a universalização da coleta na área urbana e a ausência de lixões ou vazadouros a céu aberto em todo o país. Para águas pluviais, a meta é reduzir a quantidade de municípios em que ocorrem inundações ou alagamentos, na área urbana a 11%.
As redes sociais estão demostrando a cada dia que passa o seu verdadeiro significado, o seu sentido revolucionário. Basta vermos como os órgãos públicos se sentem ao serem pressionados pelos cidadãos em rede social. A resposta precisa ser imediata, assim como as publicações são. Após uma série de questionamentos surgirem por causa da implantação do emissário submarino ser instalado no Cai-já, assessores da prefeitura de Maragogipe foram atrás das informações para esclarecer aos seus munícipes o que estava acontecendo.

Foto: Chiquinho de Maragogipe

Leia a nota na íntegra:
Nos últimos dias, a cidade de Maragogipe foi surpreendida com a colocação de uma tubulação no Rio Paraguaçu, mais precisamente na região do Cai-já.
Em contato com o gerente da Embasa, Wilson de Jesus, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Maragogipe, foi informada que os trabalhos estão sendo realizados pela construtora EMPRENGE, e que se trata da colocação de um ‘emissário subaquático’, que levará o esgoto já tratado, para ser despejado em local apropriado.
Segundo Wilson de Jesus, houve um estudo aprofundado a respeito do impacto ambiental na área de abrangência, e que foi levado ao crivo dos órgãos responsáveis, neste caso o INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e o ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que concederam as autorizações necessárias para a implementação do sistema.
Em nota, a EMPRENGE informa que o principal objetivo da implantação do ‘emissário subaquático’, é a promoção de melhorias significativas para a população de Maragogipe, em especial para os moradores da região do bairro da Comissão, local onde funciona atualmente a estação de tratamento de esgoto, que será aterrada e desativada, dando espaço, por exemplo, para a construção de novos empreendimentos que irão beneficiar a população. Além disso, será implantada uma nova estação de tratamento, onde os índices de purificação do esgoto serão elevados à aproximadamente 95%, sendo que o restante das impurezas não afetará a biodiversidade do rio.
A EMPRENGE salienta ainda que a tubulação que está colocada provisoriamente no bairro do Cai-já, será removida nos próximos dias para local apropriado, a cerca de 6 metros de profundidade e ficarão imperceptíveis para a população.
As informações foram confirmadas pelo ICMBIO, através do analista de ambiente, Hélio Porto, que constatou que os trabalhos foram autorizados pela entidade, bem como pelo INEMA, após minucioso estudo realizado pelas instituições, que levaram em consideração a profundidade, os impactos na área, a biodiversidade e as correntes marinhas, que comprovaram os benefícios e a viabilidade do serviço. “Após a implantação definitiva do ‘emissário submarino’, a nossa equipe de profissionais estará monitorando constantemente a qualidade da água no local de despejo, como forma de fiscalizar e garantir a preservação da biodiversidade e evitar que aconteçam impactos negativos ao meio ambiente”, destacou Hélio Porto.
Fonte: Ascom / Maragogipe
Emissário submarino no Cai-já  - Foto de Carlos Gomes
Nada mais justo que recomeçarmos nossas postagens com esta temática que está agredindo o nosso meio ambiente, nossa inteligência e a nossa cultura social. Podem usar as desculpas que quiserem, podem dizer que dentre de alguns dias vão retirar estas tubulações, mas a agressão já foi feita. A ferida já foi aberta e não tem plástica nem máscara que retire mais essa página suja da nossa história. 

Emissário submarino no Cai-já  - Foto de Chiquinho de Maragogipe
O que falta no nosso município é realmente participação popular nas decisões públicas que deveriam ser muito mais democratizadas, mas aqui ainda impera o mandonisnoAliás, nesta terra de muitos caciques, cada um faz o que pensa e deseja e por este motivo, sem consenso social e democrático, o município de Maragogipe fica em uma desordem total, um caos que atinge a todos.

Se alguém pensa que este caso terminou esta redondamente enganado. Basta resgatarmos a história do nossa humanidade, assim como do nosso próprio município. Fico refletindo sobre tudo o que aconteceu e ainda está acontecendo nos bairros da Comissão e Baixinha. O quanto que aquela população sofreu e ainda sofre com todo aquele descaso que foi a implantação de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) que nada trata e com a instalação de um emissário submarino que quase acabou com a vida aquática daquela região.

Emissário submarino no Cai-já  - Foto de Chiquinho de Maragogipe
Atualmente, estão sendo construído diversas novas estações de tratamentos de esgotamento sanitário no município de Maragogipe com seus devidos emissários submarinos e vale ressaltar, tudo estará dentro das leis e terá apoio dos mais diversos órgãos públicos. TENHA CERTEZA DISSO!

Vale ressaltar que fiquei de trazer algumas informações sobre estes novos sistemas para informação do público leitor deste blog. Esta será mais uma dívida que precisarei pagar ainda este ano. Vamos atrás dessa informação e em breve, disponibilizaremos maiores informações.

Emissário submarino no Cai-já  - Foto de Chiquinho de Maragogipe
Mas, quando volto nossas atenções para estas fotografias, fico triste e indignado! Muito mais quando vejo que, durante os próximos dias (ou será meses? ou será anos?), a dúvida paira no ar do maragogipano perdeu mais um espaço social que ligava o homem ao seu meio.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Caros leitores.

Sete anos não são sete dias, nem sete semanas, nem tampouco sete meses. Sabemos o quanto é difícil a manutenção de um veiculo de comunicação ativo e com permanente mudanças. Com novidades, atrativos e entretenimento. Um local de visita, de encontros virtuais ou reais. É muito difícil este ato de amor de dedicação à um espaço que, em certos momentos, gera polêmicas e confusões. Com tudo isso, mesmo assim é muito bom fazermos o melhor e receber o retorno positivo da população que estamos servindo.

Durante sete anos, percebi o quanto foi bom a minha ideia de criar um blog e falar sobre Maragogipe. Minha cidade natal, meu tema principal.

Nesta ano de 2014, no dia 04 de dezembro, celebraremos sete anos de blog e já estamos refletindo sobre 2015. Mas a pergunta é: Temos algo à comemorar se estamos sempre a dissertar sobre Maragogipe?

É isso que estou querendo saber. 

Em breve, novidades.

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