O Bolsa Família já é o programa social que mais distribuiu dinheiro (ou como diz o Presidente, renda), para a população. O programa do governo parece ser bom, mas há de se convir que, chegando em determinado ponto, ele pode deixar de cumprir com a ideia ou ideal que o gerou que era a de dar às pessoas mais pobres, ou em situação de miséria, uma ajuda para que pudesse comprar o pão de cada dia e se fortalecer para buscar um trabalho. Mas essa fórmula acabou por desandar, já que em alguns lugares até vereadores recebiam o benefício. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), cerca de 106 mil pessoas seriam beneficiadas de forma ilegal no país com o auxílio. Depois de perceber que neste país os fracos não tem vez, faço minha pergunta aos políticos de Maragojipe: Dar o Bolsa Família é motivo de orgulho ou de vergonha? (
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Poderemos dar respostas distintas para diversos casos. Mas, se formos generalizar, não sei se o saldo será positivo. Distribuiu renda, mas não ensinou como pescar, não ensinou o bê-a-bá e nem muito menos, como se livrar da miséria. Deu dinheiro, mas não cobrou dedicação, não cobrou que pelo menos crianças frequentassem a escola (apesar de ser uma cobrança prevista), nem muito menos explicou a pais e mães o verdadeiro significado da palavra investimento.
E aí, vai entrar outras perguntas. Como essas pessoas, que já viviam na linha da pobreza e que mesmo assim, com um pouco ou quase nada do que recebem no Bolsa-Família, continuam a beber cachaça e não se preocupam nem um pouquinho com seus filhos? O que está faltando? A resposta para essa pergunta, talvez esteja ligada a educação.
O que falta é um sistema educacional eficiente, que qualifique e que dê dignidade ao professor, que permita que este invista em si e que possa estar trabalhando com mais qualidade e não com uma quantidade enorme de alunos, salas e matérias. Que todo o sistema educacional seja modificado.
O que falta é fazer com que o alunado, entenda que o estudo é a melhor coisa e a única que ele vai levar para o resto de sua vida e para isso, todos os sistemas devem estar integrados, aí sim, eu defenderia a censura. A censura a diversos programas de televisão e a criação de uma lei que tire das televisões, violência em excesso, o sensacionalismo e que comece a incentivar cultura e vida. Que ensine para nossos jovens, que droga não presta e que existem maneiras de conseguir vencer na vida, sem roubar e nem muito menos ser jogador de futebol. O leque é amplo e precisamos por essas questões nas mentes de nossas crianças.
O que falta é também que pais e mães entendam o verdadeiro significado do amor aos seus filhos, que eles podem ganhar muito mais, fazendo seu filho crescer com responsabilidade, respeito, amor, dedicação e sobre tudo, com um investimento que fará deles (os filhos) alguém na vida. Além disso, muito mais deve ser feito, muito mais coisas ainda faltam nesta lista.
O problema do Bolsa-Família é o sistema que ele está relacionado, que faz daqueles que tem "educação" (diploma), ou simplesmente, um cargo político (este não precisade estudo), seres superiores e faz daqueles que sofrem com a pobreza e a miséria ou aqueles que não querem sem saber de política, seres inferiores e marginalizados de todos os processos deste país. A nós só resta a cadeia pública ou a nossa própria cadeia privada, presos e amendrontados, o que nos resta é juntarmos ao mundo das drogas para não morrer, por que, não temos a educação suficiente para conseguir algo melhor.
O problema não está em Maragogipe, mas no mundo inteiro, e por isso, tenho convicção, que esse sistema é fálido e não tenho orgulho nenhum dele. Um sistema que de social nada tem, uma ilusão tão grande, que milhares de pessoas ainda sofrem e que poucos conseguem alguma coisa ou milhares de coisas e dizem para todo mundo que se orgulham em ser BRASILEIROS. Porém, quando eles olham para baixo, vêem um povo miserável, dizendo que se orgulham, quando o Brasil é campeão do mundo e para eles, isso é o suficiente.
Poderia até me orgulhar do Brasil ter um sistema desse, ele é vital é necessita ser ampliado, que criou oportunidade para diversas pessoas conseguirem um pouco a mais do nada que tinham, mas que ainda precisa ser revisto e debatido, criando formas e meios para que esse dinheiro seja distribuído de forma justa e eficiente, para quem realmente precisa, tendo orientação e sendo coordenado para que essa família, depois de certo tempo possa estar sendo integrada no mercado de trabalho de forma qualificada. dando oportunidade a outras famílias. Para que isso ocorra, tudo deve estar integrado e muito diferente do que hoje está. Há necessidade de se ter uma REVOLUÇÃO EDUCACIONAL.
Sendo assim, concordo com você Jorge Dias e amplio mais essa discussão.