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terça-feira, 22 de julho de 2014

Hoje, recebi uma notícia de que uma possível torre de telefonia celular está sendo instalada no distrito de Coqueiros. Com isso, gostaríamos de relembrar a nossa Campanha!

Texto publicado em 21 de março de 2013

A luta pela implantação do serviço de telefonia móvel em Coqueiros e Nagé continua. Neste momento, entramos em contato com o vice-prefeito de Maragogipe Adhemar Novaes que, nos deu a seguinte informação. Atendendo a pedidos da população destas comunidades está buscando a implantação dos serviços.

Em contato com o atual diretor da TIM na Bahia - Alex Macedo, o vice-prefeito informou que os distritos de Nagé e Coqueiros concentram uma população aproximada de 10000 habitantes que estão sem atendimento de qualquer operadora de telefonia celular, e considerando ainda que a TIM já opera na sede do município, distante apenas 6 km desses adensamentos populacionais, seria justo o atendimento destas localidades. Em resposta, o diretor da TIM disse que já existe processo em andamento para atendimento destas localidades. Todavia, segundo o gerente, há uma série de investimentos em todo o Brasil e Estado da Bahia. Mas mesmo assim, buscará meios para resolver o problema.

Segundo o vice-prefeito, a empresa CLARO ainda não emitiu resposta sobre o pedido. Todavia uma equipe de técnicos já visitou Maragogipe, Coqueiros e Nagé e estudos preliminares foram efetuados. Em São Roque, a CLARO já implantou uma torre.

As comunidades de Nagé e Coqueiros aguardam ansiosamente por esta manifestação. Esperamos que a CLARO e a TIM façam o necessário para a implantação do serviço nestas localidades.

Na internet, os moradores de Coqueiros e Nagé, junto com este Blog estão promovendo uma campanha a favor da implantação dos serviços de telefonia celular. A ideia é que os usuários compartilhem estas imagens e ao mesmo tempo façam citação aos links das empresas.




A primeira atração da festa de agosto 2014 foi divulgada no site oficial do próprio artista. Pablo, a voz romântica, artista consagrado no arrocha, confirmou presença na festa de São Bartolomeu de Maragogipe no dia 25 de agosto, segunda-feira.

Agenda de Shows do cantor Pablo: http://pabloavozromantica.com.br/shows/


Por Fragoso Junior

Desde a fundação do Sindicato dos Metalúrgicos de Maragogipe em 2010, nós enfrentamos uma intensa luta e para conquistar a carta sindical foi preciso vencer a burocracia do poder público. Mas valeu esperar. Agora a entidade está definitivamente regularizada e apta a atuar na defesa dos interesses dos trabalhadores e na garantia dos seus direitos.

Durante todos esse período, atuamos junto aos trabalhadores e buscamos a abertura de um diálogo com as empresas. A maior parte delas reconheceu a nossa representação, mas outras não como o Consórcio. Tanto que na época da fundação, o Consórcio como forma intimidar a categoria e evitar a organização sindical, demitiu 11 companheiros que estavam compondo a direção da entidade.

Mesmo assim, conseguimos vencer.Em 2013, foram concavadas novas eleições. A nossa chapa a única inscrita, foi eleita de forma esmagadora. Detalhe: Eu e o companheiro Valdir Junior, continuamos na categoria, lutando e defendendo os metalúrgicos e nossa organização mesmo com toda perseguição.

Nossa estratégia consiste em uma proposta de ação que atenda as demandas da Classe trabalhadora um novo projeto de desenvolvimento, valorizando o trabalho, soberania e democracia mais sobretudo reafirmando nosso compromisso e responsabilidade com a população do Recôncavo.

É preciso mudar o perfil socioeconômico da região a riqueza gerada precisa ser distribuída de forma igualitária e justa, melhorando a massa salarial.

Vamos juntos transformar essa realidade

domingo, 20 de julho de 2014


Era por volta das 14h de sábado, dia 19 de julho, quando quatro homens armados de revólveres invadiram um bar denominado (Coqueirinho) na localidade de Batatan, zona rural do município de Maragogipe, e assassinaram um homem de prenome Cosme, que tinha na faixa de 29 anos. 

 De acordo com informações de populares ao site Cruz na Tela, os assassinos chegaram num carro preto e mandaram as pessoas que estavam no local colocarem as mãos para cima, emitindo cerca de cinco tiros espalhados entre cabeça e tronco da vítima. Após o homicídio, fugiram sentido a região do Bom Gosto. Cosme possuía parentes no Bairro Areal em Cruz das Almas. O caso será investigado pela Polícia Civil da cidade, que buscará a autoria e motivação. 

Fonte: Cruz na Tela

Começa a contagem! Agora é oficial. A Turma da Burrinha sairá neste ano de 2014, no dia 16 de agosto, sábado.

A Turma da Burrinha, tradicional bloco da Festa de Agosto, criada pelo saudoso Cabo Áureo que com sua família, transmitia a alegria para a cidade de Maragogipe, dando show de alegria e diversão. Todos os anos contagia a multidão por onde passa, e como sempre, diferente de outros blocos que já no final da festa perdem o gás, demonstra que é realmente eletrizante, ou melhor, apimentada, pois sobe a famosa Ladeira do Cruzeiro para comer aquela moqueca de galinha apimentada, ou será Moqueca de Pimenta com Galinha?

Você não pode perder esta festa maravilhosa!!

Em breve, mais informações.

Depois da matéria da desapropriação da Igreja Evangélica Assembleia de Deus vir ao ar e depois dos comentários acirrados nas redes sociais, inclusive, citando o ex-vice-prefeito. Romario Costa resolveu escrever um texto que fala sobre os caminhos da política de Maragogipe e sobre a desapropriação. Leia:

Por Romario Costa

Ataliba e Romario

Este binômio protagonizou duas alianças política que culminou, em duas grandes vitórias da democracia e do povo da nossa terra. Às vezes fico pensando nas coisas que nos levaram a sacramentar esta aliança e dos vários pontos em comum que existiam entre nós, como em outros artigos já foram citados, e pelos princípios que norteiam a minha vida, coloquei-me ao seu lado, dando plena liberdade de ação para que ele em momento nenhum tivesse algum constrangimento para tomar as decisões de governo.

Conhecendo o gênero humano como conheço, no início, antes de assumirmos o nosso primeiro mandato, havia aquela preocupação sobre a questão do nepotismo, o que constrangeu Renato Jorge a não querer participar do governo, quando ele me comunicou sobre sua decisão, fui veemente contra a sua decisão dizendo-o que não tomasse uma atitude rude daquela, e disse a ele que Ataliba era um jovem, e como jovem iria ficar vaidoso, por ser prefeito iria necessitar da presença e da ajuda dele, pois ele na condição de irmão, ninguém iria ousar colocá-lo contra ele, já quanto a mim, quando eu desse algum conselho não iria faltar quem instigasse a colocá-lo contra mim dizendo que eu estaria querendo me meter demais no governo, e com esta argumentação convenci Renato a participar do governo, dei-lhe este conselho, pois imaginava que como existia uma afinidade de fé ele estaria entre mim e Ataliba como uma espécie de mediador e também por reconhecer o seu mérito na nossa vitoria. Pois, no meio político sempre existem como disse Maquiavel “os bajuladores” que se aproximam com más intenções, para armar-nos ciladas para então poder ficar com o caminho livre para as suas nefastas pretensões. Em janeiro de 2005 iniciamos o nosso primeiro mandato e rapidamente passei a perceber que nós éramos muito diferentes, Ataliba governava tutelado e engessado pelo programa do PT, não tem idéias próprias, eu sou senhor dos meus pensamentos e de minhas ideias. Quando iniciamos o governo colocamos todos os carros, máquinas e toda tralha velha e sucateada no fundo da Matriz de São Bartolomeu, falei com ele para fazermos um leilão e vendermos tudo aquilo, e que ele fizesse um levantamento de todos os veículos que o Município iria necessitar, nós iríamos à Ford e compraríamos tudo novo e entraríamos na Cidade em carreata com os veículos todos novos com logomarca da prefeitura e a nossa popularidade iria para as nuvens, ele me garantiu que faria, quando eu menos esperei chegou os carros alugados procedentes de Aracaju de empresa de gente petista, em seguida veio os aluguéis desenfreados de casas e mais casas, encheu a cidade de gente de fora que só veio tirar o emprego de quem sofreu para fazer dele prefeito, e muitas outras ações descabidas que não será necessário citar neste relato.

A Antiga Fabrica da Danneman

Aconselhei-o a desapropriar a antiga fábrica da Danneman que pertencia a Pinheiro de Cachoeira para construir a Prefeitura, pois era um sonho meu desde que fui vereador, ele me disse que iria fazer, e foi só enrolação, sempre mentindo pra mim vergonhosamente, pois nunca me permitia saber a condição financeira real da PMM, pois eu nem sequer para uma reunião do primeiro escalão era convidado, eu crédulo e de boa fé e ele usando de má fé para comigo.

Certo dia quando falei-lhe duro ele me disse que não poderia comprar naquele momento, porque a prefeitura estava sem recursos, que só seria possível se recebesse um resíduo tributário das empresas instaladas em São Roque, o que estaria programado para receber em janeiro ou fevereiro de 2008, então lhe perguntei e se eu comprar, para que um estranho não compre e dificulte o nosso projeto, você depois compra para construirmos? Ele me respondeu que sim, então fui a Cachoeira e comprei por R$ 200.000,00 (Duzentos Mil Reais), isto no ano de 2007, logo em seguida Jorge de Bena estava à procura de local para construir o hotel e quando soube que a propriedade era minha me ofereceu R$ 500.000,00 (Quinhentos Mil Reais), ou seja, faria negócio comigo e me daria o Prédio onde funciona a Igreja Universal que foi o antigo Baneb, a propriedade onde ele construiu o hotel e me daria R$ 200.000,00 (duzentos Mil Reais) de volta, eu lhe disse que não faria o negócio ainda que bastante lucrativo, porque eu havia comprado para fazer a Prefeitura.

Entramos em 2008 e esse recurso não chegou, em seguida começa a campanha da reeleição e as coisas foram adiadas por conta da campanha, vencemos a eleição tomamos posse, o tempo foi passando e nenhuma atitude foi tomada, já estávamos chegando o final do último mandato, nada se fez e nem faria porque para esse governo fazer alguma coisa de concreto neste ritmo necessitaria de mais 162 anos, e com astucia, mentiras, má fé, e indignidade o prefeito me fez perder um negócio muito lucrativo e me fez acumular um enorme prejuízo. Tudo isso porque certamente construir o patrimônio do Município não fazia parte dos planos do Prefeito e do PT, e olhe que pra realizar esta aquisição tive que usar crédito bancário e dinheiro terceirizado, o que me trouxe muitos dissabores.

Na verdade, como a índole dele era de enganar, e deixava claro que a sucessão seguiria o curso natural, me revesti de paciência e continuei na expectativa que o tempo passaria e chegaria a minha vez, por isso que continuei na manutenção da aliança para o segundo mandato acreditando que com mais uma campanha eleitoral algumas deficiência seriam corrigidas, mas foi uma ingenuidade da minha parte, uma vez que tenho amplo conhecimento sobre máximas que nos orientam na vida, como esta do Profeta Jeremias “Assim como um Etíope não pode mudar a cor da sua pele, e o camaleão deixar as suas manchas, assim é essa gente acostumada a fazer o mal, jamais aprenderão a fazer o bem”, cometi esse equivoco e mais uma vez mergulhei em outra campanha politica convencendo a população a dar-nos mais quatro anos, porem dessa vez já com certa cautela sendo presidente de um partido com candidatura própria para vereador, e neste cenário de equilíbrio politico ganhamos a eleição e os partidos PT e PSC elegeram dois vereadores cada, este resultado já era um prenuncio do caminho que a sucessão trilharia, mas no intervalo da vitória para a posse passou-se a cogitar os nomes para compor as secretarias, e como eu sou farmacêutico todos esperavam que eu fosse ser o secretario de saúde, mas como esta secretaria tem garantido por lei 15% da receita, e maldosamente ele não tinha interesse que eu administrasse uma pasta com recurso garantido por lei, então me deu a secretaria de desenvolvimento social que tinha 1,66% de receita, e o que era pior a grande maioria dos cargos principais ocupados em nome da continuidade do governo, o que não tive alternativa a não ser concordar uma vez que eu tinha consciência que aquelas pessoas votaram e trabalharam para reeleição, e por questão de prudência eu queria evitar atrito a fim de não trazer constrangimento para o futuro, tomamos posse e logo começou-se a por em execução o plano de desgastes e provocação, com autorização do gabinete lança-se o nome de Carlos França como candidato a prefeito, não decola e em seguida lança Neto, depois lança Marina, não obtendo bons resultado lança Arivaldo e Digal e por fim confirma Digal, faça uma retrospectiva e verás que em momento nenhum houve um lançamento do meu nome com anuência do gabinete.

E assim prosseguiu uma administração focada em combater a mim com finalidade de evitar que eu chegasse com força no momento eleitoral, e nesse ambiente de guerra interna, abre-se um espaço importante para a raposa começar a rondar o galinheiro, pois em 2009 quando fiz uma feira de saúde, o que coincidiu com a mesma data com uma feira de saúde de Vera, o prefeito mobilizou todo mundo pra impedir a realização da feira, veio Renato, Vivaldo, Flavia e tantos outros falar comigo para desistir da idéia, como eu não atendi pois já sabia que fazia parte do plano de evitar o crescimento da minha popularidade, eles boicotaram colocando a secretaria de saúde em peso para dar apoio a feira de saúde Vera, uma vereadora que no momento estava com um relacionamento amistoso cooperando com o prefeito e tirando suas vantagens na administração, e foi assim que começou o agravamento das adversidades deste governo contra a meu projeto politico.

Certamente seria necessário uma enciclopédia para relatar todas as mazelas deste governo, também houve avanços do contrário eu estaria sendo injusto se não reconhecesse, tudo isso no primeiro mandato e mesmo assim com muito equilíbrio e serenidade enfrentei o segundo mandato e pela primeira vez participei da administração como secretário de desenvolvimento social, mas logo a face mais feroz do governo se revelou, pois é extremamente centralizador, ele é o gerentão, ninguém comprava uma caneta se ele não dissesse sim, todos os secretários eram espécies de paus mandado, sem nenhuma autonomia e sem direito a opinar, o único secretário independente era eu, mas como ele não conseguia fazer com que eu fosse como os outros, engavetava tudo que pela minha secretaria era solicitado, portanto, tudo o que se fez neste governo de errado é responsabilidade única do prefeito, e se houve também alguma coisa correta é mérito dele, porque na verdade, democracia com ele era só no gogó, mas a realidade é que ele era um grande ditador, que se não fosse o Estado de direito que existe no Brasil, com toda certeza, com os desafetos ele agiria da mesma forma que age os seus ancestrais ditadores africanos.

E nas eleições de 2010 foi a gota d’água para o afastamento de vez, quando para contrariar apoiei completamente os candidatos que eram contra o governo do PT, então logo que terminou as eleições fui demitido da secretaria, o que levou algumas pessoas leais a mim pedir demissão, mas como todo Líder tem os seus traidores, o Rei Davi, teve Aquitofel, Jesus Cristo, teve Judas Iscariotes, Tiradentes, teve Joaquim Silvério dos Reis. Eu, porém, tive vários, alguns que foram mais beneficiados por mim, pensou que havia chegado a hora de aproveitar aquele momento de adversidade em benefício próprio e não perdeu tempo se aliando vergonhosamente ao tirano violador de direito, para tirar proveito da situação ajudando a oprimir os companheiros e tentando corromper para afastá-los de mim, dentre eles os dois vereadores, mas eles quebraram a cara porque as pessoas não querem ser lideradas por crápulas sem caráter, vagabundos indignos, vendidos pela própria infâmia, e logo em pagamento do vil procedimento receberam o repúdio da população de modo geral taxando-os de traidor, todas as pessoas de bem me parabenizavam pela minha atitude de independência.

Foi assim que as coisas começaram acontecer porque o governo vaidoso queria que eu ficasse submisso, como os outros pretensos candidatos a prefeito, que quando alguém perguntava se era candidato a prefeito, os submissos respondiam que dependia do Chefão, eu, porém, dizia que independente dele me apoiar ou não, eu seria candidato a prefeito, pois eu não dependia nem do prefeito e nem do PT, porque eu tinha o meu partido do qual sou o presidente, o PSC, e nesta história toda eu fui violentamente traído, pois fui fiel e leal em tudo, e continuava dizendo que se ele ainda tivesse direito de ser candidato eu esperaria, mas como pela lei ele não poderia ser candidato, então eu não iria permitir que ele e nem ninguém pegasse alguém lá no final da fila e colocasse na minha frente. Com o passar do tempo, tardiamente eu percebi que foi o maior erro que eu cometi na minha historia politica foi participar de duas eleições com pessoas não confiáveis, pois quando o pleito começou a candidata tirou proveito da situação, o que prejudicou acentuadamente a minha candidatura, pois ela juntamente com a sua turma passou a espalhar por todo o Município todo tipo de sórdida mentira tais como: Que votar no 20 era a mesma coisa que votar no 13, e iludia e confundia a mente do eleitor com perguntas do tipo: Se ele era contra porque continuou junto até agora? Porque foi Vice duas vezes? Porque não denunciou no Ministério Publico? E tantas outras maldades, e também com insinuações tais como; eles estão todos juntos, quem banca a campanha do 20 é o prefeito, o 20 está vendido ao PT, sem falar nas mentiras do inicio das coligações e convenções, tais como: Romario não é mais candidato, Targino tomou o PSC e muitas outras coisas e por aí vai, e também alguns incidentes naturais da própria lei eleitoral, tais como: Confusão quanto ao numero de cadeiras do legislativos, trabalhamos pensado em treze cadeiras para formar duas coligações e no final ficou sendo nove, e tivemos que formar três coligações para não prejudicar o projeto politico dos candidatos a vereador e evitar revolta ao cortar candidatos o que de nada adiantou, o indeferimento das coligações proporcionais, que afetou o moral dos candidatos a vereador, e rapidamente mesmo sabendo que era uma situação reversível os adversários faziam questão de divulgar rapidamente na imprensa e no boca a boca só para causar prejuízo eleitoral, como havia uma revolta e uma predisposição do povo em tirar o PT, e essas insinuações confundiu a opinião pública, e para não correr o risco o povo preferiu acreditar nessa conversa fiada, mas se observar sem nenhum preconceito eu era o candidato que tinha o melhor plano de governo para Maragojipe.

Como politico do Município e diante de tantas especulações julguei que eu tinha o dever de levar esses esclarecimentos a população e com isso virar essa página que espero que aqueles que gostam de tecer comentários a meu respeito nas redes sociais, pelo menos tenham um pouco de interesse pela verdade e leiam para não ficar fazendo comentários preconceituosos e injustos a meu respeito.

A desapropriação da Igreja Assembleia de Deus

Como o resultado da eleição de 2012 foi desfavorável, tanto para mim quanto para o PT, eu imagino que o PT lançou mão de uma arma que ele antes de ser governo sempre condenou que é usar a influência para prejudicar o Município, e para causar uma indigestão para a administração atual, usou a influência e o domínio Petista e tratou de tramar a alteração do projeto do Centro Cívico, o anterior não envolvia a propriedade da Assembléia de Deus, e que tinha um orçamento de pouco mais de Oito Milhões de Reais, e o famigerado IPHAN reformulou o Projeto incluindo a propriedade da Assembléia de Deus e elevou o orçamento para aproximadamente Dezessete Milhões de Reais, o que atiçou a cobiça e a ganância da prefeita, que se estivesse antenada com os dias atuais jamais iria se portar com tanta arrogância contra uma Instituição Religiosa quase centenária que vem prestando relevante trabalho social, na formação da fé, caráter e personalidade dos cidadãos, na propagação do amor e da paz entre as pessoas, essa é a verdade dos fatos, e que se alguém realmente se importa com a verdade vai manifestar o seu apreço e conhecer melhor cada um que anda cantarolando amor por Maragojipe; outros assuntos gradativamente vou tornando público, é por essas e outras que eu afirmo; “O amor desses políticos por Maragojipe é da boca pra fora”.

Um Abraço.

Romario Costa da Silva

sábado, 19 de julho de 2014

Morre, aos 73 anos, o escritor João Ubaldo Ribeiro. Integrante da Academia Brasileira de Letras e grande escritor. Neste Blog, já postamos vários textos que fazem referência ao seu nome e a sua obra. Uma desta postagens foi um trecho do texto do próprio autor retirado de "O santo que não acreditava em Deus" e que tem como cenário, a nossa querida cidade - Maragogipe.

João Ubaldo Osório Pimentel nasceu em Itaparica, no dia 23 de janeiro de 1941, viveu parte da infância em Sergipe. Passou também muito tempo no exterior, em países como nos Estados Unidos – como estudante e, posteriormente, como professor convidado; Portugal – na edição da Revista Careta e na Alemanha – onde publicou crônicas para o jornal Frankfurter Rundschau, além de produzir peças para o rádio. Na década de 1990 fixou-se no Rio de Janeiro e depois voltou à terra natal. Faleceu no dia 18 de julho de 2014.

Está aí, um belo conto brasileiro que foi publicado em "Já Podeis da Pátria Filhos e Outras Histórias", (Editora Nova Fronteira, 1991) e foi selecionado por Ítalo Moriconi, constando no livro "Os cem melhores contos brasileiros do século" da Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2000, pág. 478.

Vale ressaltar que o filme "Deus é brasileiro", dirigido por Cacá Diegues, produzido em 2002, foi baseado no mesmo conto.

Este conto tem como cenário, Maragogipe. Um dos motivos dessa publicação neste blog é o seu teor maravilhoso, gostoso de se ler, sobre um evento que "ocorreu" na nossa cidade. Vale a pena ler até o final.
Por João Ubaldo Ribeiro

Temos várias espécies de peixe neste mundo, havendo o peixe que come lama, o peixe que come baratas do molhado, o peixe que vive tomando sopa fazendo chupações na água, o peixe que, quando vê a fêmea grávida pondo ovos, não pode se conter e com agitações do rabo lava a água de esporras a torto e a direito ficando a água leitosa, temos o peixe que persegue os metais brilhantes, umas cavalas que pulam para fora bem como tainhas, umas corvinas quase que atômicas, temos por exemplo o niquim, conhecido por todas as orlas do Recôncavo, o qual peixe não somente fuma cigarros e cigarrilhas, preferindo a tálvis e o continental sem filtro, hoje em falta, mas também ferreia pior do que uma arraia a pessoa que futuca suas partes, rendendo febre e calafrios, porventura caganeiras, mormente frios e tantas coisas, temos os peixes tiburones e cações, que nunca podem parar de nadar para não morrer afogados.

É engraçado que eu entenda tanto de peixe e quase não pegue, mas entendo. Os peixes miúdos de moqueca são: o carapicu, o garapau, o chicharro e a sardinha. Entremeados, podemos ferrar o baiacu e o barrigame-dói, o qual o primeiro é venenoso e o segundo causa bostas soltas e cólicas. De uma ponte igual a essa, que já foi bastante melhor, podemos esperar também peixes de mais de palmo, porém menos de dois, que por aqui passam, dependendo do que diz o rei dos peixes, dependendo de uma coisa e outra. Um budião, um cabeçudo, um frade, um barbeiro. Pode ser um robalo ou uma agulha ou ainda uma moréia, isto dificilmente. O bom da pesca do peixe miúdo é quando estão mordendo verdadeiramente e sentamos na rampa ou então vamos esfriando as virilhas nestas águas de agosto e ficamos satisfeitos com aquela expedição de pescaria e nada mais desejamos da vida.

Ou quando estamos como assim nesta canoa, porém nada mordendo, somente carrapatos. Nesses peixes miúdos de moqueca, esquecia eu de mencionar o carrapato, que não aparece muito a não ser em certas épocas, devendo ter recebido o nome de carrapato justamente por ser uma completa infernação, como os carrapatos do ar. Notadamente porque esse peixe carrapato tem a boca mais do que descomunal para o tamanho, de modo que botamos um anzol para peixes mais fundos, digamos um vermelho, um olho-de-boi, um peixe-tapa, uma coisa decente, quando que me vem lá de baixo, parecendo uma borboletinha pendurada na ponta da linha, um carrapato. Revolta a pessoa.

E estou eu colocando uma linha de náilon que me veio de Salvador por intermédio de Luiz Cuiúba, que me traz essa linha verde e grossa, com dois chumbos de cunha e anzóis presos por uma espécie de rosca de arame, linha esta que não me dá confiança, agora se vendo que é especializada em carrapatos. Mas temos uma vazante despreocupada, vem aí setembro com suas arraias no céu e, com esses dois punhados de camarão miúdo que Sete Ratos me deu, eu amarro a canoa nos restos da torre de petróleo e solto a linha pelos bordos, que não vou me dar ao desfrute de rodar essa linha esquisita por cima da cabeça como é o certo, pode ser que alguém me veja. Daqui diviso os fundos da Matriz e uns meninos como formiguinhas escorregando nas areias descarregadas pelos saveiros, mas o barulho deles chega a mim depois da vista e assim os gritos deles parecem uns rabos compridos. Temos uma carteira quase cheia de cigarros; uma moringa, fresca, fresca; meia quartinha de batida de limão; estamos sem cueca, a água, se não fosse a correnteza da vazante, era mesmo um espelho; não falta nada e então botamos o chapéu um pouco em cima do nariz, ajeitamos o corpo na popa, enrolamos a linha no tornozelo e quedamos, pensando na vida.

Nisso começa o carrapato, que no princípio tive na conta de baiacus ladrões. Quem está com dois anzóis dos grandes, pegou isca de graça e a mulher já mariscou a comida do meio-dia pode ser imaginado que não vai dar importância a beliscão leve na linha. Nem leve nem pesado. Se quiser ferrar, ferre, se não quiser não ferre. Isso toda vez eu penso, como todo mundo que tem juízo, mas não tem esse santo que consiga ficar com aqueles puxavantes no apeador sem se mexer e tomar uma providência. Estamos sabendo: é um desgraçado de um baiacu. Se for, havendo ele dado todo esse trabalho, procuremos arrancar o anzol que o miserável engole e estropia e trataremos de coçar a barriga dele e, quando inchar, dar-lhe um pipoco, pisando com o calcanhar. Mas como de fato não é um baiacu, mas um carrapato subdesenvolvido, um carrapatinho de merda, com mais boca do que qualquer outra coisa, boca essa assoberbando um belo anzol preparado pelo menos para um dentão, não se pode fazer nada. Um carrapato desses a pessoa come com uma exclusiva dentada com muito espaço de sobra, se valesse a pena gastar fogo com um infeliz desses. Vai daí, carrapato na poça d'água do fundo da canoa e, dessa hora em diante, um carrapato por segundo mordendo o anzol, uma azucrinarão completa. Foi ficando aquela pilha de carrapatinhos no fundo da canoa e eu pensei que então não era eu quem ia aparecer com eles em casa, porque com certeza iam perguntar se eu tinha catado as costas de um jegue velho e nem gato ia querer comer aquilo. Pode ser que essa linha de Cuiúba tenha especialidade mesmo em carrapato, pode ser qualquer coisa, mas chega a falta de vergonha ficar aqui fisgando esses carrapatos, de maneira que só podemos abrir essa quartinha, retirar o anzol da água, verificar se vale a pena remar até o pesqueiro de Paparrão nesta soalheira, pensar que pressa é essa que o mundo não vai acabar, e ficar mamando na quartinha, viva a fruta limão, que é curativa.

Nisto que o silêncio aumenta e, pelo lado, eu sinto que tem alguma coisa em pé pelas biribas da torre velha e eu não tinha visto nada antes, não podendo também ser da aguardente, pois que muito mal tomei dois goles. Ele estava segurando uma biriba coberta de ostras com a mão direita, em pé numa escora, com as calças arregaçadas, um chapéu velho e um suspensório por cima da camisa.

— Ai égua! — disse eu. — Veio nadando e está enxuto?

— Eu não vim nadando — disse ele. — Muito peixe?

— Carrapato miúdo.

— Olhe ali — disse ele, mostrando um rebrilho na água mais para o lado da Ilha do Medo. — Peixe.

Ora, uma manta de azeiteiras vem vindo bendodela, costeando o perau. É conhecida porque quebra a água numa porção de pedacinhos pela flor e aquilo vai igual a muitas lâminas, bordejando e brilhando. Mas dessas azeiteiras, como as peixas chamadas solteiras, não se pode esperar que mordam anzol, nem mesmo morram de bomba.

— Azeiteira — disse eu. — Só mesmo uma bela rede. E mais canoa e mais braço.

— Mas eles ficam pulando — disse ele, que tinha um sorriso entusiasmado, possivelmente porque era difícil não perceber que a água em cima como que era o aço de um espelho, só que aço mole como o do termômetro, e então cada peixe que subia era um orador. Aí eu disse, meu compadre, se vosmecê botar um anzol e uma dessas meninas gordurentas morder esse tal anzol, eu dou uma festa para você no hotel — ainda que mal pergunte, como é a sua graça?
Assim levamos um certo tempo, porque ele se encabulou, me afirmando que não apreciava mentir, razão por que preferia não se apresentar, mas eu disse que não botava na minha canoa aquele de quem não saiba o nome e então ficasse ele ali o resto da manhã, a tarde e a noite pendurado nas biribas, esperando Deus dar bom tempo. Mas que coisa interessante, disse ele dando um suspiro, isso que você falou.

— É o seguinte — disse ele, dando outro suspiro. — É porque eu sou Deus.

Ora, ora me veja-me. Mas foi o que ele disse e os carrapatinhos, que já gostam de fazer corrote-corrote com a garganta quando a gente tira a linha da água ficaram muitíssimo assanhados.

— É mais o seguinte — continuou ele, com a expressão de quem está um pouco enfadado. — Está vendo aqui? Não tem nada. Está vendo alguma coisa aqui? Nada! Muito bem, daqui eu vou tirar uma porção de linhas e jogar no meio dessas azeiteiras. E dito e feito, mais ligeiro que o trovão, botou os braços para cima e tome tudo quanto foi tipo de linha saindo pelos dedos dele, parecia um arco-íris. Ele aí ficou todo monarca, olhando para mim com a cara de quem eu não sou nem principiante em peixe e pesca. Mas o que aconteceu? Aconteceu que, na mesma hora, cada um dos anzóis que ele botou foi mordido por um carrapato e, quando ele puxou, foi aquela carrapatada no meio da canoa. Eu fiz: quá-quá-quá, não está vendo tu que temos somente carrapatos? Carrapato, carrapato, disse eu, está vendo a cara do besta? Ele, porém, se retou.

— Não se abra, não — disse ele — que eu mando o peixe lhe dar porrada.

— Porrada dada, porrada respostada — disse eu.

Para que eu disse isto, amigo, porque me saiu um mero que não tinha mais medida, saiu esse mero de junto assim da biriba, dando um pulo como somente cavacos dão e me passou uma rabanada na cara que minha cara ficou vermelha dois dias depois disto.

— Donde saiu essa, sai mais uma grosa! — disse ele dando risada, e o mero ficou a umas três braças da canoa, mostrando as gengivas com uma cara de puxa-saco.

— Não procure presepada, não — disse ele. — Senão eu mando dar um banho na sua cara.

— Mande seu banho — disse eu, que às vezes penso que não tenho inteligência.

Pois não é que ele mandou esse banho, tendo saído uma onda da parte da Ponta de Nossa Senhora, curvando como uma alface aborrecida a ponta da coroa, a qual onda deu tamanha porrada na canoa que fiquemos flutuando no ar vários momentos.

— Então? — disse ele. — Eu sou Deus e estou aqui para tomar um par de providências, sabe vosmecê onde fica a feira de Maragogipe?

— Qual é feira de Maragogipe nem feira de Gogiperama — disse eu, muito mais do que emputecido, e fui caindo de pau no elemento, nisso que ele se vira num verdadeiro azougue e me desce mais que quatrocentos sopapos bem medidos, equivalentemente a um catavento endoidado e, cada vez que eu levantava, nessa cada vez eu tomava uma porrada encaixada. Terminou nós caindo das nuvens, não sei qual com mais poeira em torno da garupa. Ele, no meio da queda, me deu uns dois tabefes e me disse: está convertido, convencido, inteirado, percebido, assimilado, esclarecido, explicado, destrinchado, compreendido, filho de uma puta? E eu disse sim senhor, Deus é mais. Pare de falar em mim, sacaneta, disse ele, senão lhe quebro todo de porrada. Reze aí um padre-nosso antes que eu me aborreça, disse ele. Cale essa matraca, disse ele.

Então eu fui me convencendo, mesmo porque ele não estava com essas paciências todas, embora se estivesse vendo que ele era boa pessoa. Esclareceu que, se quisesse, podia andar em cima do mar, mas era por demais escandaloso esse comportamento, podendo chamar a atenção. Que qualquer coisa que ele resolvesse fazer ele fazia e que eu não me fizesse de besta e que, se ele quisesse, transformava aqueles carrapatos todos em lindos robalos frescos. No que eu me queixei que dali para Maragogipe era um bom pedaço e que era mais fácil um boto aparecer para puxar a gente do que a gente conseguir chegar lá antes que a feira acabasse e aí ele mete dois dedos dentro da água e a canoa sai parecendo uma lancha da Marinha, ciscando por cima dos rasos e empinando a proa como se fosse coisa, homem ora. Achei falta de educação não oferecer um pouco do da quartinha, mas ele disse que não estava com vontade de beber.

Nisso vamos chegando muito rapidamente a Maragogipe e Deus puxa a poita desparramando muitos carrapatos pelos lados e fazendo a alegria dos siris que por ali pastejam e sai como que nem um peixe-voador. No meio do caminho, ele passa bastante desencalmado e salva duas almas com um toque só, uma coisa de relepada como somente quem tem muita prática consegue fazer, vem com a experiência. Porque ele nem estava olhando para essas duas almas, mas na passagem deu um toque na orelha de cada uma e as duas saíram voando ali mesmo, igual aos martins depois do mergulho. Mas aí ele ficou sem saber para onde ia, na beira da feira, e então eu cheguei perto dele.

— Tem um rapaz aqui — disse Deus, coçando a gaforinha meio sem jeito — que eu preciso ver.

— Mas por que vosmecê não faz um milagre e não acha logo essa pessoa? — perguntei eu, usando o vosmecê, porque não ia chamar Deus de você, mas também não queria passar por besta se ele não fosse.

— Não suporto fazer milagre — disse ele. — Não sou mágico. E, em vez de me ajudar, por que é que fica aí falando besteira?

Nessa hora eu quase ia me aborrecendo, mas uma coisa fez que eu não mandasse ele para algum lugar, por falar dessa maneira sem educação. É que, sendo ele Deus, a pessoa tem de respeitar. Minto: três coisas, duas além dessa. A segunda é que pensei que ele, sendo carpina por profissão, não estava acostumado a finuras, o carpina no geral não alimenta muita conversa nem gosta de relambórios. A terceira coisa é que, justamente por essa profissão e acho que pela extração dele mesmo, ele era bastante desenvolvidozinho, aliás, bem dizendo, um pau de homem enormíssimo, e quem era que estava esquecendo aquela chuva de sopapos e de repente ele me amaldiçoa feito a figueira e eu saio por aí de perna peca no mínimo, então vamos tratar ele bem, quem se incomoda com essas bobagens? Indaguei com grande gentileza como é que eu ia ajudar que ele achasse essa bendita dessa criatura que ele estava procurando logo na feira de Maragogipe, no meio dos cajus e das rapaduras, que ele me desculpasse, mas que pelo menos me dissesse o nome do homem e a finalidade da procura. Ele me olhou assim na cara, fez até quase que um sorriso e me explicou que ia contar tudo a mim, porque sentia que eu era um homem direito, embora mais cachaceiro do que pescador. Em outro caso, ele podia pedir segredo, mas em meu caso ele sabia que não adiantava e não queria me obrigar a fazer promessa vã. Que então, se eu quisesse, que contasse a todo mundo, que ninguém ia acreditar de qualquer jeito, de forma que tanto faz como tanto fez. E que escutasse tudo direito e entendesse de uma vez logo tudo, para ele não ter de repetir e não se aborrecer. Mas Deus, ah, você não sabe de nada, meu amigo, a situação de Deus não está boa. Você imagine como já é difícil ser santo, imagine ser Deus. Depois que eu fiz tudo isto aqui, todo mundo quer que eu resolva os problemas todos, mas a questão é que eu já ensinei como é que resolve e quem tem de resolver é vocês, senão, se fosse para eu resolver, que graça tinha? É homens ou não são? Se fosse para ser anjo, eu tinha feito todo mundo logo anjo, em vez de procurar tanta chateação com vocês, que eu entrego tudo de mão beijada e vocês aprontam a pior melança. Mas, não: fiz homem, fiz mulher, fiz menino, entreguei o destino: está aqui, vão em frente, tudo com liberdade. Aí fica formada por vocês mesmos a pior das situações, com todo mundo passando fome sem necessidade e cada qual mais ordinário do que o outro, e aí o culpado sou eu? Inclusive, toda hora ainda tenho de suportar ouvir conselhos: se eu fosse Deus, eu fazia isto, se eu fosse Deus eu fazia aquilo. Deus não existe porque essa injustiça e essa outra e eu planejava isso tudo muito melhor e por aí vai. Agora, você veja que quem fala assim é um pessoal que não acerta nem a resolver um problema de uma tabela de campeonato, eu sei porque estou cansado de escutar rezas de futebol, costumo mandar desligar o canal, só em certos casos não. Todo dia eu digo: chega, não me meto mais. Mas fico com pena, vou passando a mão pela cabeça, pai é pai, essas coisas. Agora, milagre só em último caso. Tinha graça eu sair fazendo milagres, aliás tem muitos que me arrependo por causa da propaganda besta que fazem, porque senão eu armava logo um milagre grande e todo mundo virava anjo e ia para o céu, mas eu não vou dar essa moleza, está todo mundo querendo moleza. A dar essa moleza, eu vou e descrio logo tudo e pronto e ninguém fica criado, ninguém tem alma, pensamento nem vontade, fico só eu sozinho por aí no meio das estrelas me distraindo, aliás tenho sentido muita falta. É porque eu não posso me aporrinhar assim, tenho que ter paciência. Senão, disse ele, senão... e fez uma menção que ia dar um murro com uma mão na palma da outra e eu aqui só torcendo para que ele não desse, porque, se ele desse, o mínimo que ia suceder era a refinaria de Mataripe pipocar pelos ares, mas felizmente ele não deu, graças a Deus.

Então, explicou Deus, eu vivo procurando um santo aqui, um santo ali, parecendo até que sou eu quem estou precisando de ajuda, mas não sou eu, é vocês, mas tudo bem. Agora, é preciso que você me entenda: o santo é o que faz alguma coisa pelos outros, porque somente fazendo pelos outros é que se faz por si, ao contrário do que se pensa muito por aí. Graças a mim que de vez em quando aparece um santo, porque senão eu ia pensar que tinha errado nos cálculos todos. Fazer por si é o seguinte: é não me envergonhar de ter feito vocês igual a mim, é só o que eu peço, é pouco, é ou não é? Então quem colabora para arrumar essa situação eu tenho em grande apreço. Agora, sem milagre. Esse negócio de milagre é coisa para a providência, é negócio de emergência, uma correçãozinha que a gente dá. Esse pessoal não entende que, toda vez que eu faço um milagre, tem de reajustar tudo, é uma trabalheira que não acaba, a pessoa se afadiga. Buliu aqui, tem de bulir ali, é um inferno, com perdão da má palavra. O santo anda dificílimo. Quando eu acho um, boto as mãos para o céu.
Tendo eu perguntado como é que ele botava as mãos para o céu e tendo ele respondido que eu não entendia nada de Santíssima Trindade e calasse minha boca, esclareceu que estava procurando um certo Quinca, conhecido como Das Mulas, que por ali trabalhava. Mas como esse Quinca, perguntei, não pode ser o mesmo Quinca! Pois esse Quinca era chamado Das Mulas justamente por viver entre burros e mulas e antigamente podendo ter sido um rapaz rico, mas havendo dado tudo aos outros e passando o tempo causando perturbação, ensinando besteiras e fazendo questão de dar uma mão a todos que ele dizia que eram boas pessoas, sendo estas boas pessoas dele todas desqualificadas. Porém ninguém fazia nada com ele porque o povo gostava muito dele e, quando ele falava, todo mundo escutava. Além de tudo, gastava tudo com os outros e vivia dando risadas e tomava poucos banhos e era um homem desaforado e bebia bastante cana, se bem que só nas horas que escolhia, nunca em outras. E, para terminar, todo mundo sabia que ele não acreditava em Deus, inclusive brigava bastante com o padre Manuel, que é uma pessoa distintíssima e sempre releva.

— Eu sei — respondeu Deus. — Isto é mais uma dificuldade.

E, de fato, fomos vendo que a vida de Deus e dos santos é muito dificultosa desde aí, porque tivemos de catar toda a feira atrás desse Quinca e sempre onde a gente passava ele já tinha passado. Ele foi encontrado numa barraca, falando coisas que a mulher de Lóide, aquela outra santa, fingia que achava besteira, mas estava se convencendo e então eu vi que aquilo ia acabar dando problema. Olha aí, mostrei eu, ele ali causando divergência. É isso mesmo, disse Deus com olhar de grande satisfação, certa feita eu também disse que tinha vindo separar homem e mulher. Não quero nem saber, me apresente.
E então tivemos um belo dia, porque depois da apresentação parece que Quinca já tinha tomado algumas e fomos comer um sarapatel, tudo na maior camaradagem, porque estava se vendo que Quinca tinha gostado de Deus e Deus tinha gostado dele, de maneira que ficaram logo muitíssimo amigos e foi uma conversa animada que até às vezes eu ficava meio de fora, eles tinham muita coisa a palestrar. Nisso tome sarapatel até as três e todo mundo já de barriga altamente estufada, quando que Quinca me resolve tomar uma saideira com Deus e essa saideira é nada mais nada menos do que na casa de Adalberta, a qual tem mulheres putas. Nessa hora, minha obrigação, porque estou vendo que Deus está muito distraído e possa ser que não esteja acostumado com essas aguardentes de Santo Amaro que ele tomou mais de uma vintena, é alertar. Chamei assim Deus para o canto da barraca enquanto Quinca urinava e disse olhe, você é novo por aqui, pelo menos só conhecíamos de missa, de maneira que essa Adalberta, não sei se você sabe, é cafetina, não deve ficar bem, não tenho nada com isso, mas não custa um amigo avisar. Ora, rapaz, você tem medo de mulher, disse Deus, que estava mais do que felicíssimo e, se não fosse Deus, eu até achava que era um pouco do efeito da bebida. Mas, se é ele que fala assim, não sou eu que fala assado, vá ver que temos lá alguma rapariga chamada Madalena, resolvi seguir e não perguntar mais nada.

Pois tomaram mais e fizeram muito grande sucesso com as mulheres e era uma risadaria, uma coisa mesmo desproporcionada, havendo mesmo um serviço de molho pardo depois das seis, que a fome apertou de novo, e bastantes músicas. Cada refrão que Quinca mandava, cada refrão Deus repicava, estava uma farra lindíssima, porém sem maldade, e Deus sabia mais sambas de roda que qualquer pessoa, leu mãos, recitou, contou passagens, imitou passarinho com perfeição, tirou versos, ficou logo estimadíssimo. Eu, que estava de reboque bebendo de graça e já tinha aprendido que era melhor ficar calado, pude ver com o rabo do olho que ele estava fazendo uns milagres disfarçados, a mim ele não engana. As mulheres todas parece que melhoraram de beleza, o ambiente ficou de uma grande leveza, a cerveja parecia que tinha saído do congelador porém sem empedrar e, certeza eu tenho mas não posso provar, pelo menos umas duas blenorragias ele deve de ter curado, só pelo olhar de simpatia que ele dava. E tivemos assim belas trocas de palavras e já era mais do que onze quando Quinca convidou Deus para ver as mulas e foram vendo mulas que parecia que Deus, antes de fazer o mundo, tinha sido tropeiro. E só essa tropica e essa não tropica, essa empaca e essa não empaca, essa tem a andadura rija, essa pisa pesado, essa está velha, um congresso de muleiros, essa é que é a verdade.

É assim que vemos a injustiça, porque, a estas alturas, eu já estou sabendo que Deus veio chamar Quinca para santo e que dava um trabalho mais do que lascado, só o que ele teve de estudar sobre mulas e decorar de sambas de roda deve ter sido uma esfrega. Mas eu já estava esperando que, de uma hora para outra, Deus desse o recado para esse Quinca das Mulas. Como de fato, numa hora que a conversa parou e Quinca estava só estalando a língua da cachaça e olhando para o espaço, Deus, como quem não quer nada, puxou a prosa de que era Deus e tal e coisa.

Ah, para quê? Para Quinca dizer que não acreditava em Deus. E para Deus, no começo com muita paciência, dizer que era Deus mesmo e que provava. Fez uns dois milagres só de efeito, mas Quinca disse que era truques e que, acima de tudo, o homem era homem e, se precisasse de milagre, não era homem. Deus, por uma questão de honestidade, embora o coração pedisse contra nessa hora, concordou. Então ande logo por cima da água e não me abuse, disse Quinca. E eu só preocupado com a falta de paciência de Deus, porque, se ele se aborrecesse, eu queria pelo menos estar em Valença, não aqui nesta hora. Mas ele só patati-patatá, que porque ser santo era ótimo, que tinha sacrifícios mas também tinha recompensas, que deixasse daquela besteira de Deus não existir, só faltou prometer dez por cento. Mas Quinca negaceava e a coisa foi ficando preta e os dois foram andando para fora, num particular e, de repente, se desentenderam. Eu, que fiquei sentado longe, só ouvia os gritos, meio dispersados pelo vento.

— Você tem que ser santo, seu desgraçado! — gritava Deus. — Faz-se de besta! — dizia Quinca.

E só quebrando porrada, pelo barulho, e eu achando que, se Deus não ganhasse na conversa, pelo menos ganhava na porrada, eu já conhecia. Mas não era coisa fácil. De volta de meia-noite e meia até umas quatro, só se ouvia aquele cacete: deixe de ser burro, infeliz! cale essa boca, mentiroso! E por aí ia. Eu só sei que, umas cinco horas mais ou menos, com Gerdásia do mercado trazendo um mingau do que ela ia vender na praça e fazendo a caridade de dar um pouco para mim e para Deus, por sinal que ele toma mingau como se fosse acabar amanhã e não tivesse mais tempo, os dois resolveram apertar a mão, porém não resolveram mais nada: nem Deus desistia de chamar Quinca para o cargo de santo, nem Quinca queria aceitar esse cargo.

— Muito bem — disse Deus, depois de uma porção de vezes que todo mundo dizia que já ia, mas enganchava num resto de conversa e regressava. — Eu volto aqui outra vez.

— Voltar, pode voltar, terá comida e bebida — disse Quinca. — Mas não vai me convencer!

— Rapaz, deixe de ser que nem suas mulas!

— Posso ser mula, mas não tenho cara de jegue!

E aí mais pau, mas, quando o dia já estava moço, aí por umas seis ou sete horas da manhã, estamos Deus e eu navegando de volta para Itaparica, nenhum dos dois falando nada, ele porque fracassou na missão e eu porque não gosto de ver um amigo derrotado. Mas, na hora que nós vamos passando pelas encostas do Forte, quase nos esquecendo da vida pela beleza, ele me olhou com grande simpatia e disse: fracasso nada, rapaz. não falei nada, disse eu. Mas sentiu, disse ele. Se incomode não, disse ele, nem toda pesca rende peixes. E então ficou azul, esvoaçou, subiu nos ares e desapareceu no céu."
Eis que a singela homenagem de aniversário do amigo e maragogipano Crispim Quirino à João Ubaldo Ribeiro, intitulada 73 segredos, fecha um ciclo de muitas histórias e muitas alegrias deste grande escritor que faleceu no dia 18 de julho de 2014, aos 73 anos.

O maragogipano Crispim Quirino nos enviou um pedido muito especial. Uma publicação poética em homenagem ao aniversário de João Ubaldo Ribeiro, neste dia 23 de janeiro de 2014, chamada 73 segredos e um pedido para que este blog fale deste grande escritor. Aproveitaremos o ensejo e republicaremos uma postagem que fiz em 2011, intitulada: LITERATURA: O Santo que não acreditava em Deus, de João Ubaldo Ribeiro. Leia com atenção.


Zevaldo, publica o poema abaixo em homenagem ao escritor baiano que faz aniversário hoje: João Ubaldo Ribeiro. Isso ajuda a nossa cidade e juventude a ler mais... Fale dele em sua coluna. Pode? Abraços a todos, em breve estarei publicando o meu mais novo romance: "Petróleo, navio e gás" que fala do momento histórico que Maragogipe vem tendo com o Estaleiro Naval... Grato. Obrigado.

73 SEGREDOS

Itaparica está em festa
e João Ubaldo Ribeiro comemora
como se fosse Tupinambá miscigenado,
daqueles que não vive sem seu fumo,
farinha e penas e ouro...
Peixes comunicam segredos no fundo de suas águas.
Santos rezam suas rezas sagradas.
O sol se levanta mais cedo.
E a Baía de Todos os Santos se abre para o mundo
com suas águas calmas e verdes e azuis e cristais...
Grãos de areia se confundem por entre sombras.
E pegadas flutuantes caminham: espumas...
É festa!
É festa e o céu descreve como palavras mágicas.
É tempo de livro, poesia e saudade.
Tempo de gente simples e brasileira.
É festa!
É festa e o caboco proclama.
(Histórias).

"Crispim Quirino"
Salvador, 23 de janeiro de 2014.

sexta-feira, 18 de julho de 2014


A Prefeitura Municipal de Maragogipe publicou nesta quinta-feira, 18, Decreto Municipal nº 125/2014 que declara de utilidade pública para fins de desapropriação o imóvel onde funciona o Templo da Igreja Evangélica Assembléia de Deus. Veja abaixo a íntegra do Decreto

DECRETA:
Art. 1º – Fica declarado de utilidade pública para fins de desapropriação o imóvel que consta ser de propriedade dos Srs. ODILON CUNHA ROCHA e ALBERICO DA SILVA DIAS, sendo atualmente uma construção de pavimento único e onde está instalado o Templo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, localizado na Praça Conselheiro Antônio Rebouças, QD 08, Lote 42, Centro, Maragogipe, Bahia, inscrito no cadastro imobiliário municipal sob o n. 01.02.008.0042.001, com área total de 252,84m² (Duzentos e cinquenta e dois metros e oitenta e quatro centímetros quadrados), com medidas e confrontações a seguir descritas: 8,82m (oito metros e oitenta e dois centímetros) de frente voltada para a Praça Conselheiro Antônio Rebouças; 7,62m (sete metros e sessenta e dois centímetros) de fundo limitando-se com a escola Pequeno Gênio; 30,77m (trinta metros e setenta e sete centímetros) de lado esquerdo limitando-se com terreno de propriedade de José Benivaldo Rebouças dos Santos, 30,77m (trinta metros e setenta e sete centímetros) de lado direito limitando-se com imóvel onde funciona o Labomec (Laboratório de análises clínicas) também de propriedade dos srs. Odilon Cunha Rocha e Albérico da Silva Dias.

Parágrafo Único – O imóvel que ora se declara de utilidade pública foi tombado pelo IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia) e, para preservar o patrimônio artístico e cultural da região, sobretudo em razão de já ter havido mudanças na fachada do imóvel sem a regular autorização do Órgão competente, se destinará à construção de parte do Centro Cívico de Maragogipe, Prédio Público onde será situada a sede do Poder Executivo Municipal e a maioria de suas Secretarias e Órgãos, de acordo com projeto já desenvolvido em parceria com o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional).

Art. 2º – O Poder Executivo Municipal fica, através dos seus órgãos, desde já, autorizado a adotar todas as providências e medidas administrativas necessárias à concretização do procedimento expropriatório, em completa consonância com as disposições consignadas no Dec.-Lei 3.365/41.

Art. 3º – As despesas que por ventura surjam da expedição deste Decreto correrão mediante dotação própria do orçamento vigente e será suplementada se necessário for.

Art. 4º – Ficam revogadas todas as disposições em contrário, passando a vigorar o presente Decreto após sua publicação no respectivo órgão de comunicação oficial.

GABINETE DA PREFEITA DE MARAGOGIPE
Bahia, 16 de julho de 2014.
VERA LÚCIA MARIA DOS SANTOS
Prefeita Municipal de Maragogipe


Por Fernando Damasceno (CTB)

O Sindicato dos Metalúrgicos de Maragogipe e Região iniciou uma nova fase de lutas nesta quinta-feira, 17 de julho, ao realizar uma assembleia diante do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), com a finalidade de debater a pauta de reivindicações dos cerca de 800 trabalhadores e trabalhadoras, que atuam nesse empreendimento da indústria naval baiana.

A situação dos trabalhadores é delicada, em grande medida por conta do imbróglio jurídico que envolvia o controle do Sindicato. A direção eleita em 2010, de forma legítima e com apoio da Fitmetal e da CTB, só recebeu a Carta Sindical junto ao Ministério do Trabalho no começo deste mês. Nesse intervalo, os interesses dos trabalhadores foram deixados de lado.

“Estamos aqui para começar um novo tempo”, afirmou Aurino Pedreira, presidente da CTB-BA e da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos e Mineradores (Fetim) do estado. “Estamos quatro anos atrasados”, complementou o dirigente.


Problemas
Durante a assembleia, a reportagem ouviu alguns trabalhadores e confirmou a existência de diversos problemas no estaleiro. As reclamações vão desde a indefinição de seu reajuste salarial, passa por uma PLR defasada, planos odontológico e de saúde com pouca abrangência na região, denúncias de assédio moral, trabalhadores exercendo dupla função e distorções salariais em diversos setores.

Diversos jovens da região também compareceram à assembleia pare reclamar que, apesar da existência de vagas no Estaleiro e de novos trabalhadores terem sido contratados nos últimos meses, a mão de obra local tem sido rejeitada pela empresa.

Nova etapa
O presidente do Sindicato, Antônio Fragoso, encerrou a assembleia pedindo um voto de confiança para a categoria, baseado em sua experiência no chão de fábrica e no respaldo de entidades como a CTB e a FitMetal.

A pauta sugerida pela direção do Sindicato foi entregue a todos os trabalhadores e trabalhadoras e aprovada pelos presentes.

“De agora em diante, a empresa vai passar a negociar com pessoas que conhecem a realidade de vocês, e não mais com gente que vem de fora da cidade para tratar de nossos assuntos”, garantiu Fragoso. “Estamos aqui para defender nossa classe, ouvi-los e lutar para que todos nós tenhamos avanços”, prometeu o presidente.



O membro do grupo do Terço dos Homens da Paróquia de São Bartolomeu, Luciano Estevam Santos, enviou nota de apoio para a criação e instalação do IFBa em Maragogipe. Luciano, acredita que este empreendimento será de muita importância para o crescimento da cidade e de sua empregabilidade, pois a população poderá ter mais oportunidade para se qualificar.

Confira nota:

Maragogipe (BA), 14 de julho de 2014.

A Sua Excelência o Senhor
Deputado Federal Daniel Almeida – (PCdoB/BA)
Relator do PL. 7451/2014

Prezado Deputado Daniel Almeida,

Com os meus sinceros cumprimentos, venho à presença de Vossa Excelência, manifestar total apoio ao Projeto de Lei nº 7451/2014 de autoria da Deputada Federal Alice Portugal (PCdoB/BA) que autoriza o Poder Executivo a instalação de um campus do Instituto Federal da Bahia no Município de Maragogipe.

Tal necessidade faz-se cada vez mais premente tendo em vista as construções do complexo do Estaleiro neste município. Este tipo de investimento fortalece não só a indústria nacional como todos os demais setores estratégicos e de serviços associados. A previsão é que o país tenha 37 estaleiros até 2016. O Estaleiro da enseada é uma das 500 empresas que mais cresceram no Brasil, segundo revistas especializadas em assuntos financeiros e econômicos. A população de Maragojipe vê no Estaleiro a oportunidade de achar emprego perto de casa, com a possibilidade real de oferta de altos salários, mais, a falta de profissionais e técnicos especializados ainda constitui-se um problema. Com a instalação de um Instituto Federal de ensino acreditamos que tais impasses serão solucionados.

Espero que os nobres Parlamentares aprovem este projeto de lei. Este estaleiro é um grande passo para o desenvolvimento da Bahia, marcando a retomada da indústria naval em nosso estado.

Atenciosamente,

Luciano Estevam Santos
Membro do Grupo do Terço dos Homens da Paróquia de São Bartolomeu

De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan), referentes ao mês de junho de 2014, a Bahia contabilizou um saldo negativo de 2.564 postos de trabalho com carteira assinada. O saldo registrado em junho situou-se em um patamar inferior ao contabilizado em igual período do ano anterior (+1.436 postos) e inferior ao mês de maio de 2014 (+9.121 postos), incluindo as declarações fora do prazo.

Setorialmente, em junho, na Bahia, o setor com maior saldo positivo foi o de Agropecuária (+1.162 postos), seguido pelos Serviços (+279 postos) e Comércio (+191 postos). Em quarto lugar ficou o setor de Administração pública (+96 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (+43 postos). Os setores que registraram saldos negativos foram Construção Civil (-3.204 postos), Indústria de Transformação (-877 postos) e Extrativa Mineral (-254 postos).

As atividades que mais contribuíram para o resultado do mês foram: o saldo negativo no segmento de construção de edifícios, principalmente em Salvador e Vitória da Conquista; o fechamento de uma empresa de transporte coletivo na capital; obras portuárias que estão sendo finalizadas em Maragogipe; e demissões na atividade calçadista.

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, dos oito setores de atividade, quatro registraram saldos positivos. O setor com maior saldo acumulado foi Serviços (+16.431 postos), seguido pela Agropecuária (+9.092 postos), Indústria da Transformação (+3.180 postos) e Administração Pública (+940 postos). Entre os setores que apresentaram saldos negativos, no acumulado do ano, está a Construção Civil (-4.042 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (-474 postos), a Extrativa Mineral (-307 postos) e o setor de Comércio (-215 postos).

Análise regional - A Bahia (-2.564 postos) ocupou a última posição no saldo de postos de trabalho dentre os estados da Região Nordeste e a 24ª posição no Brasil em junho de 2014. Na Região Nordeste, cinco dos nove estados apresentaram saldos positivos. O estado desta região que gerou o maior saldo foi a Paraíba (+1.273 postos), seguida pelo Maranhão (+1.179 postos), Pernambuco (+466 postos), Piauí (+376 postos) e Sergipe (+9 postos). Entre os estados que geraram saldos negativos, a Bahia teve o menor saldo do mês (-2.564 postos), seguido de Alagoas (-650 postos); Rio Grande do Norte (-567 postos) e Ceará (-100 postos).

Acumulado do Ano – No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a Bahia apresentou um saldo de 24.605 novos postos de trabalho, isso levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado fez com que a Bahia ainda se mantivesse na liderança de geração de empregos no nordeste. Em segundo lugar, na Região Nordeste, está o Ceará (+10.911 postos), seguido por Piauí (+7.066 postos), Sergipe (+1.372 postos) e Rio Grande do Norte (+1.357 postos). Os demais estados do Nordeste tiveram saldos negativos no acumulado do ano. O estado de Alagoas (-35.207 postos) registrou menor saldo da Região Nordeste, no acumulado de janeiro a junho de 2014, seguido de Pernambuco (-30.538 postos); Maranhão (-3.877 postos) e Paraíba (-131 postos).

Análise RMS e Interior - Analisando os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos entre Região Metropolitana e Interior em junho de 2014, constata-se que o resultado do emprego foi positivo no interior e negativo na RMS. De forma mais precisa, no interior foram criados 1.514 novos postos de trabalho, e na Região Metropolitana de Salvador foram eliminados 4.078 novos postos de trabalho.

Quanto ao saldo de emprego, de janeiro a junho de 2014 (+24.605 postos de trabalho), enfatiza-se que a participação do interior do estado gerou a maior parte dos postos de trabalho da Bahia. Enquanto o interior criou 21.522 novos postos, a RMS criou 3.083 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Análise Municipal – Dentre os municípios com mais de 30 mil habitantes, em junho de 2014, Juazeiro, Casa Nova e Barra do Choça se destacaram na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia. Juazeiro registrou 494 novos postos de trabalho, Casa Nova gerou 372 postos e Barra do Choça, 261 postos.

Entre os municípios que tiveram os menores saldos de empregos em junho de 2014, ressaltam-se: Salvador (-2.515 postos); Lauro de Freitas (-785 postos) e Vitória da Conquista (-394 postos).

Fonte: SEI


A Policia Militar prendeu, na noite desta quinta feira, dia 17 de julho, um trio de suspeitos acusados de ter participado da ação que aterrorizou a cidade de Maragogipe na noite da ultima terça feira (15) no bairro do Cruzeiro e Alto do Japão: Claudiolon Conceição da Paixão (vulgo “Sidof), Tailan Araújo Guedes, (vulgo Goga) e Felipe de Jesus Souza, (vulgo Gi).

Os mesmos estavam escondidos no bairro do Japão e com eles a policia encontrou uma escopeta calibre 12, 27 cartuchos, um revolver calibre 38 com seis munições intactas, uma granada de propriedade do exército, uma quantidade de maconha, dois celulares, trezentos e cinquenta e seis reais e um blusão do exército.

Fonte: Maragojipe Agora

quinta-feira, 17 de julho de 2014


Erythroxylum pulchrum, Eschweilera ovata, Calophyllum brasiliensis. Esses são os nomes científicos da Arco-de-pipa, Biriba e Landim, respectivamente, espécies de árvores nativas da Mata Atlântica, que germinam frequentemente no viveiro da Unidade Paraguaçu da Enseada.

Nesse espaço, cerca de 80 espécies – entre elas, frutíferas como pitangueiras, goiabeiras e jabuticabeiras – dividem a atenção de dez integrantes do Consórcio Estaleiro Paraguaçu (CEP), que cuidam para que em 50 dias, em média, os exemplares da flora regional sejam replantados, por exemplo, nos 37,9 hectares da Reserva Legal preservada pelo empreendimento, como parte anterior das condicionantes para a aquisição da Licença Ambiental.

De acordo com Karla Barreto, coordenadora do Programa Verde Novo da Enseada, depois da semeadura, as futuras árvores são colocadas na área sombreada do viveiro. Quando atingem 10 centímetros, as mudas são levadas para reflorestamento de matas ciliares e nascentes ou para compor o cinturão verde que separa a obra da comunidade. “Mas antes de tudo fazemos a adaptação das espécies aos raios solares, o que chamamos de rustificação”, explicou Barreto.

Segundo a bióloga do Verde Novo, o viveiro da Enseada já enviou para replantio na Reserva Legal, até o momento, 964 mudas das 50 espécies nativas catalogadas e resgatadas à época do início das obras. No total, dentro da obra, serão reflorestados 14,9 hectares de Mata Atlântica.

Fonte: Marcelo Gentil
Assessoria de Comunicação
Enseada Industria Naval

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