Uma das coisas mais importantes do Carnaval Maragogipano é a verdadeira participação das bandas da cidade. A Banda Doce Pecado encantou a multidão no Palco Principal, com o pagodão do momento, a rapaziada local, está suando a camisa para proporcionar uma música de qualidade. Durante a apresentação, outro artista local foi chamado para dar sua contribuição, Aldair, da Banda Toté, subiu no palco e deu uma palhinha cantando o melhor do Axé com Mofeu.
Um desabafo:
Nós acreditamos muito nas bandas da cidade, aqui existe diversos talentos nos mais variados setores do entretenimento. O que está faltando é reconhecimento e no nosso entender, reservar o Carnaval ou qualquer outra festa para que os músicos locais possam mostrar o que sabem, não basta. Ao refletir sobre esse assunto, olhamos para um passado recente, e visualizamos a festa de São Bartolomeu, que foi distribuída programação de bandas e nela a não existia o nome das bandas da cidade. No lugar do nome da grupo, existia uma simples citação: "BANDA LOCAL" isso é uma tremenda falta de respeito.
Muitos pessoas não acreditam na capacidade desses jovens, ou por não gostar do ritmo, ou por achar que banda da cidade é uma porcaria, o que vejo é o contrário, as pessoas que não conhecem a cidade, adoram e perguntam sempre para mim, o nome da banda, fala que achou legal, e que na próxima festa estará aqui pois é tudo de bom.
Não entendo portanto, o porque da não divulgação da programação. No Carnaval maragogipano, não tem Chiclete, nem Ivete, mas tem muita alegria e o custo para mostrar para o mundo o que temos de melhor é muito pouco, para um evento com esse porte. Estamos divulgando para o mundo a cultura local, e tudo isso faz parte dela. Talvez, seja por isso, que não foi divulgada programação das bandas antecipadamente, nem tampouco se teve um panfleto, em cima da hora com as bandas. A falta de respeito é tanta, que acerta-se na hora, para pagar em Junho. Fora isso, o pagamento é tão pouco que não ultrapassa os R$ 3000,00 para dividir com mais de onze músicos e olhe lá (Se tiver peixada, se não tiver, milzinho tá bom até demais.)
Exigência se tem, todo mundo quer, e será que esses jovens não querem se qualificar? Como poderemos estar pensando na qualificação deles, que estão buscando ser alguém naquilo que gostam, se o dinheiro que recebem não dá nem para comprar um instrumento? O que vejo é vários jovens pedindo emprestado o instrumento do colega que conseguiu com todo o custo, porque ele não tem e não dão valor para o que ele faz.
Ser músico em Maragogipe é uma tarefa difícil aqui, aquele velho ditado está em dia:
"santo de casa não faz milagre"