A Lei Antibaixaria em Maragogipe, a Lavagem da Buceta e o Vereador Competente

Depois do acontecido ontem, dia 12 de fevereiro, em pleno Carnaval, dia que a Lei Antibaixaria baixou nos palcos de Maragogipe. O debate vem a tona. Primeiro publicarei a matéria publicada no dia 28 de março de 2012. Leia.


O projeto polêmico da lei antibaixaria foi finalmente aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia, todavia, por causa de uma mudança no texto, ele ainda é muito reduzido, pois apenas valerá para as verbas públicas estaduais. Sendo assim, as prefeituras municipais ainda podem utilizar da verba pública para promover a baixaria em ambientes públicos. O que ocasionará uma transferência de olhar por parte dos empresários e das bandas que promovem tal discurso para as já focadas prefeituras municipais.

O que mais intriga neste projeto é a falta de argumentação por parte daqueles que gostam do aliciamento e da depravação. Não estou incriminando quem gosta do pagode, mas sim quem gosta de fazer a perversidade. Pois entendo que este projeto não barra a banda de pagode, mas travará bandas de qualquer gênero musical, de cantar músicas com teor que deprecie, principalmente, a mulher. Este projeto não acabará com o pagode, nem muito menos com as músicas consideradas de baixo nível, mas delimitará o espaço onde estas músicas devem ser tocadas. Com isso, além do não financiamento público, ele empurrará esse tipo de música para ambientes privativos, naturalmente.

Mas como aplicar esta lei num município como Maragogipe, que tem a lavagem de uma palavra só: BUCETA e é considerada, uma das melhores da Bahia. Vixe!! Parece complicado? Mais não é. 

Em primeiro lugar, quando uma banda local começar a cantar a música da lavagem, ela cantará no ritmo normal e não falará nada além da letra correta, sem baixaria. O povo fará a sua parte e não a banda. 

Na lavagem, vale lembrar que a charanga não canta e é, novamente, o povo que puxa a putaria. Que massa!! (Sei que você está sorrindo neste momento)

Sendo assim, tudo fica permitido quando o Estado, apesar de poder limitar os espaços, não pode, em nenhum momento, controlar o que sai da boca do povo, e sim, somente o que as bandas contratadas podem ou não cantar.

Sendo assim, espero que vereadores de Maragogipe, aproveitem desse momento para por na prática um pouco de decência e ética. Criar um Projeto Antibaixaria no município não alterará nada em nossa cultura local. O povo de Maragogipe é mágico em sua essência, e esperto, muito consciente daquilo que deseja. O que precisamos fazer é organizar o pensamento para evitar futuros problemas com relação as novas leis, principalmente, àquelas que defendem o direito da mulher e do cidadão.

Não fujo de discussões polêmicas, alimento-as e desejo comentários.