BEM ASSIM.

Desgastando a minha vontade de escrever um pouco sobre a verdadeira história do natal, comemoração essa nada cristã, mas uma "mentira” sustentada por muitos (inocentes) e por outros (cônscios) para agradarem entes queridos, mais ainda ao comércio, ou vítima deste, enfatizarei sobre isto em outra vontade, quando chegar. Mas antes disso é muito mais viável um interesse de pesquisa do (a) querido (a) leitor (a); até porque, jamais escreverei no sentido religioso porque não há em mim – por isso esta minha independência de dizer o que penso e o que sei sem pestanejar.

Entendo que devemos dizer o que aprendemos dentro do conceito ético e moral para não perdermos o equilíbrio. E, por essa magnitude, às vezes prefiro manter a parcimônia de minha retórica em determinados meios de conversas, por saber que nem todos estão preparados para ouvir as verdades (ou os recônditos). Mas são tristes e belos tudo expresso aqui, todavia, valem apena.

Não saí da Bahia nesse período de recesso e pude ver o Brasil dentro de espaços diferentes, entre Lauro de Freitas, Maragogipe e Salvador; neles, vi muito mais o Brasil de meu costume. A resistência da MPB do Nal Franzini (ao Casarão Bar) com sua maneira ímpar de tocar e convidar outros músicos - mesmo os maus como eu - a expressarem suas musicalidades, suavizaram demais aos meus ouvidos, não me deixando ir ao outro ponto (três Quiosques) considerado por mim a cara da Bossa Nova, incidindo mais claramente para essência da “MPB”, para ouvir o meu amigo, Linaldo (cantor e compositor).

Eu que durante três anos não comemorava ano novo dentro de Salvador, contudo, tendo sentido sua matização muito mais evidente com o novo jeito de ser governada, e pela esplêndida programação de comemoração, não me fez sentir saudade de outro espaço descomunal. Porque aqui é a Salvador da Bahia que por mais que se tentou surtir outro efeito não nos deixando a vontade e, entendendo o que se tem feito em pouco tempo está mais para a direção tímida da cara do carnaval de Dodô e Osmar e do Dica do Trio (inventor da guitarra baiana), do que para qualquer coisa dentro de uma expressão antagônica querendo revirar o avesso da idéia global do sentimento boêmio destinado a se trancar em algum lugar repleto de bebidas de sua preferência ao som do CD (dueto) do Nelson Gonçalves; era e é algo muito mais Brasil-Bahia do que qualquer lugar mais central; é o cosmopolita do nordeste resplandecendo, ainda tendo muito para acontecer.  

Então, estive ao comércio (Salvador), não com intuito de comemorar a chegada deste ano, mas para assistir aos shows de artistas que admiro e para tirar a curiosidade de como estava acontecendo os eventos naquele local, porque desde quando soube dessa novidade, não hesitei a comemorar. Era como se fosse a resposta do meu grito em Maragogipe, ecoado em Salvador, quando fui o convidado para cantar no Projeto: “Som da Praça”; e ali pedi para descentralizar o projeto e levar para outras comunidades (distritos e rural). E o evento de comemoração de final-entrada de ano em Salvador, foi, realmente, o deslanche da expectativa de todos nós. Agora, não deve ser transformado em disputa com Rio e/ou com qualquer outra cidade, contudo, é garantir a própria Salvador-Bahia, para não entrar no esdrúxulo. O caminho é de experimento, notório; e está fazendo muito bem ao povo, e vejo o soerguimento da capital. O mais bacana disso tudo foi à diversidade musical. Maragogipe, provavelmente, pode ir pelo mesmo caminhar que Salvador; como no sentido que deu ao aparato (natalino).  

Deus (Jeová) ilumine sua mente!

Márcio Reis é colunista deste BLOG.

marcioreis.colunista@yahoo.com.br   

Comentários