Professora Lilian Denise solta o verbo e diz que prefeita Vera não reconhece o direito do servidor maragogipano

A professora e presidente da APMM (Associação dos Professores Municipais de Maragogipe) - Lilian Denise desabafou em uma entrevista concedida a Rádio Recôncavo FM na manhã da terça-feira, dia 25 de março. Além da Carta Aberta publicada em todas as redes sociais e blogs locais, a servidora do município de Maragogipe ressalta a forma perseguidora que a atual gestão do município de Maragogipe está tratando seus servidores. Leia um texto publicado no Voz da Bahia sobre a entrevista da sindicalista.


Uma Assembleia Geral dos Servidores Públicos aconteceu na última quinta-feira (20) no município de Maragogipe, onde os trabalhadores mostraram sua união e desabafaram em relação à forma de fazer gestão da prefeita de Maragogipe Vera Lúcia, conhecida Vera da Saúde (PMDB). Segundo informações das Associações e Sindicatos, Lilian Denise e Joana Angélica, que concederam entrevista a Rádio Recôncavo FM na manhã desta terça-feira (25) informou que a gestora não conversa com os servidores sobre a campanha salarial, nem sobre os problemas apontados pela categoria, além de não reconhecer as lideranças sindicais chegando ao ponto de persegui-los, “a administração não senta para conversar com qualquer servidor que venha reivindicar seus direitos e estes são vistos como adversários pela prefeitura. Ano passado só conseguimos uma audiência com a prefeita em um juizado, em uma mesa de conciliação”, revela. Ainda segundo informações de Lilian, apesar de estarem respaldados pela lei, a prefeita se nega a cumprir o acordo feito judicialmente, “acreditamos que ele esteja se valendo da fragilidade da ação. Em uma falha de nossos advogados, não foi colocado em questão cláusula de multa por descumprimento da ordem”, fala. Ainda de acordo Denise, além de descumprir com a decisão judicial, Vera da Saúde tem perseguido aqueles que ela pauta como opositores, exemplificando o corte nos salários dos Agentes Comunitários de Saúde e da própria Denise que falou ser concursada, foi remanejada para a zona rural do município como prova de castigo, e comentou que servidores da guarda municipal estão respondendo processo administrativo, “eles não trabalharam no carnaval por falta de recurso e condição do emprego, pois o índice de violência é crescente na cidade, eles não se amotinaram, não ficaram em casa, se enquartelaram, pois não existe condição dos afazeres no município”, salienta. Lilian Denise também ressaltou que para punir os servidores a atual administradora não assina contrato para que os mesmos sejam beneficiados com plano de saúde, “ela não assinou mesmo sabendo que não acarretaria ônus aos cofres públicos, pois o auxilio saúde seria descontado na folha do servidor. Os trabalhadores autorizaram mais ela não manifesta a favor dos trabalhadores”, comenta. Para a representante dos sindicalistas, a então prefeita Vera Lúcia não reconhece o direito do servidor, “a todo custo ela tenta denegrir a imagem daqueles que lutam, além de adiar o direito de concurso público, admitindo funcionários indicados por regime de REDA. Não me preocupo com a perseguição, porque sou concursada e sou linha, enquanto quem assume secretarias e gabinetes são trens que com certeza vão passar”, concluiu.

Redação Voz da Bahia – Anacley Souza

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