Café com Energia apresenta oportunidades para MPE


Edson Ataíde, dono da empresa Aço Fibra, foi ao 8º Café com Energia para conhecer os meios de fornecer estruturas em fibra de vidro para as obras do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EPP). No encontro, realizado nesta quarta-feira, 16, no Hotel InterCity Premium Salvador, o empresário afirmou que conta com as ações do Sebrae para que o cadastro da empresa se torne visível ao Estaleiro.


O gerente de relações institucionais do EPP, Márcio Cruz (Foto) falou sobre as oportunidades de negócios para as pequenas empresas no canteiro de obras e, principalmente, nas atividades do entorno de Maragogipe e Recôncavo baiano. "Vemos um impacto significativo de crescimento para a região, com oportunidades para restaurantes, cooperativas e associações ligadas à produção de vestuário e alimentos e comércio. Isso deve se ampliar quando o Estaleiro estiver em operação", explica.

Márcio ressalta que a obra contribui para uma injeção mensal de R$ 30 milhões na renda, incluindo as áreas ao redor. O EPP mobiliza hoje 13 mil empregados no total, com várias demandas para os empreendimentos locais, que, por sua vez, podem aproveitar as oportunidades com melhorias na oferta de produtos e serviços. "O Sebrae é a instituição capacitada para implementar a política de empreendedorismo nessas regiões", conclui.

No âmbito das micro e pequenas empresas baianas (MPE), o Projeto de Adensamento da Cadeia Produtiva de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae Bahia auxilia na qualificação para atender às exigências técnicas das grandes empresas do setor, como a Petrobras. A gestora do projeto na instituição, Aline Lobo, explica que a atuação acontece desde o diagnóstico feito na empresa, construído com base nos requisitos exigidos para fazer parte do cadastro de fornecedores dos grandes empreendimentos. "Esse é o primeiro passo para que possam ter acesso às soluções adequadas para obter certificações e certidões", pontua.

O segundo palestrante do encontro, Genivaldo Barbosa, engenheiro e professor especialista da área de petróleo, mostrou como o setor ainda pode expandir e dinamizar. "Entendo que é preciso haver a liberação dos campos que não estão sendo explorados ou são sub-utilizados, para favorecer a entrada no mercado de novos produtores", revela. O especialista tem como exemplo a atuação dos "produtores formigas" dos EUA, que respondem por nada menos que 65% da produção de gás e 45% da produção de óleo naquele país. "É preciso desenvolver e contratar as competências locais, e não trazer gente de fora para atender às novas demandas e perspectivas", finalizou.

As projeções e informações lançadas por Genivaldo reacenderam as esperanças de Sérgio Barreto, sócio diretor da Rodopar, com relação ao setor de petróleo e gás. "Estava desacreditado, mas, agora, estou interessado em voltar para o ramo, multifocando meu negócio. E sei que posso contar com instituições como o Sebrae e o Senai-Cimatec para isso", comemorou.

O consultor do Sistema Fieb, Alfredo Vieira, ressaltou a atuação complementar na atividade de reorganização dos fornecedores aptos a prestarem serviços para o EPP. "Como temos uma expertise também nessa área, nós, do sistema S, atuaremos em comunhão".

Para outras informações sobre o Projeto de Adensamento da Cadeia Produtiva de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae, os interessados podem entrar em contato por e-mail (projeto.petroleo@ba.sebrae.com.br) ou telefone (71) 3320-4376.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias Bahia

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