A Tarde Online publica matéria em que servidoras maragogipanas denunciam corte salarial

No dia do trabalhador, matéria do A Tarde, escrita por Thais Seixas:


Após realizarem uma greve de 15 dias no início de abril, os servidores municipais de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, sofreram descontos em seus salários relativos aos dias não trabalhados. Na última terça-feira, 29, quando foi liberado o pagamentos, a categoria iniciou uma campanha na internet contra a decisão da Prefeitura.

Por meio da hashtag #eunaomerecotermeusalariodescontado, a guarda municipal Lívia Cristiane e a colega Fernanda Pestana deram início ao protesto, mobilizando todos os servidores afetados, entre eles professores, auxiliares de escola, guardas municipais, garis e agentes de saúde.

Segundo Lívia, cuja remuneração é de R$ 761,73, a prefeitura antecipou cerca de 50% do pagamento no dia 15 de abril, quando os servidores ainda estavam em greve, finalizada no dia seguinte. Mas a segunda parcela, paga no final do mês, foi reduzida proporcionalmente aos dias de greve aderidos pelo servidor.

"Foi uma arbitrariedade da prefeita Vera Lúcia. Durante a greve, eu fui para o médico em alguns dias e solicitei um atestado, assim como outras pessoas, e mesmo assim tive o desconto. No dia 15 recebi R$ 362,63 e, no final do mês, somente R$ 9,59", enfatiza.

A assessoria de comunicação da prefeitura confirmou o corte nos salários, mas explicou que ele não é ilegal e foi realizado de acordo com a Procuradoria Jurídica do Município.

Além disto, a assessoria ressaltou que os servidores que se sentirem lesados podem entrar com uma representação para o ressarcimento dos descontos.

Servidores fora da greve
Lívia revela ainda que, além dos trabalhadores que aderiram ao movimento, alguns servidores que estavam de férias ou fora da greve também tiveram os pagamentos cortados.

"A prefeita também mandava um fotógrafo registrar as assembleias dos trabalhadores para saber quem estava participando da greve. A gente esperava que isto acontecesse porque, nos poucos dias em que ela se reuniu com a categoria, disse que ia descontar os salários, nem que tivesse que devolver depois", contou a guarda municipal.

Em resposta, a assessoria de comunicação da prefeitura afirmou que dificilmente houve pessoas que não aderiram ao movimento e receberam o corte. Explicou ainda que foram realizadas reuniões para avançar na pauta de reivindicações, o que não impediu que a categoria deliberasse a greve.

Fonte: A Tarde

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