Opinião: Assim é a política (Por Paulo Hugo)

O leitor Ulisses Souza Costa solicitou a publicação de um texto escrito por Paulo Hugo. Leiam o texto e reflitam. Uma boa dica.

Por Paulo Hugo

Nada mais frágil que as amizades humanas, levam anos para serem construídas, todavia se desfazem em questão de pouco tempo, e quando há envolvimento político, a fragilidade se acentua ainda mais. 

É o que podemos observar através das trocas de discordâncias estéril e por conseguinte sem proveito algum, trocadas entre antigos aliados do governo próximo passado. Tal procedimento não deve causar estranheza de espécie alguma, posto que na política não há amigos que não se tornem inimigos, nem inimigos que não se tornem correligionários. 

Na politica é prática muito peculiar, trocar farpas, acusações, denúncia e os mais variados tipos de menoscabos, injurias e posteriormente cedo ou tarde (salvo inatingíveis exceções) estarão juntos no mesmo palanque eleitoral, trocando não mais insultos, difamações entre si, e sim movidos pelas circunstâncias, conveniência e interesse indicados pela ocasião, tecendo rasgados elogios, com palavras doces, ainda que não obstante escondendo veneno. Tudo isto em prol de galgar os seus objetivos políticos. Pois o absurdo acontece na política, porque nela cabe tudo e tudo acaba sendo possível, quando se envolve os interesses mais urgentes, mais imediatos das partes envolvidas. 

A política se transformou, verdadeiramente um jogo, e para se ganhar infelizmente o que mais se observa é a inversão dos valores, são as contradições entre eles, onde anteriormente quem era certo, passa a ser o errado, e por sua vez quem era errado passa ser o certo. Mas tudo isto acontece em caráter temporário, até que novos objetivos políticos, estejam novamente em jogo e despertem os seus interesses em querer alcançá-los. E quando muda o cenário político, a opinião que cada um tinha sobre seu antigo aliado ou inimigo também muda incontinentemente, e serão desconsiderados os elogios e as criticas, tudo em benefício de novos conchavos políticos.

Quanto ao titular da soberania, que enobrecido na oratória cívica com o nome de cidadão também conhecido como povo, observa a este circo de horrores, da qual nenhuma lição de proveito pode ser colhida. Assim é a política, uma verdadeira luta pelo ter, onde o interesse individual de cada um, sobrepõe o interesse do bem comum, e por conta desta ambição, a humanidade caminha a passos largos em direção a um abismo quase que intransponível.

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