Metalúrgicos de Maragogipe iniciam nova fase de luta em assembleia diante do Estaleiro


Por Fernando Damasceno (CTB)

O Sindicato dos Metalúrgicos de Maragogipe e Região iniciou uma nova fase de lutas nesta quinta-feira, 17 de julho, ao realizar uma assembleia diante do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), com a finalidade de debater a pauta de reivindicações dos cerca de 800 trabalhadores e trabalhadoras, que atuam nesse empreendimento da indústria naval baiana.

A situação dos trabalhadores é delicada, em grande medida por conta do imbróglio jurídico que envolvia o controle do Sindicato. A direção eleita em 2010, de forma legítima e com apoio da Fitmetal e da CTB, só recebeu a Carta Sindical junto ao Ministério do Trabalho no começo deste mês. Nesse intervalo, os interesses dos trabalhadores foram deixados de lado.

“Estamos aqui para começar um novo tempo”, afirmou Aurino Pedreira, presidente da CTB-BA e da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos e Mineradores (Fetim) do estado. “Estamos quatro anos atrasados”, complementou o dirigente.


Problemas
Durante a assembleia, a reportagem ouviu alguns trabalhadores e confirmou a existência de diversos problemas no estaleiro. As reclamações vão desde a indefinição de seu reajuste salarial, passa por uma PLR defasada, planos odontológico e de saúde com pouca abrangência na região, denúncias de assédio moral, trabalhadores exercendo dupla função e distorções salariais em diversos setores.

Diversos jovens da região também compareceram à assembleia pare reclamar que, apesar da existência de vagas no Estaleiro e de novos trabalhadores terem sido contratados nos últimos meses, a mão de obra local tem sido rejeitada pela empresa.

Nova etapa
O presidente do Sindicato, Antônio Fragoso, encerrou a assembleia pedindo um voto de confiança para a categoria, baseado em sua experiência no chão de fábrica e no respaldo de entidades como a CTB e a FitMetal.

A pauta sugerida pela direção do Sindicato foi entregue a todos os trabalhadores e trabalhadoras e aprovada pelos presentes.

“De agora em diante, a empresa vai passar a negociar com pessoas que conhecem a realidade de vocês, e não mais com gente que vem de fora da cidade para tratar de nossos assuntos”, garantiu Fragoso. “Estamos aqui para defender nossa classe, ouvi-los e lutar para que todos nós tenhamos avanços”, prometeu o presidente.


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