Romario escreve: "Ataliba e Romario, a Antiga Fabrica da Danneman e a Desapropriação"


Depois da matéria da desapropriação da Igreja Evangélica Assembleia de Deus vir ao ar e depois dos comentários acirrados nas redes sociais, inclusive, citando o ex-vice-prefeito. Romario Costa resolveu escrever um texto que fala sobre os caminhos da política de Maragogipe e sobre a desapropriação. Leia:

Por Romario Costa

Ataliba e Romario

Este binômio protagonizou duas alianças política que culminou, em duas grandes vitórias da democracia e do povo da nossa terra. Às vezes fico pensando nas coisas que nos levaram a sacramentar esta aliança e dos vários pontos em comum que existiam entre nós, como em outros artigos já foram citados, e pelos princípios que norteiam a minha vida, coloquei-me ao seu lado, dando plena liberdade de ação para que ele em momento nenhum tivesse algum constrangimento para tomar as decisões de governo.

Conhecendo o gênero humano como conheço, no início, antes de assumirmos o nosso primeiro mandato, havia aquela preocupação sobre a questão do nepotismo, o que constrangeu Renato Jorge a não querer participar do governo, quando ele me comunicou sobre sua decisão, fui veemente contra a sua decisão dizendo-o que não tomasse uma atitude rude daquela, e disse a ele que Ataliba era um jovem, e como jovem iria ficar vaidoso, por ser prefeito iria necessitar da presença e da ajuda dele, pois ele na condição de irmão, ninguém iria ousar colocá-lo contra ele, já quanto a mim, quando eu desse algum conselho não iria faltar quem instigasse a colocá-lo contra mim dizendo que eu estaria querendo me meter demais no governo, e com esta argumentação convenci Renato a participar do governo, dei-lhe este conselho, pois imaginava que como existia uma afinidade de fé ele estaria entre mim e Ataliba como uma espécie de mediador e também por reconhecer o seu mérito na nossa vitoria. Pois, no meio político sempre existem como disse Maquiavel “os bajuladores” que se aproximam com más intenções, para armar-nos ciladas para então poder ficar com o caminho livre para as suas nefastas pretensões. Em janeiro de 2005 iniciamos o nosso primeiro mandato e rapidamente passei a perceber que nós éramos muito diferentes, Ataliba governava tutelado e engessado pelo programa do PT, não tem idéias próprias, eu sou senhor dos meus pensamentos e de minhas ideias. Quando iniciamos o governo colocamos todos os carros, máquinas e toda tralha velha e sucateada no fundo da Matriz de São Bartolomeu, falei com ele para fazermos um leilão e vendermos tudo aquilo, e que ele fizesse um levantamento de todos os veículos que o Município iria necessitar, nós iríamos à Ford e compraríamos tudo novo e entraríamos na Cidade em carreata com os veículos todos novos com logomarca da prefeitura e a nossa popularidade iria para as nuvens, ele me garantiu que faria, quando eu menos esperei chegou os carros alugados procedentes de Aracaju de empresa de gente petista, em seguida veio os aluguéis desenfreados de casas e mais casas, encheu a cidade de gente de fora que só veio tirar o emprego de quem sofreu para fazer dele prefeito, e muitas outras ações descabidas que não será necessário citar neste relato.

A Antiga Fabrica da Danneman

Aconselhei-o a desapropriar a antiga fábrica da Danneman que pertencia a Pinheiro de Cachoeira para construir a Prefeitura, pois era um sonho meu desde que fui vereador, ele me disse que iria fazer, e foi só enrolação, sempre mentindo pra mim vergonhosamente, pois nunca me permitia saber a condição financeira real da PMM, pois eu nem sequer para uma reunião do primeiro escalão era convidado, eu crédulo e de boa fé e ele usando de má fé para comigo.

Certo dia quando falei-lhe duro ele me disse que não poderia comprar naquele momento, porque a prefeitura estava sem recursos, que só seria possível se recebesse um resíduo tributário das empresas instaladas em São Roque, o que estaria programado para receber em janeiro ou fevereiro de 2008, então lhe perguntei e se eu comprar, para que um estranho não compre e dificulte o nosso projeto, você depois compra para construirmos? Ele me respondeu que sim, então fui a Cachoeira e comprei por R$ 200.000,00 (Duzentos Mil Reais), isto no ano de 2007, logo em seguida Jorge de Bena estava à procura de local para construir o hotel e quando soube que a propriedade era minha me ofereceu R$ 500.000,00 (Quinhentos Mil Reais), ou seja, faria negócio comigo e me daria o Prédio onde funciona a Igreja Universal que foi o antigo Baneb, a propriedade onde ele construiu o hotel e me daria R$ 200.000,00 (duzentos Mil Reais) de volta, eu lhe disse que não faria o negócio ainda que bastante lucrativo, porque eu havia comprado para fazer a Prefeitura.

Entramos em 2008 e esse recurso não chegou, em seguida começa a campanha da reeleição e as coisas foram adiadas por conta da campanha, vencemos a eleição tomamos posse, o tempo foi passando e nenhuma atitude foi tomada, já estávamos chegando o final do último mandato, nada se fez e nem faria porque para esse governo fazer alguma coisa de concreto neste ritmo necessitaria de mais 162 anos, e com astucia, mentiras, má fé, e indignidade o prefeito me fez perder um negócio muito lucrativo e me fez acumular um enorme prejuízo. Tudo isso porque certamente construir o patrimônio do Município não fazia parte dos planos do Prefeito e do PT, e olhe que pra realizar esta aquisição tive que usar crédito bancário e dinheiro terceirizado, o que me trouxe muitos dissabores.

Na verdade, como a índole dele era de enganar, e deixava claro que a sucessão seguiria o curso natural, me revesti de paciência e continuei na expectativa que o tempo passaria e chegaria a minha vez, por isso que continuei na manutenção da aliança para o segundo mandato acreditando que com mais uma campanha eleitoral algumas deficiência seriam corrigidas, mas foi uma ingenuidade da minha parte, uma vez que tenho amplo conhecimento sobre máximas que nos orientam na vida, como esta do Profeta Jeremias “Assim como um Etíope não pode mudar a cor da sua pele, e o camaleão deixar as suas manchas, assim é essa gente acostumada a fazer o mal, jamais aprenderão a fazer o bem”, cometi esse equivoco e mais uma vez mergulhei em outra campanha politica convencendo a população a dar-nos mais quatro anos, porem dessa vez já com certa cautela sendo presidente de um partido com candidatura própria para vereador, e neste cenário de equilíbrio politico ganhamos a eleição e os partidos PT e PSC elegeram dois vereadores cada, este resultado já era um prenuncio do caminho que a sucessão trilharia, mas no intervalo da vitória para a posse passou-se a cogitar os nomes para compor as secretarias, e como eu sou farmacêutico todos esperavam que eu fosse ser o secretario de saúde, mas como esta secretaria tem garantido por lei 15% da receita, e maldosamente ele não tinha interesse que eu administrasse uma pasta com recurso garantido por lei, então me deu a secretaria de desenvolvimento social que tinha 1,66% de receita, e o que era pior a grande maioria dos cargos principais ocupados em nome da continuidade do governo, o que não tive alternativa a não ser concordar uma vez que eu tinha consciência que aquelas pessoas votaram e trabalharam para reeleição, e por questão de prudência eu queria evitar atrito a fim de não trazer constrangimento para o futuro, tomamos posse e logo começou-se a por em execução o plano de desgastes e provocação, com autorização do gabinete lança-se o nome de Carlos França como candidato a prefeito, não decola e em seguida lança Neto, depois lança Marina, não obtendo bons resultado lança Arivaldo e Digal e por fim confirma Digal, faça uma retrospectiva e verás que em momento nenhum houve um lançamento do meu nome com anuência do gabinete.

E assim prosseguiu uma administração focada em combater a mim com finalidade de evitar que eu chegasse com força no momento eleitoral, e nesse ambiente de guerra interna, abre-se um espaço importante para a raposa começar a rondar o galinheiro, pois em 2009 quando fiz uma feira de saúde, o que coincidiu com a mesma data com uma feira de saúde de Vera, o prefeito mobilizou todo mundo pra impedir a realização da feira, veio Renato, Vivaldo, Flavia e tantos outros falar comigo para desistir da idéia, como eu não atendi pois já sabia que fazia parte do plano de evitar o crescimento da minha popularidade, eles boicotaram colocando a secretaria de saúde em peso para dar apoio a feira de saúde Vera, uma vereadora que no momento estava com um relacionamento amistoso cooperando com o prefeito e tirando suas vantagens na administração, e foi assim que começou o agravamento das adversidades deste governo contra a meu projeto politico.

Certamente seria necessário uma enciclopédia para relatar todas as mazelas deste governo, também houve avanços do contrário eu estaria sendo injusto se não reconhecesse, tudo isso no primeiro mandato e mesmo assim com muito equilíbrio e serenidade enfrentei o segundo mandato e pela primeira vez participei da administração como secretário de desenvolvimento social, mas logo a face mais feroz do governo se revelou, pois é extremamente centralizador, ele é o gerentão, ninguém comprava uma caneta se ele não dissesse sim, todos os secretários eram espécies de paus mandado, sem nenhuma autonomia e sem direito a opinar, o único secretário independente era eu, mas como ele não conseguia fazer com que eu fosse como os outros, engavetava tudo que pela minha secretaria era solicitado, portanto, tudo o que se fez neste governo de errado é responsabilidade única do prefeito, e se houve também alguma coisa correta é mérito dele, porque na verdade, democracia com ele era só no gogó, mas a realidade é que ele era um grande ditador, que se não fosse o Estado de direito que existe no Brasil, com toda certeza, com os desafetos ele agiria da mesma forma que age os seus ancestrais ditadores africanos.

E nas eleições de 2010 foi a gota d’água para o afastamento de vez, quando para contrariar apoiei completamente os candidatos que eram contra o governo do PT, então logo que terminou as eleições fui demitido da secretaria, o que levou algumas pessoas leais a mim pedir demissão, mas como todo Líder tem os seus traidores, o Rei Davi, teve Aquitofel, Jesus Cristo, teve Judas Iscariotes, Tiradentes, teve Joaquim Silvério dos Reis. Eu, porém, tive vários, alguns que foram mais beneficiados por mim, pensou que havia chegado a hora de aproveitar aquele momento de adversidade em benefício próprio e não perdeu tempo se aliando vergonhosamente ao tirano violador de direito, para tirar proveito da situação ajudando a oprimir os companheiros e tentando corromper para afastá-los de mim, dentre eles os dois vereadores, mas eles quebraram a cara porque as pessoas não querem ser lideradas por crápulas sem caráter, vagabundos indignos, vendidos pela própria infâmia, e logo em pagamento do vil procedimento receberam o repúdio da população de modo geral taxando-os de traidor, todas as pessoas de bem me parabenizavam pela minha atitude de independência.

Foi assim que as coisas começaram acontecer porque o governo vaidoso queria que eu ficasse submisso, como os outros pretensos candidatos a prefeito, que quando alguém perguntava se era candidato a prefeito, os submissos respondiam que dependia do Chefão, eu, porém, dizia que independente dele me apoiar ou não, eu seria candidato a prefeito, pois eu não dependia nem do prefeito e nem do PT, porque eu tinha o meu partido do qual sou o presidente, o PSC, e nesta história toda eu fui violentamente traído, pois fui fiel e leal em tudo, e continuava dizendo que se ele ainda tivesse direito de ser candidato eu esperaria, mas como pela lei ele não poderia ser candidato, então eu não iria permitir que ele e nem ninguém pegasse alguém lá no final da fila e colocasse na minha frente. Com o passar do tempo, tardiamente eu percebi que foi o maior erro que eu cometi na minha historia politica foi participar de duas eleições com pessoas não confiáveis, pois quando o pleito começou a candidata tirou proveito da situação, o que prejudicou acentuadamente a minha candidatura, pois ela juntamente com a sua turma passou a espalhar por todo o Município todo tipo de sórdida mentira tais como: Que votar no 20 era a mesma coisa que votar no 13, e iludia e confundia a mente do eleitor com perguntas do tipo: Se ele era contra porque continuou junto até agora? Porque foi Vice duas vezes? Porque não denunciou no Ministério Publico? E tantas outras maldades, e também com insinuações tais como; eles estão todos juntos, quem banca a campanha do 20 é o prefeito, o 20 está vendido ao PT, sem falar nas mentiras do inicio das coligações e convenções, tais como: Romario não é mais candidato, Targino tomou o PSC e muitas outras coisas e por aí vai, e também alguns incidentes naturais da própria lei eleitoral, tais como: Confusão quanto ao numero de cadeiras do legislativos, trabalhamos pensado em treze cadeiras para formar duas coligações e no final ficou sendo nove, e tivemos que formar três coligações para não prejudicar o projeto politico dos candidatos a vereador e evitar revolta ao cortar candidatos o que de nada adiantou, o indeferimento das coligações proporcionais, que afetou o moral dos candidatos a vereador, e rapidamente mesmo sabendo que era uma situação reversível os adversários faziam questão de divulgar rapidamente na imprensa e no boca a boca só para causar prejuízo eleitoral, como havia uma revolta e uma predisposição do povo em tirar o PT, e essas insinuações confundiu a opinião pública, e para não correr o risco o povo preferiu acreditar nessa conversa fiada, mas se observar sem nenhum preconceito eu era o candidato que tinha o melhor plano de governo para Maragojipe.

Como politico do Município e diante de tantas especulações julguei que eu tinha o dever de levar esses esclarecimentos a população e com isso virar essa página que espero que aqueles que gostam de tecer comentários a meu respeito nas redes sociais, pelo menos tenham um pouco de interesse pela verdade e leiam para não ficar fazendo comentários preconceituosos e injustos a meu respeito.

A desapropriação da Igreja Assembleia de Deus

Como o resultado da eleição de 2012 foi desfavorável, tanto para mim quanto para o PT, eu imagino que o PT lançou mão de uma arma que ele antes de ser governo sempre condenou que é usar a influência para prejudicar o Município, e para causar uma indigestão para a administração atual, usou a influência e o domínio Petista e tratou de tramar a alteração do projeto do Centro Cívico, o anterior não envolvia a propriedade da Assembléia de Deus, e que tinha um orçamento de pouco mais de Oito Milhões de Reais, e o famigerado IPHAN reformulou o Projeto incluindo a propriedade da Assembléia de Deus e elevou o orçamento para aproximadamente Dezessete Milhões de Reais, o que atiçou a cobiça e a ganância da prefeita, que se estivesse antenada com os dias atuais jamais iria se portar com tanta arrogância contra uma Instituição Religiosa quase centenária que vem prestando relevante trabalho social, na formação da fé, caráter e personalidade dos cidadãos, na propagação do amor e da paz entre as pessoas, essa é a verdade dos fatos, e que se alguém realmente se importa com a verdade vai manifestar o seu apreço e conhecer melhor cada um que anda cantarolando amor por Maragojipe; outros assuntos gradativamente vou tornando público, é por essas e outras que eu afirmo; “O amor desses políticos por Maragojipe é da boca pra fora”.

Um Abraço.

Romario Costa da Silva

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