STIMNAVAL declara guerra à STIM Maragogipe e trabalhadores do EEP entram em greve

Guerra declarada na justiça e na mídia. É este o clima entre os sindicatos da industria naval do Recôncavo da Bahia. De um lado, o STIMNaval e a Força Sindical, do outro o STIM Maragogipe e a CTB. E os trabalhadores, como ficam?


Leia a postagem do blogueiro Enádio Careca:

O que está acontecendo com os trabalhadores da industria naval de Maragogipe, os empresários iam pagar o reajuste quando apareceu um outro sindicato alegando ser da base, logo os empresários travaram as negociações já em andamento com o STIMNAVAL e disseram que só vai pagar quando resolver esse problema sindical na justiça.

Por isso, o STIMNAVAL e a Força Sindical Bahia realizaram uma assembleia, no dia 25 de Julho, no E.E.P (Estaleiro Enseada do Paraguaçu) com a pauta sobre o reajuste salarial de 2014, participaram além da presidente Nair Goulart os diretores do sindicato Junior Brasil, Eduardo Giovane, Flavio Batista, Flavio de Fraga, além dos dirigentes do Sintepav que estavam apoiando os trabalhadores como Sinésio Santos, Luis Vitor e Emerson.

Os trabalhadores não podem ficar no prejuízo, chega um sindicato que ninguém conhece e diz representar a categoria e tranca as negociações, com esses falsários estamos resolvendo na justiça, o mais importante agora é o pagamento dos trabalhadores, afirmou Nair Goulart.

Fui dirigente do Sintepav e hoje do Stimnaval e não vou aceitar que por conta da ambição de alguns que se dizem sindicalistas prejudique o trabalhador pai de família aqui de São Roque e região, defendeu Junior Brasil.

Depois de muitas explicações e esclarecimentos, foi notório a preocupação dos trabalhadores temendo represálias por parte do empresariado, quando houve uma certa dificuldade em se formar uma comissão apenas de trabalhadores para dar continuidade a campanha salarial de de 2014 sentando na mesa com o patrão, a direção do Stimnaval e da Força Sindical Bahia encontrou essa saída temendo o tempo que a batalha na justiça pela representação sindical se arrole, que pode chegar até um ano, por isso eles entenderam que a briga sindical não pode respingar no trabalhador.

Depois da proposta em se formar uma comissão, os trabalhadores votaram e aprovaram a paralisação da obra junto com a comissão formada por membros da CIPA, e na próxima segunda-feira acontecerá outra assembleia com os informes da comissão formada onde será deliberado a manutenção da greve ou sua suspensão.

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