A banalização do mal e da violência não fez bem para Maragogipe

Durante estes três últimos anos (de 2012 a 2014), a comunidade maragogipana percebeu o aumento considerável da violência e não podemos negar que esse aumento considerável, junto com a midiatização de todos estes acontecimentos, resultou numa banalização das mortes ocorridas no nosso município de Maragogipe. Quantas mortes já tivemos somente este ano?

A mídia que critico e da qual eu também faço parte (reconheço a minha culpa neste cartório) buscou relatar, através das notícias, o que ocorreu e que ainda está ocorrendo, quase toda semana no nosso município. Alguns integrantes desta mídia, - e neste caso, a mídia local da qual faço parte -, buscaram contextualizar, propor soluções, debater ideias. Já os outros casos, e agora estou falando da mídia estadual e nacional, buscaram apenas lucrar com a morte. É fato que a morte gera lucros "pros amigos do poder e continuando assim, algo me diz, que vai ser duro consertar este país" (Seminovos)

Talvez seja por este motivo que nossos governantes não estejam tão preocupados com o aumento considerável da violência, visto que estão cercados por seguranças, utilizam a máquina pública a seu favor, e em sua grande maioria, também se beneficia com os lucros midiáticos, pois são grandes empresários no ramo das telecomunicações (donos das grandes rádios, jornais impressos e redes de televisão.)

A internet chegou para balançar um pouco este paradigma, mas o monstro do capitalismo, como sempre, consegue se adaptar as novas realidades que lhes é imposta e com isso, ele acaba por mostrar uma diversidade de facetas pouco perceptíveis para o leitor desavisado.

Maragogipe mudou e essa mudança é fruto de uma política pública de Estado - estado este entendido em sua máxima conceitual -, Faltou investimento, faltou pulso, faltou e ainda falta comprometimento com a educação e a cultura municipal. 

Se você, caro leitor, está indignado com essa banalização da violência, seja ela cometida pela própria família ou pelo traficante. Então chegou o momento de mudar a sua atitude, pois eu já tomei a minha. 

A partir de hoje, evitarei ao máximo noticiar sobre assassinatos e violência. Opinarei sobre a nossa realidade. Não necessito e nem quero lucrar com as notas de violência. Não preciso desse tipo de audiência. 

Prefiro, privilegiar a educação, a cultura, o esporte e o lazer como forma efetiva de combate à violência.

Comentários