Pânico e medo em Maragogipe: Mas qual é o papel da família?

Nestes últimos dias, a população maragogipana está vivendo momentos de pânico e medo. Não vale nem a pena comentar sobre este assunto que já está se tornando tão normal no município em um ano que bate recordes de homicídios, e vale ressaltar logo de cara, que este recorde atinge, principalmente, a população jovem e desassistida, tanto na zona urbana, quanto rural.

Prometi que neste blog deixaria de publicar notícias sobre a violência em tom meramente informativo e desconexo da realidade. Não vale a pena ser blog sensacionalista e usar da violência como meio para manutenção de público leitor.

Prefiro atingir a alma das famílias, dos senhores e senhoras responsáveis pelos seus filhos e netos. 

Sendo assim, começo sendo duro contra aqueles que se dizem "patronos da liberdade e liberalidade", pois sei que grande parte desta liberdade desassistida e desorientada provoca, na mente fraca dos nossos jovens, uma grande confusão. Eles acabam acreditando que tudo podem e que nada acontecerá com eles e quando algo de ruim acontece com alguém, mesmo que seja conhecido, costumamos dizer que foi "vacilo da pessoa" que se meteu com pessoas consideradas "indevidas". Acabamos, pois, esquecendo do nosso verdadeiro papel.

E qual é o papel da família neste momento? 

Cabe a família orientar seus filhos, sejam eles crianças ou adolescentes, mas também cabe observá-los, a todo momento, e não tem desculpa nenhuma neste mundo que me faça acreditar que pai e mãe verdadeiramente responsáveis não estejam atento à sua criação. 

Quanto aos pais e mães irresponsáveis, só tenho um aviso a dar:

Tem gente na esquina pronto para dar outro tipo de orientação ao seu filho. Não chore depois.

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