Operação Lava Jato: Wagner e Rui negam relação com desvios


O ministro da Defesa Jaques Wagner classificou de "especulações, sem nenhuma conexão com a realidade" as denúncias publicadas pela Revista Veja na edição desta semana, que acusa o petista de suposto favorecimento do esquema de corrupção da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Segundo reportagem da Veja, um memorial redigido e entregue à PF pelo advogado da ex-gerente executiva da área de Abastecimento da Petrobras, Venina Velosa da Fonseca, revela que parte do dinheiro desviado da estatal teria nutrido os cofres das duas campanhas de Wagner ao governo da Bahia (2006 e 2010).

O ex-gerente de Comunicação da Petrobrás Geovane de Morais foi apontado como o operador do esquema. Sindicalista contemporâneo de Wagner e do governador Rui Costa no Sindquímica, Morais teria simulado contratos de serviços com empresas ligadas a petistas, que eram pagos sem contrato formal.

Duas dessas empresas - produtoras de vídeo baianas - teriam recebido R$ 4 milhões da estatal de forma irregular e, em troca, prestado serviços à campanha de Wagner. Venina conta, através do memorial assinado por seu advogado, ter cobrado investigação do operador petista ao então presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, também do PT. Gabrielli assumiu para si a sindicância contra Geovane e teria passado a protegê-lo.

O ex-sindicalista também seria protegido pelo Planalto, já que todos os gastos de comunicação da estatal tinham que ser aprovados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República antes de executados.

Ilações
Em nota, Jaques Wagner chamou as denúncias de "especulações", repudiou a ligação entre o suposto esquema e seu nome, mas não garantiu que os desvios não tivessem ocorrido. O petista depositou "confiança nas investigações" da PF e do Ministério Público e defendeu "rigorosa punição dos envolvidos".

À Veja, Gabrielli disse ter demitido Morais ao final da sindicância. O governador Rui Costa - que no domingo, 18, fez aniversário de 52 anos e participou de missa na Igreja do Bonfim - afirmou que as denúncias "não tem nenhum tipo de fundamento".

Fonte: A Tarde

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