Será que o Estaleiro Enseada do Paraguaçu está em crise? Será verdade a intervenção da presidente Dilma com bancos?

O site  Bahia Econômica, de Armando Avena publicou uma nota sobre as preocupações do Governo Federal com a Sete Brasil, empresa que contratou o estaleiro Enseada Indústria Naval para a construção de sondas navais. Sob o título: "Estaleiro de Maragogipe pode sair da "crise" após reunião de Dilma com bancos", o site Bahia Econômica traça um longo caminho para a salvação da empresa. Confira a nota:


Fonte: Bahia Econômica - Armando Avena

A crise no estaleiro Enseada Indústria Naval S.A, localizado em Maragogipe, que já demitiu 1000 trabalhadores, pode estar no fim.

A empresa atravessa dificuldades financeiras por conta dos atrasos nos repasses que deveriam ter sido feitos pela Sete Brasil, maior fornecedora de sondas para a Petrobras no pré-sal, que contratou o Estaleiro Enseada para construir sete das 29 sondas necessárias.

O contrato da Sete Brasil com o Estaleiro é da ordem de 4,7 bilhões de dólares até 2019, mas nos últimos meses durante em função da Operação Lava Jato, a Sete Brasil passou a atrasar os repasses que já somam mais de 150 milhões de dólares, o que levou a empresa a demitir funcionários.

Reportagem da Folha de São Paulo desta sexta-feira informa, no entanto, que a presidente Dilma está preocupada com as dificuldades financeiras da Sete Brasil e, em reunião ontem com os presidentes do BNDES e o Banco do Brasil no Palácio do Planalto, repassou sua "disposição e orientação" para que os bancos procurem liberar os recursos já aprovados ou em negociação, que montam a cerca de R$ 10 bilhões.

A reunião teve como objetivo resolver pendências referentes a empréstimo de US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 9,2 bilhões) para contratação de oito sondas, inclusive as previstas para serem construídas pela Estaleiro Enseada.

Dilma também discutiu também a concessão de um empréstimo-ponte de R$ 800 milhões por um consórcio de bancos, liderado pelo BB, para a Sete Brasil resolver seus problemas mais urgentes de caixa.

O problema é que o Banco do Brasil não quer liberar o empréstimo de emergência sem que os contratos de longo prazo com o BNDES estejam assinados, para ter mais segurança de que terá o dinheiro de volta.

O BNDES, por sua vez, vem exigindo novas garantias a cada reunião. O problema é que as dívidas da Sete Brasil chegam a R$ 800 milhões e por isso a empresa não paga aos estaleiros contratados

A demora na liberação de recursos por parte dos bancos, inicialmente provocada por atrasos de pagamentos, piorou com o avanço das investigações da Operação Lava Jato, que apura esquema de propinas na Petrobras.

Boa parte dos estaleiros contratados pela Sete pertence a construtoras envolvidas no escândalo da Petrobras. O Enseada da Indústria Naval tem entre os sócios Odebrecht, OAS e UTC .

Fonte: Bahia Econômica - Armando Avena

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