Pesquisadores baianos descobrem vírus causador de 'doença misteriosa'


No início deste mês noticiamos sobre uma 'doença misteriosa' que assolava algumas regiões da Bahia, inclusive, Nagé, no município de MaragogipeDe acordo com a equipe do Posto de Saúde de Nagé, mais de 30 pessoas tinham dado entrada na unidade apresentando sintomas como: pintas avermelhadas pelo corpo, coceira e dores nas articulações, febre, ardência nos olhos, etc.

Pois bem, pesquisadores baianos descobriram o vírus causador de 'doença misteriosa' é o Zika Vírus e o agente transmissor é o mosquito Aedes Aegypti está incluído neste processo.

O vírus causador da doença misteriosa que já atingiu 3.500 pessoas na Bahia, segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), foi descoberto pelos pesquisadores Gúbio Soares e Sílvia Sardi, do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O zika vírus foi identificado esta semana em amostras de sangue de pacientes de Camaçari, por meio de uma técnica chamada RT-PCR. A pesquisa teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). Segundo Soares, o zika vírus, transmitido pela picada do mosquito aedes aegypti e outros da mesma espécie, provoca um quadro semelhante ao da dengue, já que os pacientes podem apresentar sintomas como febre, diarreia, dores e manchas no corpo. Entretanto, de acordo com o pesquisador, este novo vírus é mais fracos e os sintomas mais brandos.

"Zika Vírus não é tão grave quanto Dengue ou Chikungunya, não leva o paciente à morte. O quadro parece alérgico, é mais tranquilo e o tratamento é o mesmo", explica Gúbio. O zika vírus nunca foi detectado no Brasil ou na América Latina. Gúbio Soares falou sobre a importância da detecção e comemorou a descoberta inédita. “Quando você dá um diagnóstico, o paciente já vai mais tranquilo para o hospital. É muito importante para nosso grupo ter descoberto este vírus”, comemorou.

Em nota, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), informou que amostras da doença foram enviadas para o Laboratório Central do Estado (Lacen), em Salvador, a FioCruz, no Rio de Janeiro, e para o Centers for Disease Control and Prevention (CD), nos Estados Unidos. Entretanto, a Sesab afirma que ainda não possui os relatórios laboratoriais.

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