Lava Jato: Ministro do STF prorroga por 60 dias investigação sobre políticos


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu hoje (30) a prorrogação, por mais 60 dias, dos inquéritos da Polícia Federal (PF) para investigar parlamentares citados na Operação Lava Jato. Ao todo são investigados 48 políticos.

O ministro autorizou também as diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os inquéritos envolvendo parlamentares foram abertos em março pelo Supremo com base nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, principais delatores do esquema de desvios na estatal.

PGR e Polícia Federal tem de trabalhar em harmonia na Lava Jato, diz Teori

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (30) que não vai interferir judicialmente na condução da investigação da Operação Lava Jato. A declaração consta na decisão na qual o ministro prorrogou por 60 dias as investigações sobre políticos citados pelos delatores do esquema de desvios na Petrobras.

No despacho, Zavascki disse que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) devem conduzir a investigação em harmonia, sem arbitragem judicial. O ministro negou pedido da PGR para que os delegados informem o andamento da investigação passo a passo. “É do mais elevado interesse público e da boa prestação da Justiça que a atuação conjunta do Ministério Público e das autoridades policiais se desenvolva de forma harmoniosa, sob métodos, rotinas de trabalho e práticas investigativas adequadas, a serem por eles mesmos definidos, observados os padrões legais."

Antes da decisão do ministro, a PGR e a PF divergiram na condução dos inquéritos que investigam deputados e senadores citados na Lava Jato. No início do mês, a Procuradoria-Geral informou ao ministro que os delegados não seguiram a ordem de depoimentos estabelecida pela procuradoria, conforme a estratégia da investigação. A PGR chegou a pedir aos delegados o adiamento das oitivas, mas a PF informou que era necessária uma decisão judicial.

Na ocasião, a Polícia Federal disse que as diligências são cumpridas integralmente, conforme determinação do Supremo. De acordo com a PF, os delegados não receberam do Ministério Público Federal nenhuma ordem de preferência para a tomada dos depoimentos. A PF também ressaltou que as oitivas são acompanhadas por procuradores. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal também manifestou-se e criticou o pedido de adiamento e classificou a medida de interferência indevida no órgão.

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil
Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil (EBC) 1 e 2

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