CARTA DO LEITOR: Precisamos insistir na retomada da Enseada Industria Naval



Por Luiz Augusto

ESTALEIRO ENSEADA INDÚSTRIA NAVAL

Localizado estrategicamente em uma área margeada pelos rios Baetatan e Paraguaçu em sua foz, de amplo e fácil acesso ao oceano atlântico, na convergência ao longo e próspero linear inicial do baixo sul da Bahia.

Na caminhada do Brasil pela conquista e domínio da extração do ouro negro em alto mar (águas profundas) se criou de uma forma (quase) unanime e racional à necessidade de implementar a construção dos equipamentos necessários para estas atividade de alto risco, equipamentos estes para serem construídos em território brasileiro, com a mão de obra nacional, não deixando de lado a participação de grandes empresas multinacionais com ampla experiências em construções navais , especialmente as asiáticas reconhecidas internacionalmente em atividades deste porte.

A construção de novas sondas, FSPO e plataformas semi-submersíveis para perfuração, extração e armazenagem do produto bruto em área offshore de alta profundidade é determinante utilizarmos alta tecnologia e logística operativa, com equipamentos de última geração, e profissionais capacitados.

Portanto na primeira década do segundo milênio de nossa era, a perspectivas de construção de novos estaleiros no Brasil veio a tona e tornou-se realidade, a serem construídos em áreas específicas e de fácil acesso operacional, observando-se o ambiental existente e o enfoque de sustentabilidade próximo a instalação destes.

A construção do estaleiro Enseada Indústria Naval, na Bahia, abrangendo de maneiras direta e indireta in loco uma região, igualmente à construção em outros estados da federação, mostra a força do empreendedorismo nacional, a visão contemporânea e futura do brasileiro em busca de novos desafios.

A construção de um estaleiro naval e sondas offshore requer e envolve uma série de outras tantas indústrias e empresas de apoio (metalúrgicas, serviços, transportes, laminados, aço, borrachas, madeiras, etc, etc), as quais e estas se implantarão em localidades próxima ao estaleiro, utilizando a mão de obra local e gerando desenvolvimento. Devemos lembrar em primeiro plano ser primário e essencial a construção de novos e modernos centros de ensinos de nível médio e técnicos de alta capacidade, que de fato venha a atender ao projeto e demais setores da indústria brasileira, cabe aos municípios (seus representantes e associações) reivindicarem a construção destes novos estabelecimentos junto ao governo.

A construção destes equipamentos em solo nacional em determinadas regiões é deveras de determinante importância, agrega valores, traz desenvolvimento, dignifica o ser humano através do seu trabalho proporcionando melhores condições de vida a seus familiares, estabelece uma conexão segura entre o cidadão e seu país.

Deveras é necessário a todos nós da região e bahianos, insistirmos para a retomada das atividades deste empreendimento de tamanha magnitude. Que o atual momento que vivemos em nosso país seja passageiro e a normalidade tenda mais que depressa a estar.

Luiz Augusto
Morador da região
Julho 15, 2015

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