Se entra para a história de duas maneiras (por Aldo Sampaio)

Por Aldo Sampaio

Substancial avanço registrou o povo brasileiro neste domingo, 16, ocupando as ruas do país em sua luta por conquistas democráticas e por melhores condições de vida.

A luta tem que ser permanente porque os trabalhadores já não suportam mais o alto preço que vem pagando pelo descalabro administrativo, culpa exclusiva dos seus representantes que promoveram nesses últimos 6 meses um altíssimo índice de desemprego, arrocho salarial, uma inflação sem controle, fome e miséria.

Os fatos que caracterizam a face do governo nesse momento são dois.

A falência do país e a sequência interminável de escândalos de corrupção nunca visto antes em nossa história.

O governo, no entanto credita essa falência a crises internacionais que não existem e nega a orientação errônea que impôs a economia assim como não leva em consideração as fortunas enterradas em obras totalmente inúteis como as reformas nos estádios de futebol, nos aeroportos e nas estradas, todas por ocasião da copa do mundo, todas inacabadas, a construção do porto de Cuba, a distribuição de milhões para campanhas eleitorais, gastos excessivos com 39 ministérios e 110 mil cargos de confiança o que sem dúvida foram gastos que contribuíram decisivamente para transformar o Brasil em um verdadeiro paraíso gerador de corrupção.

Como o mau exemplo se prolifera muito rapidamente, sobretudo quando provém de altas autoridades, facilmente se enraizou nas esferas das empresas estatais, empreiteiras e parte do Congresso Nacional deixando o país totalmente vulnerável a crises sem precedentes como esta que a cada dia se afunda mais.

Enquanto isso, o Palácio do Planalto acusa a oposição de tramar um golpe contra a presidenta caso ela venha a perder o mandato.

Se as contas do ano de 2014 forem reprovadas pelo Tribunal de Contas da União como tudo indica, não restará ao congresso outra alternativa a não ser a abertura de um processo de impeachment.

Se isso vier realmente a acontecer ficará a pergunta para o leitor:

Quem perpetrou o golpe, quem errou na prestação das contas, o TCU que rejeitou as contas ou a oposição?

De qualquer forma o governo da presidenta Dilma ficará para o julgamento da posteridade porque se entra para a história de duas maneiras.

Pela grandeza ou pela torpeza das ações.

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