Ser advogado, por Paulo Guerreiro

Por Paulo Guerreiro

Ser advogado

Hoje no dia do advogado, quero agradecer primeiramente a deus, a meus pais, a minha família e a todos que confiaram e confiam em meu trabalho, procurando-me para defender seus interesses e direitos, aos quais não os chamo de clientes e sim de amigos.

Ser advogado é pautar toda a sua vida, tanto profissional como pessoal, por regras de lisura e honestidade.

Assim em toda profissão tem que existir um mínimo de moralidade, sem a qual o seu exercício não poderá ser realizado, como bem fala Dom Quixote de La Mancha, personagem do escritor Cervantes “até mesmo entre os ladrões”.

A honestidade é uma virtude que tem que existir em todas as profissões, mas, é na advocacia que ela tem que ser absoluta, sendo indispensável, por tratarmos com o patrimônio e a liberdade das pessoas.

Como uma vez disse o saudoso e ilustre advogado e jornalista, Plínio Barreto, frase esta que como disse outro colega, Dr. João Guerreiro, deveria vir anexada ao diploma e ao juramento profissional: “se o amor da riqueza é, no advogado, maior que o amor da honra, troque de profissão. Procure outra em que, para chegar à riqueza, não seja estranhável que abandone a honra”.

Desse modo, entre outras palavras, como diz um colega, se o advogado está sentindo dificuldade de continuar levando uma vida digna é aconselhável que se dedique a outra atividade (se é que existe alguma em que a dignidade possa ser deixada de lado).

O grande filosofo, Voltarie afirmou que “o grau mais elevado de perversidade, é quando a justiça serve a injustiça” . O advogado deve ser aquele que no direito deve zelar para que a injustiça não seja praticada pela justiça.

Nós como advogados, somos humanos, temos todos os sentimentos como qualquer outra pessoa, temos nossos problemas familiares, amorosos e financeiros, mas, à estes se somam os dos nossos clientes, aos quais ao tomarmos sua responsabilidade, não devemos deixar de lado, ou melhor, não conseguimos deixar de conviver quase em todos os instantes de nossas vidas, até mesmo quando não estamos nos nossos lugares de trabalho, levando-os, inclusive, para a o nosso lar, e, com eles deitamos e dormimos.

No dia a dia, no exercício de nossa profissão, enfrentamos dificuldades que muitas vezes não são compreendidas ou aceitas pelos clientes, como uma justiça lenta em concretizar diversas ações, despreparada estruturalmente, pois faltam juízes em diversas comarcas e serventuários (e aqui, no caso específico de Maragogipe, quero prestar minha homenagem aos serventuários do fórum, estes sobrecarregados, pois trabalham para superar a falta de elemento humano necessário para atender a demanda, ao ministério público, Dra. Neide Reimão que busca atender a população dentro dos seus limites e obrigações, até mesmo em alguns casos, os ultrapassando, e, principalmente, aos juízes que servem nossa comarca, Dra. Camila Santana e Dr. Gustavo Telles, respectivamente, juízes das comarcas de são felix e de cachoeira, que apesar de substitutos e somente tendo condição de virem uma vez por semana a Maragogipe, não medem esforços a cumprir o papel de magistrado com dedicação e presteza), contudo, não podemos deixar de lutar em defesa dos interesses desses clientes, mesmo com o desgaste emocional que sofremos, seja, alguns momentos, difícil de suportar.

E, assim, neste dia, quero saudar todos os meus colegas de profissão, aos magistrados, reafirmando meu compromisso de buscar exercer a minha advocacia com lisura, ética, dignidade e responsabilidade, por acreditar que somente com estes requisitos o advogado pode servir a justiça e aos seus clientes aos quais peço a deus que possa, vencedor ou derrotado, sempre dar aos mesmos o melhor de mim na defesa dos seus interesses. Que o grande arquiteto do universo nos ilumine sempre.

Paulo Vicente Guerreiro Peixoto.
OAB.BA. 6752.

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