Associação de trabalhadores pede intermediação da Setre com Estaleiro Paraguaçu


A Associação dos Trabalhadores de Maragogipe, São Roque do Paraguaçu e região, liderada pelo presidente Alfredo Bomfim Tourinho, esteve na quinta-feira, dia 3 de setembro, na Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) para solicitar do secretário Álvaro Gomes que faça a intermediação da comunidade junto a Enseada Indústria Naval S/A, que está investindo R$ 2,7 bilhões para construção do Estaleiro Paraguaçu.

Segundo os trabalhadores, a empresa responsável pelo empreendimento mantinha – antes da paralisação das obras – um acordo de responsabilidade social com a comunidade. Agora, que se especula a retomada do empreendimento e ressurge a possibilidade de novas contratações para as obras, as lideranças pretendem que o acordo seja mantido em beneficio da região.

Contatos
Atento ao pleito, o secretário prometeu manter contatos com o diretor de Pessoas, Planejamento, Governança e Tecnologia da Informação, Ricardo Lyra que, em março passado, esteve em audiência na Setre, quando expôs a grave situação do empreendimento. A Setre se colocou na luta pela retomada do Estaleiro Paraguaçu, uma vez que o impacto da paralisação nas obras foi muito ruim para a Bahia “que tem no empreendimento um dos seus principais vetores de crescimento nos próximos anos”,

Realidade
A Enseada é uma empresa brasileira, com governança e gestão próprias, que tem como clientes a Sete Brasil (fabricação de seis sondas de perfuração para o pré-sal) e a Petrobras (conversão, no Rio de Janeiro, de quatro navios VLCCs em FPSOs).

Com a operação “Lava Jato”, que investiga desvios de recursos na estatal brasileira, a Sete Brasil - que tem a participação da Petrobrás e mais seis controladores entre bancos e fundos de pensão – está sem fazer os devidos repasses à indústria naval baiana que, quando entrar em operação regular, terá 3,5 mil empregos permanentes.

Para construção do moderno estaleiro em Maragogipe, denominado Estaleiro Paraguaçu, a Enseada Indústria Naval S.A. contratou, em 2012, uma empresa que manteve por meses mais de 3 mil empregados em atividade e já realizou cerca de 82% da construção civil.

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