Aluga-se: A famigerada crise econômica nacional (Danilo Medina)

Por Danilo Medina

Essa semana o texto é sobre um assunto que atormenta a todos em maior ou menor grau, a famigerada crise econômica, economia não é um assunto que costuma fazer parte do cotidiano da população apenas se torna assunto nacional quando em momentos difíceis como o de agora, não sou economista mas me interesso muito pelo assunto a bastante tempo, com base nisso vou tentar descomplicar o máximo possível do assunto com um pouco que eu sei e o que aprendo todos os dias.

Aluga-se!

A primeira pergunta que vem à cabeça das pessoas é, como chegamos nessa situação? A resposta não é tão simples quanto o governo tenta fazer acreditar, vamos voltar um pouco mais no tempo, no final do governo FHC a medida que Lula avançava nas pesquisas e consolidava a primeira vitória eleitoral confirmada na eleição daquele ano os agentes econômicos ficaram sem saber como seria a gestão econômica do governo Lula, dado que ele e seu partido foram ferrenhos críticos das políticas econômicas adotadas desde a implementação do Plano Real em 1993/1994. Antes de tomar posse para acalmar esses agentes econômicos Lula escreveu uma carta pública firmando compromissos com a política econômica iniciada em 1993 por Itamar Franco e que havia avançado até 2002 já com Fernando Henrique. Entre elas: Estabilidade Fiscal (não gastar mais que arrecada), Metas de Inflação (manter inflação controlada até 4,5% ao ano),Câmbio Flutuante (permitir livre variação do preço do dólar) e assim o fez até 2008.

Quando aconteceu a crise nos Estados Unidos em 2008 houve uma mudança na política econômica do governo, era aceitável e até recomendável naquele momento de crise, que o governo gastasse um pouco mais pra combater os efeitos da crise no Brasil e assim foi feito em 2008 e 2009, em 2010 porém o governo deveria começar a retirar esses estímulos gradualmente só que não fez isso, fez justamente o contrário! Era ano eleitoral e o governo Lula no intuito de eleger como sucessora a “Mãe do PAC” Dilma Rousseff,abriu as torneiras da gastança de vez! Resultado, crescimento econômico de 7,5%, com a euforia os agentes econômicos que naquele momento ganhavam muito dinheiro, fecharam os olhos para o exagero cometido pelo governo.

Já no primeiro período Dilma 2011-2014 esperava-se que após a farra do ano eleitoralque houvesse um “freio de arrumação” e ele não veio. Aconteceu o contrário, a Presidenta que “não tem meta mas que dobra quando atinge a meta”, implementou a chamada (Nova Matriz Econômica), foi dado um cavalo de pau na economia! Tudo que vinha sendo implementado a duros custos pela sociedade e vinha entre trancos e barrancos dando certo desde 1990 até 2010:
  • Abertura comercial no governo Collor.
  • Estabilização da moeda com Plano Real no governo Itamar.
  • Controle da inflação, Lei de Responsabilidade Fiscal, câmbio flutuante no governo FHC.
  • Consolidação e expansão das conquistas anteriores, expansão e ampliação dos programas sociais, redução exponencial das desigualdades sociais no governo Lula.

Foram jogados pra cima, mais de 20 anos de avanços econômicos, contestados e postos de lado pela “genialidade” da Presidenta Dilma, a mesma que agora quer estocar vento, pondo em risco todos os benefícios e avanços sociais possibilitados pelos avanços econômicos de duas décadas.

Essa “Nova Matriz Econômica” é a seguinte: gastar mais que arrecada pra forçar maior crescimento econômico, redução do juros pra aumentar os investimentos e ainda manter o Dólar baixo pra aumentar o poder de compra do Real. Não parece coisa de gênio? Faltou combinar com os russos. Gastando cada vez mais que arrecadava Dilma levou o país ao ridículo de ter suas notas de créditos rebaixadas, as contas públicas para as páginas de humor com apelidos jocosos, maquiadas, contabilidade criativa, pedaladas fiscais e outros, por fim culminou com a rejeição das contas no julgamento do Tribunal de Contas da União, que desnudou e desbaratou uma farsa que enganou parte significativa da população mas não os agentes econômicos e os competentes auditores do TCU, a manutenção dos juros baixos de forma artificial não trouxe o aumento do investimento esperado por parte dos empresários, pois esses não são tolos pra acreditar em contos de fada e a manutenção do dólar baixo fez com que os brasileiros fossem gastar em Nova Iorque, Disney, Paris, Londres e em outras cidades mundo a fora, diminuindo ainda mais a demanda interna por produtos e serviços.

Resultado da “genial” Nova Matriz Econômica da Presidenta Dilma, “Mãe da Ilusão”, queda gradual do crescimento desde 2011 até atingir zero em 2014, rombo nunca antes visto nas contas públicas, explosão da inflação perto de assustadores 10%, dólar rondando perigosamente os R$ 4,00, endividamento brutal das famílias,das quais,metade não conseguem se quer pagar suas dívidas, cortes em programas sociais e desemprego galopante.Diante deste cenário de Filme de Terror e com as torneiras secas sem dinheiro pra continuar “pedalando” e mantendo a “Nova Pirâmide Econômica” de pé, 2015 tornou-se um ano sombrio, como num Trem Fantasma onde a cada curva nos deparamos com um susto horripilante e um tombo de 3% na economia nos esperando logo ali, na próxima curva, luz no fim do túnel? Ainda não consegue-se ver. 2016? Improvável. 2017? Pode ser.

Em meio a tantas dificuldades surge uma loja em todo Brasil chamada, Aluga-se, essa sim a única que vejo por novas placas em todas as cidades do país e vem crescendo de forma assustadora.

Danilo Medina
danilomedinasd77@gmail.com

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