Uma prece aos irmãos desencarnados e um relato de vida (Por Paulo Guerreiro)

Por Paulo Vicente Guerreiro Peixoto

Minha prece aos irmãos desencarnados.

Hoje, como faço todos os dias, quero meu Deus, pedir por todos os irmãos desencarnados.

Que eles possam ser amparados pelos Espíritos de Luz e que, arrependam-se dos seus pecados.

Que possam beber da fonte da água purificada e que, tocados pelo Vosso amor, possam receber o Vosso perdão.

Quero Te pedir Senhor, por nossos entes queridos que se encontraram no Oriente Eterno, pelos nossos pais, pelos nossos tios e primos, que eles possam enxergar a Luz da Verdade.

Quero rogar pelos nossos colegas e amigos que já nos deixaram, que eles aceitem a Vossa Palavra e tenham a certeza de que somente um véu nos separa e, que, um dia, nos encontraremos de novo.

Meu DEUS, ofereço minhas orações finais àqueles que se dizem nossos inimigos, que eles perdoem as falhas que acaso tenhamos cometido e que não se espelhem nos nossos exemplos, mas, em tudo quanto ensina o Teu Evangelho e a Bíblia Sagrada.

Finalmente meu Pai, Grande Arquiteto Do Universo, queremos Te agradecer e rogar pelo Teu perdão para mim e todos meus Irmãos, pelas falhas cometidas, pelas injúrias e injustiças praticadas, pela falta de amor e paciência muitas vezes, por ter Te ofendido e esquecido em alguns momentos da nossa caminhada, pois, jamais poderíamos duvidar que sempre Estás ao nosso lado.

Agradecer a Nossa Senhora rogando que Ela nos cubra e proteja com seu Manto Sagrado, aos nossos Anjos da Guarda por livrar-nós de todas as tentações e aos Espíritos de Luz por se fazerem presentes nas nossas vidas hoje e sempre.

Atendes aos meus pedidos Senhor.

Um relato de vida

Por Paulo Vicente Guerreiro Peixoto.

Hoje fiz algo diferente, que para muitos, talvez, seja encarado como um ato de loucura ou de quem nada tem para fazer.

Hoje, às 05:30 acordei, e, depois de minhas preces, me dirigi ao Cemitério aqui de Maragogipe, onde se encontram sepultados vários entes queridos, inclusive, meu saudoso pai, amigos e desconhecidos.

Mesmo sabendo que ali, naquele local, só existe a matéria, pois a alma, o espírito, já se encontra no Oriente Eternos, resolvi passear por entre as carreiras, mausoléus e túmulos, não censurem a palavra, não tenho outro verbo para me expressar.

Comecei o passeio pelo mausoléu do meu pai Vicente Dessa Peixoto e pude por alguns instantes conversar com ele, deixei meu coração falar. Não pensem vocês que foi um monólogo, pois, pude sentir no meu coração, no silêncio, as suas respostas.

Ai passei a peregrinar rezando o Pai Nosso e a Ave Maria, começando a cantar bem baixinho duas músicas, as revezando, que da minha mente se fizeram brotar: A Oração de São Francisco e Quanta Luz.

O passeio durou mais de uma hora, onde pude matar a saudade de amigos de meus pais, de pessoas que de alguma forma participaram de minha infância e vida adulta. Foi de uma saudade e de uma alegria difícil de definir com palavras.

Confesso a vocês que sai do Cemitério mais leve, com o espírito em paz e, mesmo com os olhos lacrimejados, não pela tristeza, mas, pela saudade, agradecendo a DEUS por aquele momento.

Para mim ficou uma lição.

As pessoas podem até morrer para vida terrena, mas, podem continuarem vivas para e nos nossos corações.

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