Nota pública do deputado Bebeto Galvão (PSB) sobre o impeachment

Bebeto Galvão, deputado federal pelo PSB da Bahia e membro da comissão especial do impeachment na Câmara Federal

Diante da série de especulações a respeito da eleição da comissão especial da Câmara Federal que analisará o processo de impeachment movido contra a presidente Dilma Rousseff, o deputado federal Bebeto Galvão (PSB), membro da comissão, vem a público prestar alguns esclarecimentos a respeito da sua posição política e do seu partido sobre o tema.

“Conforme anunciado, foi estabelecida uma disputa interna no plenário, prevista regimentalmente, entre duas chapas, para a criação da comissão, uma indicada pelos líderes de bancadas e outra construída de maneira independente. E pelas circunstâncias eleitorais, naquele momento, o PSB decidiu coletivamente se inscrever na chamada chapa alternativa, que venceu o pleito. De início, afirmo veementemente que essa inscrição não significou e não deve ser interpretada como um compromisso político antecipado de votar a favor ou contra o impeachment.

Muitas especulações têm sido ventiladas afirmando que esta chapa alternativa é predominantemente formada por parlamentares favoráveis ao impeachment da presidente da República. Mas essa não representa a veracidade dos fatos e a motivação da nossa inscrição.

A decisão do meu partido ainda não foi tomada. O fato de o PSB concorrer na chapa alternativa não significa dizer que houve um compromisso antecipado para nosso partido votar pelo afastamento da presidente. Nós somos um partido INDEPENDENTE, não somos da base do governo, mas também não somos conduzidos pela bancada de oposição. Nesse sentido, o PSB se sente confortável para afirmar que ainda não se decidiu sobre o processo. E esta decisão ocorrerá de maneira democrática, da mesma forma quando a bancada elegeu, no voto, os quatro nomes para compor a comissão, assim como no momento em que decidiu, também no voto, que disputaria a eleição na Chapa alternativa. Reitero que a circunstância eleitoral interna na Câmara não está, nem de longe, associada a qualquer acordo político sobre nossa posição em torno do impeachment.

Nós iremos manter a tradição do PSB de tomar decisões de maneira coletiva, priorizando o compromisso com o país e com a sociedade, de maneira transparente. Entendemos que os fatos revelados não devem antecipadamente gerar culpa e podemos garantir com todo compromisso e responsabilidade que a posição do nosso partido será certamente em defesa do Brasil e dos brasileiros, e dos fundamentos democráticos, inclusive a lei. Por fim repito: Nós representamos uma independência programática crítica, em defesa do país, por isso somos legitimados a decidir sobre o pedido de impeachment de maneira séria e responsável e não conduzidos por sentimentos menores.”

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