O estaleiro não pode parar: ALBA lança Carta em defesa do projeto da Bahia


A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), por meio da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, presidida pelo deputado Hildécio Meireles, elaborou a “Carta da Bahia em defesa da retomada imediata das atividades da Enseada Indústria Naval”, em Maragogipe. O documento, assinado por todos os 63 parlamentares baianos, foi protocolado na Casa Civil da Presidência da República no dia 17 de novembro. Nos próximos dias, a Carta será entregue ao governador da Bahia, Rui Costa, e ao presidente da Petrobras, Aldemir Bendine.

A decisão de lançar o manifesto foi tomada em 24 de setembro, durante a 48ª Sessão Especial cuja pauta principal foi a cobrança de respostas sobre as obras paralisadas com 82% de conclusão do estaleiro da Enseada. O encontro contou com a participação de deputados, além do prefeito de Jaguaripe, Heráclito Rocha Arandas, e de vereadores de Salinas da Margarida e Maragogipe. O Governo do Estado, desde quando era liderado por Jaques Wagner, tem feito esforços para a continuidade das atividades da Enseada, considerado o “projeto da Bahia”.

De acordo com o deputado Hildécio Meireles, a situação na região é de estarrecer e é necessário que a bancada estadual baiana una esforços para a superação do atual quadro. “Enquanto representantes do povo não podemos cruzar os braços para situações como esta. Portanto, a carta surgiu como compromisso da Assembleia Legislativa da Bahia, casa criada com o princípio maior de defender o cidadão baiano, para dar continuidade a esta luta”, garantiu.

Em novembro de 2014 a Enseada foi abatida por uma forte crise de liquidez que já acumula uma frustração de caixa da ordem de R$ 2 bilhões. Entre novembro de 2014 e outubro de 2015, a empresa precisou demitir mais de 10 mil integrantes, sendo 5.054 somente na Bahia, e suspender suas atividades de implantação e construção de seis navios sonda para o cliente Sete Brasil. “Fomos obrigados a paralisar as obras do estaleiro com R$ 2,7 bilhões já investidos, de um total de R$ 3,2 bilhões. Hoje, se a pleno vapor estivesse, o empreendimento estaria gerando no estado 5.398 empregos diretos para as comunidades do entorno”, afirmou Humberto Rangel, diretor de Relações Institucionais do estaleiro.

A Enseada tem hoje na Bahia apenas 170 integrantes. Ao longo de suas atividades, o estaleiro acumulou 1,7 milhão de homem/hora trabalhadas e 2,6 mil toneladas de aço processadas, demonstrando alta performance industrial num estaleiro considerado estado da arte em construção naval no mundo.

Fonte: Navegando Juntos

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