O racismo dificilmente deixará de existir, mas é preciso combater (Por Aldo Sampaio)

Por Aldo Sampaio

Todos sabem que o racismo sempre existiu e dificilmente deixará de existir, porém nos últimos anos o povo negro do Brasil vem enfrentando uma repugnante campanha de difamação e perseguição, arquitetada nas redes sociais com frases ofensivas antes, a população simples e humilde e agora estendeu-se e passou a atingir pessoas famosas como o goleiro do Santos, uma repórter de televisão, duas atrizes e mais acentuado ficou numa recente música interpretada por Bell Marques "cabelo de chapinha"

A música atinge a mulher negra, pois é de cunho racista e mais racista ainda foram às declarações do cantor ao afirmar: "muito boa essa forma gentil que o compositor encontrou para enaltecer sua amada e que deveríamos aplaudir".

"Essa música pode contribuir para violência doméstica", declara a Ouvidora Geral da Defensoria Pública Dra. Vilma Reis.

Os constrangimentos foram de tal forma que a Presidente da comissão Especial de Igualdade Racial da OAB-BA explicou que qualquer mulher negra que tenha se sentido ofendida pela letra pode fazer um boletim de ocorrência ou dar entrada no Ministério Público e posteriormente, acompanhar o processo criminal e cível.

Essa situação é sem dúvida fruto de uma mentalidade que aflorou e criou raízes na consciência de pessoas preconceituosas e sem caráter formando que se prevalecem de uma lei tímida contra o racismo que não dar segurança sem proteção aos ofendidos.

Essas pessoas que nutrem em suas mentes a ideia de perpetuar-se na manutenção de suas ofensas e humilhações aos negros, é porque ainda vivemos numa sociedade onde predomina a ignorância e as formas mais espúrias de convivência com o ser humano.

Ao cantor Bel Marques que revela de modo explícito seu sentimento de desapreço, indiferença e desrespeito aos negros, fica o registro neste comentário de repúdio e indignação daqueles que não se deixam contaminar pelo vírus do racismo.

Acreditamos que as autoridades devem intervir corretamente e utilizar-se de todos os recursos para dar um basta e atender aos reclamos da comunidade negra, pobre, excluída, mas esperançosa.

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