"Não podemos tocar por uma questão política e pessoal", diz Marivaldo Santos do Grupo Samba de Kitanda

Marivaldo Santos, compositor e representante da Banda Samba de Kitanda.

Quero dizer a toda população maragogipana que mais uma vez, o grupo Samba de Kitanda fica fora da programação do Carnaval, o qual eu contribui com o título de Carnaval Imaterial do Estado da Bahia.

Fico triste porque nós contribuímos e não podemos tocar por uma questão política e pessoal, pois tive a opção de votar em outro candidato. Maragogipe me parece que está no tempo do cativeiro, você não pode ter sua liberdade de ir e vir, você não pode ter o direito de opinar por um candidato que você gostou, que você considera e que você acredita que vai ser um bom gestor e ser o futuro de Maragogipe. Então, mais uma vez nós ficamos de fora. 

Também quero salientar que existe muita falta de respeito no Festival de Marchinhas. Em 2014, fui campeão mais uma vez, pela terceira vez consecutiva (2012, 2013 e 2014), mas eu tive que viajar para Salvador, para ficar me humilhando ao pessoal do IPHAN para poder receber R$ 3.600,00, que na verdade foi colocado em nossas mãos, um cheque simbólico.

Mas quando nós falamos, algumas pessoas não entendem o que é direito, pensa que nós estamos esculhambando. Esculhambar é  censurar de maneira ofensiva, rude é difamar. E eu estou dizendo que como artista, colaborador da cultura de Maragogipe, ficarei mais uma vez fora do Carnaval. 

Porém, agradeço ao prefeito ACM Neto e ao secretário Jorge Portugal, pois estão dando oportunidade aos artistas maragogipanos sem discriminação, inclusive, no ano passado, tocamos com pagamento adiantado e este ano, provavelmente, iremos tocar novamente em Salvador.

Não tenho nada contra prefeita nem contra político nenhum. Eu simplesmente espero que nós que votamos, demos crédito a um candidato que analise o que ele fez nestes três anos para ver se merece outro voto de confiança e/ou aos pré-candidatos, que analise a sua trajetória, a sua história.

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