O povo não aguenta mais (Por Aldo Sampaio)

Por Aldo Sampaio

É fato indiscutível, que os protestos que vem ocorrendo nos últimos dias em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte contra os aumentos nas passagens dos transportes coletivos e com tendência a se espalhar muito em breve pelo país a fora, começa a aflorar no meio da população que aflita, busca a mobilização popular como único instrumento entre os que querem e procuram uma saída para a crise que já provocou mais de 10 milhões de desempregados, uma inflação acima de 10% e um excessivo aumento nos preços.

O povo por não aguentar mais tanta exploração, resolveu protestar exigindo que se estabeleça um diálogo e se coloque as coisas nos seus devidos lugares, a fim de evitar um mal maior, ou seja, um levante popular.

O governo e a classe empresarial sempre coniventes um com o outro, ao invés de procurar uma saída para essa situação, firmam um conflito entre os que querem e eles que não querem uma negociação pacífica.

Esse posicionamento portanto muda completamente o eixo da questão e desvia para os empresários a intransigência de manter o aumento nos transportes.

Esses protestos vem a demonstrar o alargamento da crise que destroça os lares Brasileiros sempre combatidos pelo autoritarismo e o uso sistemático da violência praticada por policiais como tem sido visto nos últimos dias em São Paulo.

A dignidade e a vontade de viver aponta para o povo que o certo não é acatar a imposição dos exploradores e sim lutar por vida onde não campei a fome e o ultraje do cidadão.

A miséria crescente no pais tem como resposta os aumentos dos gêneros dos transportes, da energia, da água, do desemprego, etc.

Defendemos a luta por direitos, porque entendemos que ela ganha prestígio e respeitabilidade, na medida em que suas bandeiras e aponta para o povo o caminho patriótico e democrático a seguir.

A hora é de dificuldades, mas deve ser enfrentada com coragem e altivez. É preciso lutar contra o que aí está, sem medo, e para que isso ocorra, o caminho é a mobilização popular para contestar nas ruas a política antinacional a que o país está submetido.

Afinal, o que interessa ao povo é um futuro melhor de paz e justiça social.

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