Começam oficinas de produção e conscientização patrimonial em Maragogipe


Durante todo o mês de março o projeto ‘Matizes de um carnaval – Memória e valorização de um povo’ promove oficinas e cursos de técnicas de produção e aperfeiçoamento de máscaras e adereços em Maragogipe, localizada a cerca de 155 km de Salvador. O objetivo é fomentar a produção de artistas e artesãos, dentre outros profissionais que atuam no carnaval da cidade. As inscrições para os próximos cursos ainda estão abertas e podem ser feitas na Casa de Cultura de Maragogipe, na Praça da Matriz.

Com mais de 100 anos de existência, a festividade é conhecida em todo o Brasil por manter influências das máscaras carnavalescas europeias-venezianas e heranças culturais afro-indígenas locais. O projeto conta com apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através do Edital de Patrimônio, gerenciado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). O Carnaval de Maragogipe foi registrado como Patrimônio Imaterial da Bahia em 2009.

PROTEÇÃO – De acordo com o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, a política de editais da SecultBA possibilita que especialistas, estudiosos e a sociedade civil organizada participem efetivamente da proteção dos bens culturais. “Este projeto é um exemplo, ao reunir a população que produz e mantém a tradição centenária de um bem cultural inestimável, possibilitando formação, treinamento e aprimoramento dos serviços e produtos do fazer cultural”, afirma. Até junho, o projeto ‘Matizes de um carnaval’ desenvolve também ações socioeducativas, proporcionando acesso da comunidade à formação cultural, difusão artesanal, geração de renda e auto sustento.

“No próximo dia 11 (março/2016) realizaremos uma oficina sobre Controle de Custos e em seguida uma sobre Economia Criativa”, adianta a proponente Lorena Lima. Para ela, essa oportunidade é muito importante. “Antes da política de editais, não tínhamos essa abertura de realização, principalmente para a cultura do Nordeste”, relata. Lorena adianta que a ideia é ensinar ainda outras técnicas para os artesãos. “Encontramos formas de fazer máscaras com material diferente, mais barato, porém, mantendo a mesma qualidade do produto”, diz.


EXPOSIÇÃO – No final de janeiro foi realizado um seminário de abertura que reuniu mais de 300 pessoas. Participaram professores e profissionais de artesanato, além de representante da gerência de Patrimônio Imaterial (Geima) do IPAC, Jussara Rocha. “O evento teve presença de carnavalescos e artesãos, um público receptivo e atuante”, comenta Jussara.

A previsão é que em junho, aconteça exposição dos produtos. “As peças produzidas ficarão expostas com os artesãos recepcionando visitantes”, finaliza Lorena. Informações com Priscila Mendes (priscilamamendes@gmail.com), e a proponente Lorena Lima (75 98107-2395 e 75 3241-2402). Sobre o Carnaval de Maragogipe e os bens intangíveis via telefone (71) 3116-6741 e endereço geima.ipac@ipac.ba.gov.br. Sobre projetos, na coordenação de Editais do IPAC no telefone (71) 3117-7482.

Fonte: Secult/BA

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