Maragogipe registra oito casos de estupro em 2015, mas... a mulher não deve se calar!

Por Zevaldo Sousa

Em matéria divulgada pelo Correio 24 horas, intitulada "Maetinga, no Centro-Sul, tem maior taxa de estupros da Bahia", encontramos dados sobre o município de Maragogipe. No site, foi disponibilizado "Lista com número de estupros registrados em todos os municípios da Bahia" com informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia.

Em números absolutos, Maragogipe se iguala, em 2015, a outras 11 cidades: Barra do Choça, Itarantim, Livramento de Nossa Senhora, Maetinga (Centro-Sul), Campo Formoso, Jacobina, Ruy Barbosa, Santa Bárbara (Centro-Norte), Ubaitaba (Sul), Vera Cruz (RMS), e Euclides da Cunha (Nordeste). Todas com oito registros.

Mas, não paramos por aí e gostaria de questionar estes números ressaltando outros números. Quando abrimos o site do TJ-Ba nos perdemos na grande quantidade de processos abertos em Maragogipe com conteúdo relativo a violência doméstica e a Lei Maria da Penha. 

Vale ressaltar que o aumento significativo dos números de processos, devido a promulgação da lei e das ações da justiça e dos órgãos púbicos em todo o estado da Bahia, mas mesmo assim, muitas mulheres ainda permanecem em silêncio. A mulher não deve se calar!

Temos certeza que o medo toma conta de muitas mulheres, principalmente, no atual momento da nossa sociedade em que a marginalidade toma conta e a sensação de impunidade só aumenta. 

A violência doméstica e contra as mulheres deveria ser tema de debate constante nas escolas com o intuito de provocar toda essa mocidade no combate a este mal que assola nossa sociedade. 

Aqui vale a pena deixar claro que em toda Bahia há crescimento dos índices como relatado nesta matéria, mas o dever de casa, cada município deve fazer, independente dos órgãos estaduais e federais. 

A Guarda Municipal de Maragogipe, principalmente, as mulheres guerreiras poderia muito bem, ministrar algumas palestras sobre o assunto nas escolas. Assim como, os professores do município devem estar antenados sobre o assunto e sempre que possível devem promover debates em sala de aula. Aliás, toda a sociedade deve estar envolvida neste processo, pois é dentro de casa, que a violência contra a mulher começa.

LIGUE 180
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), realizou, de janeiro a junho de 2015, 364.627 atendimentos, sendo em média de 60.771 ao mês e 2.025 ao dia. Esse quantitativo demonstra que o serviço vem sendo acionado cada vez mais. Se você está sofrendo qualquer tipo de violência. Ligue 180.

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