Fundação Pedro Calmon inicia construção dos Planos Municipais do Livro e Leitura


Na manhã desta segunda (16), representantes de dez municípios baianos se reuniram na sede da Fundação Pedro Calmon/SecultBa para discutir políticas do Livro e Leitura e Bibliotecas. A reunião, conduzida pela diretora do Livro e Leitura da Fundação, Mariângela Nogueira, contou com a presença dos municípios de Itaparica, Vera Cruz, Salinas, Simões Filho, Lauro de Freitas, Cachoeira, Madre de Deus, Maragogipe e São Félix. Na pauta, ações de promoção à leitura e, em especial, a construção dos Planos Municipais de Leitura.

O diretor geral da Fundação, Zulu Araújo iniciou a reunião, apresentando a preocupação com os novos rumos da Cultura, após a extinção do Ministério (MinC) após 31 no Brasil e pontuou o papel da Fundação. “Vivemos um momento em que vemos em risco a continuidade de políticas públicas conquistadas, em especial sobre o livro e leitura então, não vamos superar esta realidade sozinhos. Estamos aqui para dialogar e construir em conjunto este trabalho em prol de um maior índice de leitura na Bahia”, frisou.

O diálogo contou com a participação ativa dos representantes de Educação e Cultura nos municípios, que apresentaram suas realidades locais e ações que vem construindo para melhorar o setor. Para a diretora do livro e Leitura da Fundação, Mariângela Nogueira, a articulação com as cidades é fundamental. “Tem uma variedade de experiências nos municípios que, a partir da identificação das nossas carências e problemas, devem ser construídas juntas, de forma a se ter um plano estadual”, enfatizou. Dentre as experiências, está a de Madre de Deus, relatada pelo diretor do Livro, Leitura e Biblioteca do município, que está em processo de formação de leitores com uma nova unidade. “Trocaremos mobiliário, nosso acervo foi construído e atualizado após consulta com a cidade, fizemos uma Brinquedoteca Pública, que trabalha o brincar e a leitura juntos, formando leitores desde a infância. No Plano – que é pra 10 anos – manteremos o que já está sendo desenvolvido e buscaremos acelerar estas experiências”, disse o bibliotecário, Claudio Silva.

Para o vice-prefeito de Itaparica, Robério Emílio, o Plano é fundamental. “É a melhor estratégia para disseminar a leitura pela população, pois é uma forma de oficializar as diretrizes a serem seguidas, como orçamento, contratações”, enfatizou o vice-prefeito. Já André Reis, secretário de Cultura e Turismo de Cachoeira, pontuou a importância dos parlamentares neste processo. “Precisamos pressionar os deputados baianos, em especial por meio das emendas parlamentares, pois a Leitura, Bibliotecas, o Livro, são os que mais sofrem quando há cortes”, pontuou.

A diretora de Bibliotecas Públicas do Estado, Maria Cristina Santos, também presente à reunião, enfatizou as ações em prol das bibliotecas municipais, reforçando o protagonismo destas unidades diante do estímulo à leitura, em especial, em meio aos jovens. Em outubro, serão realizados encontros com municípios para tratar de Bibliotecas Comunitárias, outra pauta da Diretoria. A diretora do Livro e Leitura, Mariângela Nogueira, firmou compromisso com os representantes municipais. “Nos comprometemos a prestar apoio na construção e criação de possibilidades por esta rede de secretarias aqui presentes, em torno do livro, Leitura e Bibliotecas”, afirmou. A Diretoria entregou a cada representante um Manual de construção do Plano do Livro e Leitura Municipal, a partir do qual será aberto o diálogo mais propositivo por meio da Fundação. Na ocasião também foi apresentado outro projeto da Diretoria – o 3º Concurso de Escritores Escolares, voltado para estudantes do Ensino Fundamental I, II e Médio de todo estado, que terá inscrições abertas ainda este mês.

2 de julho – Alguns dos municípios presentes na reunião, integrarão a Rota da Independência, projeto encabeçado pela Fundação Pedro Calmon, que leva ações culturais para os locais onde se deram batalhas pela independência do Brasil na Bahia, a exemplo das cidades do Recôncavo. A programação proposta para este ano foi apresentada pelo diretor do Centro de Memória da Bahia – unidade da Fundação que coordena o projeto -, Rafael Fontes. A Rota terá início em junho e seguirá até a data magna do estado – o 2 de julho.

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