Uma triste lembrança (Por Aldo Sampaio)

Por Aldo Sampaio

As manchetes de todos os jornais do mundo atestam hoje a situação deprimente e vergonhosa que ENODOA a história política deste país.

É neste contexto que assume a Presidência da República o Sr. Michel Temer. Assume um mandato que não vem honrado pela legitimadora vontade popular, mas de qualquer forma é legitimado pela Constituição e pelo Congresso Nacional.

Sabemos perfeitamente que não era mais possível manter – se à frente dos destinos da Nação uma Presidente que perdeu o respeito, a autoridade, a popularidade, a Governabilidade e autora de crimes de responsabilidade, previsto no art. 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal e art. 86 da Constituição Federal.

Dilma foi acusada de crime com base em atrasos nos repasse de pagamentos a bancos públicos, conhecidos com pedaladas fiscais e também em decretos de suplementação de créditos sem autorização do Congresso.

Não era possível também manter – se na Presidência da Câmara um homem maculado, desonrado, mentiroso que tem a seu crédito uma longa esteira de delitos, corrupto ativo e passivo e mais uma série interminável de ilícitos a exemplo de contas secretas não declaradas no exterior.

Não menos grave também são as afirmações da Presidente de que há um golpe de estado em andamento no país.

O processo de impeachment revela apenas um exercício constitucional e um dever de cidadania.

Portanto, acusar um impeachment de golpe é uma afronta a consciência humana porque assim como ontem, hoje e como sempre será muito difícil ouvir – se levantar uma voz para traduzir o sentimento do povo Brasileiro que é o dos valores das liberdades democráticas e da dignidade do homem de nossa civilização.

Quem como pessoas de um passado não muito distante teve a ventura de assistir a memoráveis campanhas eleitorais com discursos brilhantes proferidos por homens de caráter incontestável, não pode deixar de se entristecer com a repugnante avalanche de mediocridades enveredada na vida política atual que só serve para manchar a nação com a marca selvagem da corrupção que destrói qualquer instituição.

Valia a pena no passado assistir discursos que honravam a vida política dos quais se podia divergir, mas tinha que se render homenagens às posições adotadas por homens ilustres como Antônio Balbino, Josafá Marinho, Tarcilo Vieira, de Melo, Waldir Pires, Ulysses Guimarães e tantos outros que souberam honrar o mandato que receberam.

Hoje o Brasil deixou de produzir estadistas para produzir malfeitores e corruptos.

Dilma se foi sem deixar saudade, apenas uma triste lembrança.

Agora, cabe ao Sr. Michel Temer como mandatário da nação cumprir o seu dever porque o que pretende o povo é cantar a esperança e a fé no dia de amanhã.

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