Filarmônica Terpsícore Popular e grupos populares desfilam no 2 de Julho em Salvador


Um cortejo com sete bandas filarmônicas e três grupos da cultura popular, oriundos de diversas cidades baianas, participa do desfile cívico de 2 de Julho em homenagem à Independência da Bahia, contando com o apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA). Organizado pela Coordenação de Música da Diretoria das Artes (Dirart) da Fundação, o cortejo começa às 9 horas, tendo como ponto de partida o Colégio ICEIA, no Barbalho.

Participam do desfile: Filarmônica Santamarense (Vera Cruz), Filarmônica Terpsícore Popular (Maragogipe), Filarmônica 5 de Março (Muritiba), Filarmônica União Sanfelixta (São Felix), Filarmônica Filhos de Apolo (Santo Amaro), Filarmônica Amantes da Lyra (Santo Antônio de Jesus), Filarmônica Ramos da Oliveira (Santo Amaro) e os grupos populares Rancho do Papagaio (Saubara), Samba de Roda Vovô Pedro (Saubara) e Chegança de O Desfile do 2 de Julho é um evento cívico em comemoração às lutas pela Independência do Brasil, na Bahia, manifestação registrada como Patrimônio Cultural, garantindo a representação de diversas regiões do estado. Na data comemorativa, o cortejo sai às 9 horas do Barbalho, em direção ao Largo do Carmo, Pelourinho. As filarmônicas e os grupos ficam inicialmente dispostos ao longo desse percurso, apresentando seus repertórios para o público, e, em seguida, se integram ao cortejo. As comemorações seguem pela tarde a partir das 14 horas e sai da Praça Municipal, com destino ao Campo Grande.

Atrações:
Sociedade Filarmônica Terpsícore Popular
Fundada em 13 de junho de 1880 pelo Maestro Theodoro Borges da Silva, em Maragogipe, é atualmente regida por Roque Adson Santos de Jesus. Com 136 anos de tradições e glórias alcançadas, possui um corpo musical composto por 42 músicos, todos provenientes de sua escolinha de música. A Terpsícore é tricampeã do estado da Bahia e tetracampeã do Festival de Filarmônica do Recôncavo Baiano, realizado na cidade de São Felix-BA.

Sociedade Filarmônica União Sanfelixta
Instituição filantrópica oriunda de São Felix, fundada em 7 de setembro de 1916. Tem como principal objetivo cultivar e desenvolver a arte lítero-musical na comunidade. A União Sanfelixta mantém uma escola de iniciação musical, onde crianças e jovens da comunidade adquirem conhecimentos artísticos musicais. Regida pelo maestro Amando Nobre, a filarmônica possui um corpo musical com 45 músicos. É campeã do 8º Festival de Filarmônica do Recôncavo e do I Encontro de Filarmônica do Sul.

Filarmônica 5 de Março
A Associação Educacional e Musical 5 de Março foi fundada na cidade de Muritiba, em 5 de março de 1897, e é considerada utilidade pública municipal e estadual, por manter uma escola de música com ensino gratuito e uma banda formada por jovens muritibanos. Seu primeiro regente e maestro foi o músico João Borges dos Santos. A participação na Festa da Paz Universal, por ocasião do final da 2ª Guerra Mundial, as participações nos principais eventos que marcaram a vida política e social de Muritiba e os títulos conquistados nos festivais dos quais participou marcam a história desta filarmônica centenária.

Sociedade Filarmônica Amantes da Lyra
Fundada em 1977, Amantes da Lyra é uma Organização composta por associações cívicas e sociais do estado da Bahia. Sediada em Santo Antônio de Jesus, sempre teve uma atuação marcante nos principais eventos e solenidades realizados na cidade e região. Tem o reconhecimento popular não só pelo amor à música e à cultura regional, mas também pelo seu papel de capacitação profissional de jovens músicos. Em 2012 a filarmônica promoveu a gravação do CD Memória dos Amantes, com choros compostos por Silvino Baptista dos Santos, um dos seus mestres mais importantes.

Sociedade Filarmônica Filhos de Apolo
Com um nome que homenageia o Deus grego Apolo, Deus do sol e considerado Deus da música, da poesia e divino padroeiro das artes, Filhos de Apolo substituiu as primeiras filarmônicas da cidade de Santo Amaro. Sua fundação é datada de 5 de setembro de 1897 e logo após já contava com vários adeptos. Seu primeiro regente pertenceu ao 16º Batalhão de Caçadores (nome até então desconhecido), acredita-se que fora sucedido pelo músico Luiz Rocha, depois por João Baraúna e Egydio de Souza Braga.

Filarmônica Lyra Santamarense
Considerada um importante patrimônio cultural da Bahia, a Filarmônica Lyra Santamarense foi fundada em 20 de abril de 1936, em Vera Cruz, no distrito de Jiribatuba. Possui um corpo musical formado por 50 músicos e mantém um escolinha de música com ensino gratuito para cerca de 80 alunos. Seu maestro é Josias de Souza Monteiro, que iniciou sua formação musical na própria filarmônica.

Filarmônica Ramos da Oliveira
“Porque Juntos Somos Mais Fortes”, esse é o lema utilizado pela filarmônica que tem apenas quatro anos de existência. Com 22 componentes, já participou de vários encontros em outros municípios vizinhos. Oferecem aulas de música para crianças e adolescentes além de oficinas de teatro e flauta doce. A Ramos da Oliveira está integrada à sociedade espírita Renascer, de Oliveira dos Campinhos, distrito de Santo Amaro.

Rancho do Papagaio
Manifestação popular de Saubara, o Rancho do Papagaio é uma roda de samba, e nela é chamado o papagaio. Quando ele entra na roda, um caçador vê e quer matar o papagaio. A população acusa o caçador e o papagaio cai no chão. Esse, que não é morto pelo caçador é convidado a se levantar e entrar novamente na roda, assim começando um samba de retirada do papagaio.

Samba de Vovô Pedro
Fundado em 28 de setembro de 2011 em Saubara, por Mestre Pedro e alguns amigos sambadores, o grupo surgiu a partir de uma brincadeira em família e é formado por sambadores antigos da região. Com 28 componentes, o Samba de Vovô Pedro acrescenta mais dinamismo no cenário musical do Recôncavo, tocando samba chula e samba corrido. Vovô Pedro, mestre responsável pelo grupo, participou efetivamente no processo do reconhecimento do Samba de Roda ocorrido entre 2004 e 2005 e foi membro do grupo Samba das Raparigas durante muito tempo, também foi um dos mestres premiados pela Associação de Sambadores e Sambadeiras da Bahia em 2014 e teve sua mini biografia publicada no Catálogo Sambadores e Sambadeiras.

Chegança de Mouros Barca Nova
A chegança ou marujada é a encenação, cantada em verso e prosa, de uma luta dentro de uma embarcação. A Chegança de Mouros Barca Nova é uma manifestação popular com mais de cem anos de existência, a história da luta nesta chegança é entre mouros (os turcos) e os marujos portugueses. O motivo da luta: a barca portuguesa invadiu por acidente as águas da Turquia e isso ocasionou a guerra. O pandeiro é o único instrumento utilizado para dá ritmo e som, e o texto ora é falado como no teatro ora é cantado. Música, falas, dança e teatro são alguns dos ingredientes que dão vida a esta expressão tradicional. A apresentação leva o público ao imaginário das navegações coloniais dos séculos XV, XVI e XVII.

Programação:
Manhã | Saída ICEIA (Barbalho), 9h
Parada: Soledade
Filarmônica Ramos da Oliveira
Rancho do Papagaio

Parada: IFBA (Barbalho)
Filarmônica Terpsícore Popular
Filarmônica Lyra Santamarense

Parada: Quitandinha do Capim
Filarmônica Filhos de Apolo
Filarmônica União Sanfelixta

Parada: Cruz do Pascoal (Santo Antônio Além do Carmo)
Filarmônica 5 de Março
Chegança de Mouros Barca Nova (masculina)

Parada: Largo do Carmo
Filarmônica Amantes de Lyra
Samba de Roda Vovô Pedro

Tarde | Saída: Praça Municipal, 14h
Parada: Praça Castro Alves
Filarmônica Filhos de Apolo
Filarmônica Amantes da Lyra

Parada: São Bento
Filarmônica União Sanfelixta

Parada: Piedade
Filarmônica Ramos da Oliveira
Filarmônica Lyra Santamarense

Parada: Mercês
Filarmônica 5 de Março

Parada: Igreja do Rosário (Av. 7 de setembro)
Filarmônica Terpsícore Popular

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