Empreendedorismo para mulheres negras em Maragogipe é destaque no Julho das Pretas


A Associação do Quilombo do Tororó, que tem sua sede no bairro de São Tomé de Paripe, em Salvador, foi contemplada na tarde de ontem (21) com uma mesa temática e oficina da Década Afrodescendente sobre Empreendedorismo para Mulheres Negras. A formação faz parte das ativações que marcam a passagem do ‘Julho das Pretas’, e foi realizada pelas Secretarias Estaduais de Políticas para as Mulheres (SPM-BA); de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

A mesa de abertura do evento foi composta pela assessora técnica da SPM-BA, Katia Santos, na ocasião representando a Secretária de Políticas para as Mulheres, Olívia Santana; a chefa de gabinete da Sepromi, Fabya Reis; a Yalorixá e vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Mãe Jaciara; a estudante de Serviço Social, Denise Santos e a quilombola e pescadora, Maria de Fátima, representando a Associação das Marisqueiras do Espaço Quilombo e a Comissão dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPECT).

O debate também contou com a participação de representantes de diversos órgãos que dialogam com a perspectiva de empreendendorismo, fomentada na oficina. Dentre eles, as Secretarias da Cultura (Secult), do Planejamento (Seplan) e de Desenvolvimento Rural (SDR), além da Desenbahia, Bahiapesca, Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb) e Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Os organismos trouxeram propostas para melhorias no trabalho e beneficiamento dos produtos produzidos pelas mulheres da associação.

Durante sua fala, Katia Santos explicou por que a Secretária Olívia a direcionou para participar do evento. A assessora contou sobre a sua origem quilombola e sobre sua experiência com as marisqueiras de Maragogipe, no projeto ‘Vovó do Mangue’, promovido pela SPM-BA, e que essa vivência lhe aproxima das mulheres do Quilombo do Tororó. Katia ressaltou ainda que “o que empodera as mulheres é o conhecimento e o poder que a independência financeira proporciona, mas não tem como falar de autonomia sem abordar o enfrentamento à violência contra as mulheres”, enfatizando todas as outras questões que as mulheres do quilombo enfrentam.

Fonte: Ascom SPM-BA

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