Enseada entrega certificados a professores em comunidade quilombola do Vale do Iguape


Foi realizada nesta quarta-feira (16) a última entrega de certificados a 15 professores que participaram do processo de Formação Continuada para Educadores – projeto promovido pela Enseada Indústria Naval, em parceria com as comunidades e prefeitura. A cerimônia aconteceu na Escola de 1º grau São Francisco do Paraguaçu, no quilombo de São Francisco do Paraguaçu, em Cachoeira, e contou com a presença do secretário de Educação do município, Alexsandro Rocha.

O curso de Formação Continuada contemplou no total 50 professores das escolas de 1º Grau São Francisco do Paraguaçu, Clodoaldo Brito (Cairu, Salinas da Margarida), Mario Gordilho Pedreira (São Roque do Paraguaçu, Maragogipe) e da Cooperativa Educacional de Salinas da Margarida – COOPESAL. Com isso, cerca de 900 alunos serão beneficiados diretamente.

A escola de São Francisco do Paraguaçu atende a crianças e adolescentes do 5º ao 9º ano, e, de acordo com a diretora da unidade, Edilma Maria, o projeto chegou em boa hora. “Percebíamos que faltava um estímulo a mais, algo que nos motivasse a conquistar melhores resultados. Apostei na iniciativa e não me enganei”, comentou.

Segundo a gestora, a turma de 15 docentes já começa a desenvolver um projeto-piloto destinado aos alunos com mais dificuldade de aprendizagem, baseado nos ensinamentos adquiridos com a ação da Enseada. “Dos 133 alunos, temos alguns que já deveriam estar no ensino médio. Muitos precisam trabalhar desde cedo para ajudar suas famílias, e o resultado negativo na escola é uma triste consequência. Depois desta capacitação, estamos repensando a nossa metodologia para ajudar no avanço escolar desses estudantes. Eles serão o foco do nosso projeto”, explicou.

A analista de Responsabilidade Social da Enseada, Morgana Andrade, que tem formação na área de Coaching, revelou o quanto foi desafiadora a experiência de treinar essa nova turma. “Eles me contagiaram desde o início. Tivemos sete encontros, um a cada mês, com duração de três horas cada. Percebi que eles realmente precisavam de um estímulo para voltar a sonhar, e a fazer o que gostam com mais ânimo, confiança e entusiasmo. Estavam muito desmotivados. Acredito que o nosso projeto deu muito certo por aqui”, revelou.

Uma das professoras mais satisfeitas com a iniciativa, Rita de Cássia lembrou que no início não sabia ao certo se valeria a pena participar. “Tive um pouco de resistência, mas logo passou. Quando descobri e entendi que minha autoestima precisava ser estimulada, me joguei de cabeça nos ensinamentos. Hoje sou outra pessoa. Mais forte, renovada, com vontade de superar os meus limites. E isso vai ter reflexo direto na relação com os meus alunos, com a minha família. Em 2017, queremos uma nova capacitação”, argumentou.

Fonte: Navegando Juntos

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