Opinião do Leitor: Onde está o sabiá? (Por Cidineia Barbosa)

Por Cidineia Barbosa
ONDE ESTÁ O SABIÁ?

“Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá.”
(Gonçalves Dias no poema Canção do Exílio)

Sabiá cantou... Cantou aos quatro cantos da cidade saudando a liberdade e a alegria de um povo!
Sabiá cantou... Aos quatro cantos da cidade a força de um povo que trazia em suas veias expectativas e desejos sociais!
Sabiá cantou... Aos quatro cantos da cidade um futuro promissor para nossos jovens!
Sabiá cantou... A valorização sociocultural do nosso povo!
Sabiá cantou... Ao ver o colorido que cobria as casas dos munícipes; as luzes iluminando os caminhos, os sorrisos estampados nas faces!
Sabiá cantou... Ao sobrevoar no céu azul anil e enxergar os idosos sentados nas portas e pracinhas contando histórias e casos!
Sabiá cantou... Ao ver os namorados cortejando-se, passeando pela cidade de mãos dadas!
Sabiá cantou... Ao ver a criança correndo, o sol se escondendo preparando um novo amanhecer.
Sabiá cantou... Ao ver o pescador arrumar sua rede, preparar sua canoa, descer mar afora, e na manhã seguinte retornar dizendo: A pescaria foi boa!
Onde?! Onde está o sabiá?!
O sabiá calou-se! Adormeceu! Entristeceu!
O sabiá que cantava a alegria de um povo silenciou...!
Onde?! Onde está o sabiá?!
Nos gritos presos nas gargantas dos verdadeiros herdeiros desta maravilhosa terra, que sofre pelas desigualdades sociais.
Nos olhos das nossas crianças que são confinadas nos seus espaços, sem liberdade para sentar na pracinha tomar um sorvete; brincar de pega-pega; de esconde-esconde; brincadeiras de roda, etc
Nos lábios dos nossos jovens que angustiados pela desvalorização têm que ganhar asas, abandonar sua terra de origem e galgar novos horizontes;
Nas mãos dos trabalhadores que com um fio de esperança leva consigo a certeza que amanhã será melhor.
Onde?! Onde está o sabiá?!

REFLEXÃO: Se a população não despertar teremos a DEMOCRACIA como um argumento para fins políticos (Processo eleitoral) e o CORONELISMO como uma arma relevante nas mãos das lideranças.

Por Cidineia Barbosa

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