Paralisação Nacional tem adesão de vários segmentos; Setores públicos vão parar em Maragogipe


Trabalhadores de todo o Brasil se preparam para o Dia Nacional de Greve e Paralisações, nesta sexta-feira, dia 11 de novembro. Os protestos são em defesa dos direitos sociais e trabalhistas e, sobretudo, contra a reforma da Previdência e a PEC 241/55 - que congela por 20 anos os investimentos em saúde, educação e assistência. Estão destacadas as participações dos Comerciários, Vigilantes, Bancários, Professores, Funcionários Públicos, Rodoviários, Estudantes, Servidores da UFBa e Policiais Civis.

Segundo os representantes destas categorias: "A proposta coloca em risco os programas sociais que tiraram mais de 30 milhões da extrema pobreza desde 2003 e também inibe o aumento real do salário mínimo, referência para mais de 48 milhões de pessoas no país. Diante das ameaças, ao trabalhador só resta tomar as ruas e reagir.

Maragogipe
Em Maragogipe, os servidores públicos aderiram a greve nacional, a representante da APMM e da APLB em Maragogipe - Lilian Denise comunicou a adesão da categoria de professores na Greve Nacional e o representante do SIFUPREMA em Maragogipe - Mário de Dezinho reafirma em todos os setores públicos. 

Salvador
Em Salvador, acontecem diversas manifestações. Os bancários paralisam as atividades até 12h. Outras categorias também estão no movimento. Tem ainda na programação, manifestação a partir das 7h em frente ao Shopping da Bahia, antigo Iguatemi, e passeata saindo às 15h do Campo Grande em direção ao Campo da Pólvora, no Centro.

Movimento Estudantil
Ao lado de centrais sindicais e movimentos sociais, a União Nacional dos Estudantes também programou dia nacional de luta e paralisação para denunciar retrocessos do governo Temer. Segundo Carina Vitral, presidente da UNE, as ocupações das universidades vão realizar atos neste dia: “Vamos fazer protestos contra os retrocessos em cada canto do Brasil e as universidades vão contribuir com os seus movimentos”. Hoje são 172 universidades ocupadas pela garantia da educação de qualidade e o número deve aumentar até sexta-feira. “Vão acontecer mais ocupações até o dia 11”, diz Carina.

Comerciários
O comércio de Feira de Santana pode fechar as portas na próxima sexta-feira, seguindo a recomendação do Sindicato dos Empregados do Comércio, que orientou os trabalhadores a aderirem à greve geral nacional contra as medidas do governo.

Rodoviários aderem ao movimento.
Os rodoviários de Salvador também decidiram aderir à paralisação nacional em reunião realizada na manhã desta quinta-feira, dia 10 de novembro. 

De acordo com o vice-presidente do sindicato, Fábio Primo, a paralisação vai começar às 4h. "A gente vai parar o transporte a partir das 4h, vamos ficar monitorando outras categorias que aderiram ao movimento a nível nacional, não só os rodoviários, e depois dessa avaliação que a gente vai definir o horário de retorno. Pode ser que a gente volte às 6h e pode ser que volte às 8h", afirma. Ele diz que a paralisação não deve ultrapassar esse limite das 8h.

A decisão do horário de paralisação foi tomada em reunião com a Secretaria de Mobilidade (Semob) no final desta tarde.

Ônibus Metropolitanos
Os ônibus que circulam na região metropolitana de Salvador confirmaram a adesão à paralisação. De acordo com o sindicato, toda a frota de ônibus deixará de circular das 4h às 8h da manhã desta sexta-feira (11). O transporte deve ser regularizado a partir das 8h, quando os veículos começarão a sair das garagens.

Servidores do Judiciário Baiano
Os servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia também aderiram à Paralisação Nacional de 24 horas. Os protestos vão de mobilizações em frente aos fóruns na capital e no interior do estado até marchas organizadas pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Públicos do Brasil.

Em todo o país, as mais diversas categorias irão parar. Todos contra a PEC 55/2016, que tramita no Senado para votação e caso seja aprovada retira direitos básicos dos trabalhadores, como congelar por 20 anos o salário dos servidores, além de limitar os gastos com saúde, educação, segurança pública e outros repasses do governo importantes para a população.

O movimento paredista também ganha proporção, através dos protestos contra a Reforma previdenciária, reforma no ensino, reforma trabalhista, sendo todas essas medidas impostas pelo governo e que de alguma forma prejudicam a sociedade, além dos estudantes, pondo em risco o futuro do país.

Comentários