Em meio a crise: Prefeita, vice, vereadores e secretários tiveram aumento salarial absurdo e imoral


Por Nelson Querino (Vice-presidente da SIFUPREMA)

Neste ano de 2016, a Prefeitura de Maragogipe alegou e se amparou na CRISE ECONÔMICA que assola o país e "assolava o município [segundo a gestão]" como principal argumento para destratar, machucar e humilhar o servidor público municipal. 

Para os Servidores Públicos Municipais de Maragogipe, o ano de 2016 foi considerado o pior de todos os últimos 20 anos. Com 0% (ZERO) de aumento e ainda acarretando uma perda salarial brutal, sem reajuste de Quintos, com redução no valor do quinquênio, com a humilhação na concessão da Licença Prêmio e uma implacável perseguição, os Servidores sofreram nas mãos desta desastrosa gestão e tudo fica mais claro, quando observamos os números deste final de ano que desmascara a mentira deslavada que foi usada no momento de reajustar o salário dos servidores municipais.

Em junho de 2016, tínhamos 1084 servidores efetivos, 256 cargos comissionados e 404 contratos temporários, em Outubro 1076 servidores efetivos, 319 cargos comissionados e 597 contratos temporários (TCM/BA). Como um município que está em crise aumenta consideravelmente o número de cargos comissionados e servidores temporários em um período eleitoral, e usa como argumento para os servidores efetivos que não havia possibilidade de reajuste, pois o índice de pessoal estava elevado e não havia condições da conceder um reajuste aos servidores?


Os questionamentos aumentam quando nos deparamos com mais um aumento absurdo no subsídio do prefeito, vice, vereadores e secretários, e desta vez, ninguém pensou na CRISE ECONÔMICA que assola o país e nem no Índice de Pessoal. A prefeita, em conjunto com os vereadores, resolveram aumentar o subsídio com certa tranquilidade e bem no período mais quente da eleição quando todo mundo estava preocupado com o futuro do município. Uma facada foi colocada na garganta da população que inerte ficou sem entender quando a prefeita sancionou tamanha infâmia.

Veja bem, a prefeita que recebia o miserável subsídio de R$ 19.418,40 para R$ 24.513,78 e o subsídio dos secretários e vereadores sofreram aumento de R$ 6.000,00 para R$ 7.500,00, assim como o vice-prefeito que também teve seu subsídios reajustado para mais, muito mais que o 0% (ZERO) que os servidores públicos tiveram.

Ainda transtornado com tamanha falta de escrúpulo e cara de pau, pensamos: A pimenta que arde é colocada apenas no olho do Servidor, mais quando o assunto é subsídio dos nossos representantes, coloca-se colírio. 

Difícil compreender e aceitar que pais e mães de família sejam obrigados a se nos virar 30 para economizar e sobreviver em meio a uma crise econômica galopante, em que os alimentos, combustível, vestuário, material escolar, dentre outros produtos essenciais sofrem aumentos constantes, sentindo a dor na pele e vendo quem menos faz pelo município, receber benesses e aumentos.

Mas, temos uma certeza: Um dia a casa cai.

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