Donald Trump promete "Uma América para os americanos [do norte]"

O slogan "América para os americanos [do norte]" foi lançado  pelo presidente dos Estados Unidos, James Monroe, em 1823, com o intuito de estabelecer como prioridade, na política externa, a ampliação da influência de Washington sobre os países do continente americano. Essa atitude inaugurou a Doutrina Monroe que reafirmou a posição dos Estados Unidos contra a política colonialista europeia e se inspirava na política isolacionista de George Washington.

Apesar das circuntâncias terem sido outras, encontramos semelhanças nos discursos. Será que a ideia do atual presidente Donald Trump é diferente?

Ao analisar seu discurso, podemos perceber uma forma ampliada do conceito: No seu discurso ele afirma que buscará sempre o interesse dos norte-americanos em primeiro lugar e ressalta a nova visão "governará nossa terra. A partir deste dia, vai ser apenas a América primeiro. América primeiro!", determinando "as decisões sobre o comércio, sobre impostos, sobre imigração, sobre assuntos externos, serão feitas para beneficiar trabalhadores americanos [do norte] e fábricas americanas [do norte]". Na verdade, tudo será feito para beneficiar os americanos [do norte].

Ao tomar posse nessa sexta-feira, dia 20 de janeiro, como o 45º presidente dos Estados Unidos, Donald Trump prometeu que, tanto nos EUA quanto no exterior, buscará sempre o interesse dos norte-americanos em primeiro lugar. "Estamos transferindo o poder de Washington, e dando de volta para vocês".

Temperamento explosivo
De temperamento explosivo e sem experiência política anterior, Trump tem, aparentemente, poucas das qualidades geralmente listadas para aqueles que pretendem administrar uma os Estados Unidos.

Muitos duvidam que o bilionário cumpra a promessa que fez, ao se colocar como pré-candidato pelo Partido Republicano, de romper com a política do passado e inaugurar um novo estilo de governo.

Discurso
Trump fez um discurso duro durante a posse. Ele usou a expressão "carnificina americana" para se referir à criminalidade do país e disse também que "a riqueza, a força e a confiança [dos EUA] tinham se dissipado" por causa de empregos perdidos para o exterior. A referência não combina com o bom momento da economia norte-americana e parece justificar seu plano de trazer indústrias americanas que se instalaram no México e em outros países e não no território americano.

"Por muito tempo, um pequeno grupo na capital de nossa nação tem colhido as recompensas [da ação] do governo, enquanto as pessoas têm suportado o custo. Os políticos prosperaram, mas os empregos sumiram e as fábricas fecharam", disse Trump, aparentemente sem se incomodar que, ao seu lado, assistindo à posse, estavam os ex-presidentes Barack Obama,.George Bush e Bill Clinton.

Será que o mundo virou de ponta cabeça? 
Enquanto os Estados Unidos [grande potência capitalista], liderados a partir de agora, por Donald Trump, promove uma ideia protecionista e nacionalista, o presidente chinês [grande potência comunista], Xi Jinping, sai em defesa da globalização no primeiro dia do Fórum de Davos [17/01/2017]. Seja como for, mudanças profundas podem vir a acontecer nestes próximos anos.

Com informações da: Agência Brasil de Notícias