quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017


O Carnaval de Maragogipe que se tornou Patrimônio Imaterial da Bahia sob decreto nº11.449/09 conta novamente com apoio do governo estadual. Foi assinado no dia 22 de fevereiro, pela manhã na sede do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), no Centro Histórico de Salvador, um convênio entre o órgão, da Secretaria de Cultura (SecultBA), e a Associação dos Sambadeiros e Sambadeiras de Maragogipe (Assama), com recursos para a festa carnavalesca. Presentes, o chefe de Gabinete do IPAC, Ivan Teixeira, o diretor geral da Assama, Paulo César Fernandes, e o assessor Institucional do IPAC, André Reis.

Com cerca de 130 anos, influências ibéricas, afro-indígenas, instrumentos típicos, máscaras e fantasias de inspiração europeia, o Carnaval de Maragogipe foi registrado como Bem Cultural em 2009, graças às pesquisas do IPAC. Os registros da festa apontam para fins do século XIX, paralelo aos tempos áureos do carnaval da Bahia. Na década de 1920 aconteciam inúmeros 'cordões', inclusive de mulheres, além dos clubes carnavalescos e concursos da Filarmônica Dois de Julho de Maragogipe.

FINANCIAMENTOS - Ao serem reconhecidos oficialmente através dos tombamentos (bens materiais) ou registro (imateriais), os patrimônios culturais baianos passam a ter prioridade nas linhas de financiamentos públicos, sejam municipais, estaduais, federais ou até internacionais. Não é só o Estado e a União que faz o reconhecimento. Pela Constituição brasileira, os Municípios também devem criar leis, conselhos e realizar tombamentos e registros de bens culturais (prefeituras e câmaras).

Outra forma de se obter financiamentos na Bahia são os Editais/Secult que também investem em projetos arquitetônicos, obras e restauro de prédios, além de manifestações populares, como o Carnaval de Maragogipe. Os Editais 2016 reuniram R$ 30 milhões do Fundo de Cultura, com total de 3.265 propostas inscritas e seleção de 372 projetos em 23 segmentos da cultura. Confira: https://goo.gl/fHKksh.

LIVROS - A festa maragogipana têm influências europeias - francesas e italianas - fazendo releituras de personagens da 'Commedia dell'Arte' (século XVIII), das 'caretas' da década de 1970 e até de inclusões contemporâneas típicas da globalização. O IPAC também publicou livro sobre a festividade: http://www.ipac.ba.gov.br/publicacoes-para-download/cadernos.

Fonte: Secult/Bahia

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